GANHANDO A CORRIDA I

“Ganhando a Corrida” é uma peça cristã que retrata a batalha espiritual travada no coração de um jovem chamado Carlos.
Enfrentando dificuldades familiares, tentações, mentiras e desejos legítimos conduzidos por caminhos errados, ele descobre as consequências do pecado e o peso de uma consciência culpada.
Ao longo da história, aprende que a verdadeira vitória não está em conquistar status, aceitação ou vantagens pessoais, mas em obedecer a Deus, confessar os erros, restaurar relacionamentos e perseverar na fé.
Uma mensagem marcante sobre tentação, arrependimento, integridade e crescimento cristão.


CENA I: REUNIÃO DE DEMÔNIOS NA RUA

NARRADOR: Dois demônios, Chamuquillo e Chamumalito, estão esperando pelo seu chefe Malvado.
CHAMUSCADINHO: Aqui vem o chefe, devemos parecer ocupados.
MALVADO: Preguiçosos, inúteis, ignorantes! Não ouvi notícias de um bom pecado entre os jovens da igreja há meses.
CHAMUSCADINHO: Estamos fazendo planos.
MALVADO: Que tipo de planos? Conte-me os grandes planos.
CHAMUSCADINHO: Bem, bem.
MALVADO: Puros pretextos, mentiras e palavras. É preciso plantar pensamentos errados, por exemplo, na mente de Carlos, até que eles acreditem nas mentiras. Se ele ouvir algo o suficiente, vai acreditar. Aproveite uma crise, um problema ou um desejo forte. Se eu não vir resultados, vocês vão ver.
CHAMUSCADO: Vamos com Carlos. Ele gosta muito de Brisa. Podemos usar isso.

CENA II: SALA DA CASA DE CARLOS. SUA MÃE ESTÁ FALANDO AO TELEFONE.

MÃE: Filha, que bom que você me ligou. O remédio ajuda um pouco, mas está caríssimo.
CHAMUSCADO: Carlos, sem dinheiro para consertar seu carro, Brisa não vai sair com você.
CHAMUSCADINHO: As garotas estão procurando homens com dinheiro que se vestem bem.
MÃE: Adeus, filha. Sei que você quer falar com seu irmãozinho. Vou subir para deitar de novo. (PARA CARLOS) Sua irmã quer falar com você (A MÃE SAI).
CARLOS: Bem, estou bem. Só que quero convidar Brisa para sair comigo. E sem dinheiro para consertar meu carro e comprar algumas roupas, acho que não consigo impressioná-la. Como eu poderia dizer a Brisa que dou todo o meu salário para o meu pai comprar remédios? Bem, não quero que a ligação custe caro para você. Adeus.
CHAMUSCADO: Você não notou como as garotas adoram os jovens com carros bonitos e roupas finas como Alfonso? Ele é feio, mas pode ter dez namoradas.
CHAMUSCADINHO: Deus não é justo. Desde que sua mãe ficou doente, sua família não tem nada. Seus amigos devem te dar dinheiro para que você não sofra tanto. Eles podem usar a oferta dos jovens para consertar seu carro.
TOCA OSCAR
CARLOS: Oscar! Que milagre! Não te via desde o ensino médio. (SE SAUDAM)
OSCAR: Bem, não gostei da escola, mas já tenho meu próprio negócio e ganho muito bem. (TIRA MUITOS NOTAS DO BOLSO E ALGUMAS CAEM, MAS NINGUÉM NOTA.) Comprei um carro do ano e vou comprar uma casa também. E você?
CARLOS: Ainda estou na universidade. Minha mãe ficou delicada de saúde e estamos pagando os médicos.
OSCAR: Tenho uma namorada linda, e você?
CARLOS: Ainda não.
OSCAR: Bem, tenho que ir. Aqui está meu cartão de visitas. Se seus pais precisarem dos nossos produtos, estamos aqui para servi-los. (OSCAR SAI. DEPOIS, CARLOS NOTA O DINHEIRO E O RECOLHE DO CHÃO E COMEÇA A CONTÁ-LO. É UMA QUANTIA GRANDE)
CHAMUSCADO: (EM VOZ RELIGIOSA) Irmão, é a resposta das suas orações.
CHAMUSCADINHO: Oscar não precisa deles. Você nunca mais vai vê-lo. Ele só veio se exibir porque você tirou as melhores notas da turma no ensino médio e ele as piores. É melhor você ir à loja agora para ter certeza de que não vai encontrá-lo.
NARRADOR: Carlos fez todos os preparativos para consertar seu carro e foi à loja para comprar tênis, calças jeans, um colete que sempre gostou e duas camisas. Mas não estava feliz. Tinha quase todo o dinheiro na bolsa, mas sua consciência o incomodava muito. Voltou para casa.

