DIÁLOGO DA MORTE

Sinopse

Dois homens se encontram em uma estrada rural:
Um é camponês e humilde, o outro é um homem da cidade, elegante e arrogante.
Este último ostenta sua vida de luxo e prazeres, menosprezando a simplicidade do primeiro.
Até que revela estar falido e deixa escapar sua incredulidade em Deus.
O camponês então lhe dá a resposta definitiva, devolvendo com sabedoria o mesmo desprezo que recebeu.

personagens:
Homem da cidade – bem vestido;
Camponês – roupas pobres;
Pode haver narrador.

Certa vez em uma estrada salpicada de barro seco e muitas pedras, dois homens de aspecto distintos, um com sapatos e outro descalço se encontraram.
O homem de aparência luxuosa, usava roupas elegantes e se mostrava superior e o outro que não trazia consigo nada de importante, a não ser suas mãos calejadas, trocaram por um estante um olhar.

HOMEM: Posso saber com quem estou falando?
CAMPONÊS: Sou um camponês.
HOMEM: Então o senhor conhece esta terra e sabe como devo fazer para chegar à cidade mais próxima?
Não estou lhe aborrecendo ao pedir essa informação não é?
CAMPONÊS: O senhor não me incomoda, afinal eu vivo nestas terras desde que eu nasci.
Aqui cresci e me criei. Se lhe falo deste lugar, é porque além de ter nascido aqui, aqui também fica a minha casa.
HOMEM: Então o senhor vive aqui desde que nasceu?
Não conhece nenhum grande centro, das grandes cidades?
CAMPONÊS: Sim, e eu perdi alguma coisa?
HOMEM: E como!
O senhor por acaso, já participou de alguma festa ou algum grande conserto, onde há muita comida e pessoas elegantes desfilando para serem vistas?
CAMPONÊS: Não
HOMEM: Então o senhor não sabe o que é viver, e nunca chegará a ter um lugar nesta vida maravilhosa que eu vivo. (o camponês abaixa a cabeça).
HOMEM: O senhor já esteve numa mesa de cassino jogando com a sorte, junto com pessoas ricas, bebendo do mais fino uísque?
CAMPONÊS: Não
HOMEM: Então o senhor não sabe o que é viver, e nunca chegará a ter um lugar nesta vida maravilhosa que eu vivo.
(O camponês simula uma saída, mas o homem fala de novo)
HOMEM: O senhor já esteve próximo a ganhar facilmente muito dinheiro, apostando em loterias e poder gastá-lo com coisas luxuosas e extravagantes.
CAMPONÊS: Não
HOMEM: Então o senhor não sabe o que é viver e nunca chegará a ter um lugar nesta vida maravilhosa que eu vivo.
(O camponês começa a andar, mas volta diz ao homem).
CAMPONÊS: O senhor chegará à cidade se seguir por está estrada, mas….. porque procura novos lugares?
O senhor não gosta da cidade onde morava e que considerava maravilhosa?
HOMEM: Bem, preciso mudar porque meu último negócio faliu.
CAMPONÊS: Como? O senhor tem a sorte de poder ter muitas alegrias, mas os seus negócios não prosperam?
Ora, só mesmo Deus pode ajudá-lo.
HOMEM: Deus? Quem é este?
Aquele de que contam maravilhas e milagres.
Ora, esse “Deus” não existe. Nada mais do que pura imaginação.
CAMPONÊS: O quê?
O senhor, apesar de todas as suas oportunidades, não crê que existe um Deus que fez todas as terras, pelas quais as pessoas se alimentam?
Então o senhor não acredita que exista o Pai todo-poderoso que faz este vento se mover, as nuvens se formarem, as estrelas se formarem, as estrelas se surgirem e a cidade onde o senhor mora existirem?
HOMEM: Não
CAMPONÊS: Então o senhor não sabe o que é morrer, e nunca chegará a ter um cantinho se quer na vida maravilhosa que eu vou viver.
(Encerra com o camponês saindo e o homem em seguida) Pode haver comentários antes e depois do teatro.

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