FOI UMA SEXTA-FEIRA

Em uma tarde marcada pela escuridão e pelo silêncio, mães e crianças recordam os últimos momentos de Jesus rumo ao Calvário.
Entre relatos de dor e esperança, o peso da cruz, a compaixão de Simão Cirineu e as palavras de perdão revelam a profundidade do sacrifício.
No Monte, diante das três cruzes, a morte do Salvador é narrada com reverência, mas a fé das crianças anuncia a certeza da ressurreição.

Duração estimada: 10 minutos

Personagens:

NARRADOR: Voz firme, solene e narrativa.
MÃE 1, 2 e 3: Mulheres com semblante cansado e triste, mas carinhosas.
CRIANÇA 1 e 2: Meninos curiosos.
MENINA: Uma criança com tom de voz doce.
EXTRAS: Grupo de crianças sentadas próximas ao palco.

CENÁRIO E AMBIENTAÇÃO

O palco deve estar limpo, com iluminação suave. Ao fundo a projetação da silhueta de uma montanha com três cruzes (ou o uso de transparências). A atmosfera é de recolhimento.

NARRADOR: Era uma sexta-feira. Uma tarde de sexta-feira.
Uma escuridão densa havia tomado conta da terra por alguns instantes, e o ar ainda parecia pesado…
assim como o coração daqueles que testemunharam o que aconteceu.
Entre a multidão, algumas mulheres choravam e lamentavam profundamente.
(Pelo fundo do palco, entram as três mães. Elas usam mantos sobre a cabeça, caminham devagar e conversam em voz baixa. Quando chegam ao centro, as três crianças entram correndo e abraçam suas mães.)
CRIANÇA 1: Mãe! Mãe!
MENINA: Estávamos te procurando desde cedo!
CRIANÇA 2: Onde você estava, mamãe?
MÃE 1: (Triste, acariciando o filho) Vocês não souberam das notícias?
CRIANÇA 1: Que notícias?
MÃE 2: Eles crucificaram Jesus.
MENINA: Aquele que disse: “Deixem vir a mim as criancinhas”?
MÃE 1: Sim… aquele que só fez o bem para a humanidade.
CRIANÇA 2: Mas como isso aconteceu?
MÃE 3: Hoje, assim que o dia amanheceu, levaram Jesus diante de Pôncio Pilatos…
NARRADOR: Pilatos estava em seu tribunal quando os soldados trouxeram o prisioneiro.
A presença de Jesus o impressionou, mas as acusações que ele tinha em mãos eram graves.
Seus inimigos o acusavam de traição, um crime severo perante o Império Romano.
CRIANÇA 1: E o que Pilatos fez?
MÃE 1: Pilatos ordenou que Ele fosse castigado.
NARRADOR: Como o castigo não acalmou a multidão, Pilatos tentou uma última estratégia:
Era costume libertar um prisioneiro naquela ocasião.
Ele mandou trazer Barrabás, o criminoso mais perigoso da região, para que o povo escolhesse entre Jesus e Barrabás.
MENINA: E quem o povo escolheu?
MÃE 2: (Com pesar) Escolheram Barrabás.
CRIANÇA 2: E o que fizeram com Jesus?
MÃE 3: Forçaram-no a carregar a sua própria cruz.
NARRADOR: Quando Jesus saiu do tribunal, a cruz que seria de Barrabás foi colocada sobre seus ombros feridos e ensanguentados.
Dois ladrões seriam executados com Ele, e também carregavam suas cruzes.
Mas a cruz de Jesus era pesada demais para alguém tão debilitado pelo sofrimento.
CRIANÇA 2: Ninguém ajudou Jesus?
NARRADOR: Sim. Naquele momento, um homem chamado Simão Cirineu, que voltava do campo, parou para observar a cena com compaixão. Os soldados o agarraram e o forçaram a carregar a cruz atrás de Jesus.
CRIANÇA 1: Para onde eles o levaram?
MÃE 1: Para o Monte Calvário.
(A projeção ao fundo destaca as três cruzes.)
MENINA: Aquela montanha que vemos lá longe?
MÃE 1: Sim, minha filha. Aquela mesma.
CRIANÇA 1: E o que aconteceu lá em cima?
NARRADOR: Ao chegarem ao local da execução, os prisioneiros foram presos aos instrumentos de tortura.
O Salvador não deixou escapar um único lamento ou queixa.
Seu rosto permanecia sereno, apesar das gotas de suor e sangue em sua testa.
Enquanto os soldados faziam seu trabalho terrível, Jesus orou por seus inimigos:
“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”.
Depois, ergueram a cruz no meio de dois ladrões.
MENINA: E como estavam os ladrões?
MÃE 2: Um deles zombava de Jesus, mas o outro se arrependeu de seus pecados.
No meio da agonia, Jesus recebeu um sopro de consolo ao ouvir o pedido daquele ladrão arrependido e prometeu que ele estaria no Paraíso.
CRIANÇA 2: E como Jesus morreu?
NARRADOR: Naquelas horas terríveis, o céu se escureceu novamente.
A multidão ficou paralisada, em um silêncio de suspense, olhando para o Salvador.
De repente, a terra tremeu violentamente, fazendo as pessoas caírem de medo.
Foi então que Jesus pronunciou suas últimas palavras: “Está consumado”. E entregou o espírito.
MENINA: E o que vocês fizeram depois?
MÃE 3: Viemos para cá…
MÃE 2: Saímos de lá com o coração partido.
MÃE 1: Ele ficou lá… pregado na cruz.
CRIANÇA 1: (Com um brilho nos olhos) Mas Jesus disse que ressuscitaria! Ele vai voltar à vida, não vai?
CRIANÇA 2: Eu tenho certeza que Ele vai ressuscitar!
MENINA: Sim! Jesus vai ressuscitar!
(As crianças que estão no pé do palco se levantam e, junto com as mulheres, começam a cantar um hino de vitória, como “Porque Ele Vive” ou “O Senhor Ressurgiu”.)

FIM

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