CENA III: SALA DE CARLOS – CARLOS CHEGA COM SUAS BOLSAS DE COMPRAS MUITO TRISTE.

CHAMUSCADO: Não se sinta mal. Você pode ligar para Oscar perguntando se ele perdeu dinheiro e entregar as notas que sobram como se fossem todas as que encontrou. Vai ser fácil.
(Toca o telefone)
CARLOS: Alô.
Voz de OSCAR: Alô. Ei, Carlos, você não encontrou algum dinheiro meu? Perdi ___ (quantia grande). Procurei em todos os lugares. Pensei que talvez tenha caído da minha bolsa quando te visitei.
CHAMUSCADO: Diga que a empregada o encontrou.
CARLOS: Estava prestes a te ligar. A empregada o encontrou e me entregou agora. Quer que eu leve o dinheiro amanhã?
Voz de OSCAR: Não. Vou à sua casa agora. Preciso entregar esse dinheiro hoje.
GANHANDO A CORRIDA II
NARRADOR: Quando Oscar chegou, Carlos contou ainda mais mentiras para encobrir as anteriores. E se sentiu muito culpado ao ver que Oscar realmente precisava do dinheiro. Mas se sentiu incapaz de confessar a verdade. Ele convidou Brisa para sair e vestiu roupas novas. E ela notou sua roupa, mas ele estava tão preocupado que não aproveitou e comeram juntos sem muito o que conversar. As outras duas saídas não foram muito bem-sucedidas também. E quando Héctor, um rapaz pobre mas muito dedicado ao Senhor e muito alegre, convidou Brisa só para um sorvete, era óbvio que ela gostou muito dele e não tinha muito interesse em Carlos. Daniel notou que Carlos estava triste e o convidou para tomar um refrigerante.

CENA IV: EM UM RESTAURANTE

DANIEL: Você parece triste e deprimido. O que há?
CARLOS: Bem, você é um bom amigo. Melhor te conto a verdade. Há um tempo tenho colocado meus olhos em Brisa, mas desde que minha mãe ficou doente, não há dinheiro. Entrego o que ganho para meu pai para os remédios caros da minha mãe. Não pude consertar meu carro ou comprar roupas da moda. Bem, veio um amigo que não via há anos me dizendo o quão rico ele é. E ele deixou cair ___ (quantia grande de dinheiro) na minha casa. Eu me rendi à tentação de usar um pouco desse dinheiro para consertar meu carro e comprar roupas novas. Devolvi a ele só uma parte do dinheiro, mentindo que a empregada encontrou. Saí com Brisa, mas me senti culpado demais para aproveitar e sei que dei uma má impressão a ela. Agora ela está saindo com Héctor e ele mal tem dinheiro. Me sinto muito mal.
DANIEL: Você engoliu algumas mentiras de Satanás. O valor de um homem não depende do dinheiro que tem nem do seu nível social. A coisa mais importante é estar bem com Deus. O diabo sempre tenta nos fazer cumprir desejos legítimos de forma pecaminosa. Ter carro ou boa roupa ou dar boa impressão a uma garota não é ruim, mas se quebramos os mandamentos ou princípios da Bíblia, estamos pecando. O diabo nos ataca pelos nossos pensamentos, dando cem pretextos para justificar ações erradas. É um erro considerar esses pensamentos.
CARLOS: Mas agora, o que faço?
DANIEL: Me dê uma Bíblia. (RECEBENDO-A, COMEÇA A FOLHEÁ-LA.) Aqui está, leia Lucas 19:8,9.
CARLOS: (COM A BÍBLIA ABERTA, LÊ LUCAS 19:8,9) Mas que vergonha admitir tudo isso. Se não tenho dinheiro para pagar tudo, quanto mais quatro vezes.
DANIEL: Você nunca terá paz se não confessar a Deus e a Oscar e fizer restituição. Como não estamos sob a lei de Moisés, acho que não é necessário pagar quatro vezes, mas você deve dar algo extra – e pagar os juros se ele teve que pedir emprestado para pagar sua dívida. Temos que começar a dar uma certa quantia toda semana – mesmo que seja muito pouca – e fazer fielmente até pagar tudo.
NARRADOR: Carlos pediu perdão a Deus. E embora fosse uma das coisas mais difíceis da sua vida, confessou tudo a Oscar e começou a pagar o dinheiro roubado aos poucos. Sentiu como se uma grande carga saísse dos seus ombros, mas ainda havia uma dor em seu coração quando via Héctor e Brisa juntos. Um dia chegou outra tentação.
SALA DE CARLOS. SUA MÃE TEM UM PACOTE QUE CHEGOU PELO CORREIO.
MÃE: Seu pai pegou este pacote no correio. É da minha tia Celia. Talvez ela confundiu a data do seu aniversário. Ela já está muito velhinha.
CARLOS: Tia Celia sempre embala as coisas como se fossem da China e tivessem que passar pela guerra. Qualquer outro presentinho sempre vem embrulhado em jornais de Guadalajara (ou outra cidade) —– FINALMENTE CARLOS TIRA UMA FIGURA DE PORCELANA INFANTIL. – Vamos ver, o que está debaixo de tudo isso. Um cachorrinho (ou outro bichinho) de porcelana. Diz: “Para Carlitos no seu aniversário”.
NARRADOR: Enquanto estava recolhendo todo o papel na caixa para jogar no lixo, viu uma história no jornal e começou a lê-la.
CARLOS: Que interessante: “MÃE E FILHO NA PRISÃO NA MESMA CIDADE”. Anastacio Moncivais, preso por ser acusado de matar um homem em uma briga entre narcotraficantes, recebeu a visita de sua mãe de Torreón (ou outra cidade). Ontem ela entrou na joalheria EL DORADO com o pretexto de comprar um relógio. Pegou os dez relógios que estava admirando e saiu correndo. Os guardas do shopping a detiveram e encontraram as coisas roubadas. Hoje ela também está na prisão. (PENSANDO) Anastasio Moncivais de Guadalajara! Uma vez Héctor pediu oração por seu irmão Anastasio em Guadalajara. Moncivais é um sobrenome não muito comum. Quantas pessoas no mundo têm o nome Anastasio Moncivais? Tem que ser o irmão e a mãe de Héctor.
CHAMUSCADO: Se a mãe de Brisa souber disso, não vai permitir que ela saia com Héctor.
CHAMUSCADINHO: Você pode mandar o jornal para ela pelo correio e ninguém saberá de onde veio. Está bem informá-la da verdade.
CHAMUSCADO: Melhor mande uma cópia para a Senhora Fofoqueira. Seria como anunciar isso na TV.
CARLOS: NÃO! NÃO! Não vou ouvir essas tentações. Não quero fazer outra confissão vergonhosa. Primeiro, pode ser outra pessoa. Além disso, não é culpa de Héctor se sua família anda mal. Na verdade, devemos admirá-lo mais por seguir a Deus tão fielmente. Por último, se é a vontade de Deus que Brisa seja minha namorada, o Senhor vai arranjar tudo sem eu meter os pés pelas mãos. E não vou causar mais sofrimento por meu pecado.

CENA I: A RUA

NARRADOR: Os demônios Chamuquillo e Chamumalito estão muito desanimados. Carlos não se rendeu às grandes tentações que colocaram diante dele.
CHAMUSCADO: Se Carlos continuar lendo sua Bíblia e orando, o que podemos fazer? Essas orações me dão tanto medo que nem posso me aproximar dos jovens.
CHAMUSCADINHO: Teria sido melhor não nos rebelarmos contra Deus. Já estamos condenados, só a ganhar algumas batalhas em uma guerra que vamos perder.
MALVADO: (Enraivecido) Nunca quero ouvir isso de novo. Vamos fazer tudo o que pudermos para que Deus não possa desfrutar de Sua vitória. Além disso, Ele é injusto em não nos permitir ser tão poderosos quanto Ele. Onde está sua raiva, seu espírito de vingança, sua determinação para lutar e destruir Seus planos? Tivemos grandes vitórias como Judas, Hitler, Stalin e vamos ter mais.
CHAMUSCADO: Bem, Judas só ajudou na crucificação de Cristo que resultou na ressurreição e já perdemos nosso poder. Hitler, no final, colocou todas as nações a favor dos judeus para que votassem em dar seu próprio país, Israel. E isso cumpriu muitas profecias das Escrituras, causando mais gente a crer em Deus, e…
MALVADO: (Furiosíssimo) Cala a boca! Depois de tantos séculos, como é que vocês não sabem como tentar bem? Por isso nunca subiram de posto em centenas de anos. A tentação é fácil. Um: Foque apenas em algo verdadeiramente legítimo que eles realmente precisam ou desejam. Dois: Coloque na pessoa o sentimento de que, se não tiver imediatamente, não aguentará mais. Três: Apresente a eles uma maneira pecaminosa de realizá-lo. Uma mentirinha para avançar uma causa boa, a oportunidade de parecer melhor do que são, ou um pouco de orgulho são estratégias excelentes. Também temos sucesso em convencê-los de que ser fiel na obra de Deus requer sacrifício demais. Convencê-los a quebrar compromissos ou tomar toda a glória pode causar problemas na igreja. Também podemos convencê-los a jogar a toalha por críticas, falta de ajuda ou cansaço. O desânimo é nosso amigo mais fiel. O truque é ser sutil.
CHAMUSCADINHO: Ao ataque!
NARRADOR: Carlos se entregou bem ao grupo de jovens e realmente era um líder nato. Também era um atleta talentoso. Fez o time de futebol da sua igreja o melhor da cidade. O líder de jovens o colocou responsável por organizar um dia de campo para os jovens depois do culto do domingo. Ele tinha muitas boas ideias, mas tinha o defeito de deixar tudo para a última hora.

LIÇÃO I

Um sábado de manhã, passou pelo shopping para comprar os remédios da mãe. Ao ver a loja de esportes, lembrou que colocou seu nome em um sorteio e que sairiam os nomes dos vencedores em meia hora. Embora nunca tivesse ganhado nada na vida, decidiu ficar com a multidão que já se reunia para o sorteio. E exatamente às onze e meia, sacudiram a caixa com os nomes e fizeram um buraco grande para meter a mão e sacar o vencedor. O dono da loja, de olhos vendados, meteu a mão para sacar o nome do primeiro prêmio. O mestre de cerimônias anunciou no microfone: “A bola de futebol com autógrafos de todos do time dos Leões foi ganha por Alfredo Martínez”. Depois sacou três nomes. O mestre de cerimônias disse: “As pessoas que vão estar na primeira fila para o jogo de amanhã entre os dois melhores times do país são: Humberto Gomez, Martha Rodriguez e Carlos Gutierrez”. Carlos se emocionou muito. Nunca pensou em ter a oportunidade de sentar em assentos tão perto do campo no jogo de supercampeões. Passou pela multidão apresentando sua identificação e logo teve seus dois ingressos na mão. Pensou na reação do pai. Ele ia ficar encantado de ir com ele ao jogo. Tinha sido fã por anos e anos. Mas de repente seu gozo foi interrompido ao lembrar sua promessa de organizar a comida no dia de campo para os jovens. Chegou ao seu quarto com uma guerra no coração. Não sabia o que fazer.
CENA II: NO QUARTO DE CARLOS (CARLOS SENTADO NA “CAMA” OU EM UMA CADEIRA)
CHAMUSCADO: Carlos, você nunca mais terá a oportunidade de ver os Leões em um jogo tão importante em lugares tão bons. Com a economia como está, nem será possível ir a um jogo. Além disso, se você passa todo domingo na igreja, adeus ao futebol.
CHAMUSCADINHO: Carlos, você não pode dizer a verdade a Daniel ou ele vai pensar que você é muito mundano. Esses cristãos acham que é pecado mortal perder um culto para ver um jogo de futebol. Melhor diga que sua mãe ficou mal e você não pode assistir nem ao grupo de jovens.
CHAMUSCADINHO: E sua mãe espirrou três vezes esta manhã, sem dúvida vai pegar gripe.
CHAMUSCADO: Vamos. Ligue para Daniel agora. Ele vai tomar conta do evento na igreja.
CHAMUSCADINHO: Lembre-se de que precisa fazer a voz como se estivesse muito arrependido.
CARLOS DISCA O TELEFONE
Voz de DANIEL: Alô?
CARLOS: Oi, Daniel. Como vai?
Voz de DANIEL: Muito bem. E você?
CARLOS: Bem, mais ou menos. Veja, minha mãe ficou doentinha de novo, você acredita?
DANIEL: Sinto muito. Pensei que o remédio novo estava dando bons resultados.
CARLOS: Tomara que isso seja temporário. Sei que estou pedindo um favor muito grande, mas preciso ficar com ela este fim de semana e não sei o que fazer sobre o dia de campo de amanhã.
DANIEL: Eu posso tomar conta disso. Acho que você já fez a maior parte do trabalho.
CARLOS: Não exatamente. Brenda prometeu trazer bolo. Paco tem o dinheiro dos jovens para comprar carne para assar, carvão e pratos descartáveis. Lalo disse que estava disposto a ir pelas sodas e Liliana tem uma bola de vôlei.
DANIEL: Não se preocupe. Podemos organizá-lo esta noite. Fabíola é muito boa na cozinha e ela me ajudará. Vamos orar pela sua mãe e por você.
CHAMUSCADO: Viu, foi fácil. Agora você pode desfrutar todo o seu domingo.
CENA III: PESSOAS CONVERSANDO DEPOIS DO CULTO NO DOMINGO SEGUINTE.
NARRADOR: Carlos foi ao jogo de futebol com o pai, mas não aproveitou tanto. Sentiu-se culpado. E o que menos queria era que alguém soubesse o que tinha feito. No domingo seguinte, foi à reunião de jovens e ao culto como se nada tivesse acontecido. Ao sair, cumprimentou o pastor antes de se juntar aos jovens.
RÚBEN, ANDRÉA, LILY, DANIEL E FABÍOLA ESTAVAM DE UM LADO DA PLATAFORMA E DANIEL CUMPRIMENTANDO O PASTOR DO OUTRO LADO DA PLATAFORMA.
CARLOS: Obrigado, pastor, pelo seu sermão.
PASTOR: É Deus quem merece a glória. Ouvi que o dia de campo do domingo passado para os jovens foi um sucesso total. Entendi que você estava encarregado. Muito obrigado pelo seu trabalho.
CHAMUSCADO: Não diga que Daniel fez ou vão descobrir seu segredo.
CARLOS: Não foi nada.
PASTOR: Desculpe-me. Preciso orar pela bebê da Senhora Loya.
O PASTOR SAI E CARLOS SE APROXIMA DOS JOVENS

LIÇÃO II

FABÍOLA: Como está sua mãe?
CARLOS: Muito melhor, obrigado.
ANDRÉA: Estamos muito contentes que você possa estar conosco de novo.
RUBUEN: Sua mãe esteve doente no fim de semana passado? Meu irmão me disse que você ganhou dois ingressos bons para o jogo dos Leões e Leopardos. Ele foi ao sorteio e voltou para casa muito triste porque não ganhou. A propósito, sua ausência não teve nada a ver com o jogo de supercampeões de futebol. Eu detesto hipócritas.
ANDRÉA: Rúben, você não deve julgar Carlos sem saber todos os fatos. Talvez ele doou os ingressos ou os vendeu para poder ficar com a mãe.
CHAMUSCADO: Diga que os deu de presente para o seu pai. É quase a verdade.
CARLOS: Meu pai e meu tio são fãs dos Leões há anos e anos. Eles mereciam os ingressos.
CHAMUSCADINHO: Muito bem, Carlos. Não foi exatamente uma mentira, mas uma aparência do desejado.
ENTRA O PASTOR
PASTOR: As crianças que memorizaram mais versículos vão ao parque e a cada um darei ___ (cinco pesos) para gastar como quiserem. Preciso do troco exato. Quem tem troco para esta nota?
CARLOS: Acho que posso ajudar. ESVAZIA SEUS BOLSOS. NO PROCESSO DE TIRAR AS MOEDAS, CAEM AS DUAS METADES DOS INGRESSOS DO JOGO DE FUTEBOL ENTRE LEÕES E LEOPARDOS.
RÚBUEN: (RECOLHENDO OS INGRESSOS) Olha! A evidência! Você disse a Daniel que sua mãe ficou doente para que ele tomasse conta do nosso dia de campo e você ir ao jogo de futebol parecendo santinho e responsável. Que mentiroso! Veja bem o que diz Apocalipse 21:8 “Mas os covardes e incrédulos, os abomináveis e homicidas…”
DANIEL: (COM DETERMINAÇÃO) Ruben, um momento! (TENTA INTERROMPER SEM SUCESSO)
RÚBUEN: “… os fornicários e feiticeiros, os idólatras (COM MUITO ÊNFASE) e todos os mentirosos terão sua parte no lago que arde com fogo e enxofre, que é a morte segunda”.
CARLOS SAI CORRENDO.
CENA IV: QUARTO DE CARLOS. CARLOS SENTADO NA “CAMA” OU UMA CADEIRA MUITO DEPRIMIDO
NARRADOR: Carlos foi para casa e se trancou em seu quarto.
CHAMUSCADINHO: Viu. Os cristãos não querem fazer mais que julgar e condenar você.
CHAMUSCADO: Você nunca mais poderá voltar à igreja. Imagine o que o pastor, o líder de jovens e os outros pensam de você agora. Andréa nunca sairá com um cara como você.
CHAMUSCADINHO: Você já perdeu a salvação. Não pode se arrepender mais.
TOCAM
CARLOS: Quem é?
DANIEL: Sou Daniel. Eu te quero bem e minha intenção é ajudar você.
CARLOS: Não quero ver ninguém.
DANIEL: Por favor, me deixe entrar.
CARLOS: Bem, se você não vai me condenar mais.
DANIEL: (ENTRANDO) Obrigado. Eu sei que você se sente horrível. Eu gosto de futebol e posso entender sua situação. E você pode sair dela.
CARLOS: Como? Já vou para o inferno?
DANIEL: Veja o versículo em Apocalipse. Aparecem na lista “os incrédulos”. Assim éramos todos antes de aceitar a Cristo. E ainda há tempos em que nos falta a fé. Mas a Bíblia diz que o sangue de Jesus nos limpa de todo pecado. Você deve confessar a Deus e às pessoas afetadas, no seu caso, o pastor e o grupo de jovens.
CARLOS: Mas não posso fazer isso.
DANIEL: É a sua vida. Você pode passar dias, meses ou anos em trevas por não confessar ou pode enfrentá-lo hoje mesmo e andar em liberdade. Estou disposto a ir com você para conversar com o pastor e com os jovens; todos foram ao Taco Loco para comer. Carlos, Deus te ajudará a fazer o correto.
CARLOS: (DEPOIS DE UM LONGO SILÊNCIO EM QUE É ÓBVIO QUE CARLOS ESTÁ LUTANDO E DANIEL ESTÁ ORANDO) Sim, quero confessar minhas mentiras.
DANIEL: Que bom! Há muitos que deixam de seguir a Cristo por não enfrentar e resolver uma situação assim.
O orgulho é extremamente cruel.
Se vamos perseverar, é necessário vencê-lo no poder de Cristo.

Dramas Cristianos

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