Diante de uma pandemia global devastadora, a humanidade corre contra o tempo em busca de uma cura.
Quando a esperança parece perdida, a descoberta de um antídoto exige uma decisão inimaginável de uma família comum.
Uma peça dramática e reflexiva que ilustra, de forma contemporânea, o maior ato de amor já realizado.
Você já parou para pensar no verdadeiro peso de um sacrifício?
CENA 1
(Em um quarto de casa, um sofá onde se encontra sentado um senhor, vendo televisão.)
NARRADOR: É sábado à noite, um pai de família está em sua casa vendo as notícias. Onde contam uma história de pouca importância…
TV: Em um povoado do outro lado do mundo, três pessoas morreram de uma gripe estranha que nunca foi vista antes.
Vamos agora para as informações do tempo. Amanhã, na parte da manhã teremos o céu parcialmente nublado, em alguns momentos teremos sol, logo as nuvens voltam a escondê-lo.
PAI DE FAMÍLIA: (Boceja dizendo) Que sono!
CENA 2
(Mesmo cenário No café da manhã.)
TELEVISÃO: Já são 30.000 pessoas que morreram nas colinas remotas da Índia.
Pessoal do controle de doenças epidêmicas, dos EUA, já está na India para investigar.
PAI DE FAMÍLIA: Velha, isso está difícil, tomara que façam algo por toda essa gente.
MÃE DE FAMÍLIA: É verdade! Que Deus tenha misericórdia dessa pobre gente.
CENA 3
(Mesma cenografia, no almoço, lendo o jornal)
PAI DE FAMÍLIA: Olha… velha, o que dizem os jornais, não é só a Índia, mas o Paquistão, Irã e Afeganistão…
Que tragédia. Corre, velha, para ligar a TV para ver o que dizem os médicos da vigilância sanitrária.
TELEVISÃO: A chamada “Influenza Misteriosa” está aparecendo em todo o mundo, a pergunta é: como vamos parar esta peste?
Participe ligando pra nós:
Se você acha que a Organização Mundial da Saúde vai conseguir controlá-la, disque (1) um;
Se você acha que não, disque (2) dois.
O resultado parcial do momento é: 85% das ligações acham que sim, e 15 % indicaram que não.
PAI DE FAMÍLIA: Com certeza vão conseguir controlar a doença, o governo tem muito dinheiro. Os laboratórios investem em pesquisas. O trabalho é contínuo, dia e noite para encontrar curas.
Não se preocupe, velha.
MÃE DE FAMÍLIA: É verdade, por que nos preocupamos, se agora… o homem já é dono do seu próprio destino, clona, cria e modifica tudo. Já nem precisa mais de Deus.
TELEVISÃO: A notícia que surpreendeu a todos, a Europa anuncia que fecha suas fronteiras, não haverá voos para a França saindo da Índia, nem de nenhum outro país no qual a doença tenha sido detectada.
Organizações de saúde afirmam que uma pessoa está morrendo da chamada “Influência Misteriosa”, a cada dez minutos. Há pânico na Europa.
PAI DE FAMÍLIA: Essa notícia é dura… Esperemos que não chegue até aqui.
TELEVISÃO: Segundo a OMS, quando você contrai o vírus, fica com ele por uma semana e nem percebe. Depois, tem 4 dias de sintomas horríveis e morre.
A Inglaterra também fecha suas fronteiras. O presidente dos EUA fecha as fronteiras para a Europa e Ásia, para evitar o contágio no país, até que encontrem a cura…
CENA 4 (Na igreja)
NARRADOR: No dia seguinte, as pessoas se reúnem nas igrejas para orar por uma cura.
(Uma pessoa entra gritando) Liguem o rádio!
RÁDIO: 2 mulheres morreram em Nova York. Em horas, parece que a coisa se alastra por todo o mundo.
MÃE DE FAMÍLIA: Senhor, tem piedade dos teus filhos… Ajuda-nos, permite que os médicos encontrem uma cura.
RÁDIO: Os cientistas continuam trabalhando para encontrar o antídoto, mas nada funciona.
Mas… um momento… uma notícia de última hora: o código de DNA do vírus foi decifrado. Renova-se a esperança de criar um antídoto.
PAI DE FAMÍLIA: Glória a Deus… Que bom que não nos desamparas.
RÁDIO: Um comunicado do presidente dos Estados Unidos… Cidadãos de todo o mundo, será necessário o sangue de alguém que não tenha sido infectado.
Há agora, portanto, um chamado em todo o mundo para que homens e mulheres se dirijam aos hospitais para uma coleta de sangue. Para fazer um exame de sangue.
PAI DE FAMÍLIA: Vamos fazer o exame… Acaso será este o fim do mundo?…
NARRADOR: Vai toda a família e os vizinhos como voluntários ao hospital para fazer o exame. (De repente, o médico sai gritando um nome que leu em seu caderno)
MÉDICO: Aldo López… Aldo López… Quem é Aldo López?
MENINO PEQUENO: Papai, esse é o meu nome…
PAI DE FAMÍLIA: (Fica como alheio, e não reage)
(Os soldados levam o menino.)
PAI DE FAMÍLIA: Esperem…. Para onde o estão levando?
MÉDICOS: Está tudo bem, o sangue dele está limpo, o sangue dele é puro. Acreditamos que ele tem o tipo de sangue correto.
(Depois de um tempo, os médicos saem chorando e rindo)
MÉDICO MAIS VELHO: Obrigado, Senhor! O sangue do seu filho é perfeito, está limpo e puro, pode fazer o antídoto contra esta doença…
NARRADOR: A notícia corre por toda parte, as pessoas estão orando e rindo de felicidade.
(Nisso, o médico se aproxima dos pais.)
MÉDICO: Podemos conversar um momento? É que não sabíamos que o doador seria uma criança e precisamos que assinem este formulário para nos dar a permissão de usar o sangue dele.
(Quando está lendo o documento)
PAI DE FAMÍLIA: Só uma pergunta: de quanto sangue vocês precisam?…
(O sorriso do médico desaparece e ele responde)
MÉDICO: Não pensávamos que era uma criança. Não estávamos preparados. Precisamos de todo ele!!!
PAI DE FAMÍLIA: (Incrédulo e indignado) “Mas, mas…”..
(O médico continua insistindo)
MÉDICO: O senhor não entende, estamos falando da cura para todo o mundo. Por favor, assine, precisamos dele… todo.
PAI DE FAMÍLIA: Mas não podem dar uma transfusão a ele?
MÉDICO: Se tivéssemos sangue limpo, poderíamos… Vai assinar?……. Por favor?….. Assine!!……..
(Em silêncio e muito triste) O pai de família assina.
MÉDICO: Quer ver o seu filho?
(Caminham até a sala de emergência onde se encontra o menino, ele está sentado na cama dizendo:)
MENINO: Papai!?, Mamãe!? O que está acontecendo?
(Segura a mão dele)
PAI DE FAMÍLIA: Filho, sua mamãe e eu te amamos e nunca deixaríamos que te acontecesse algo que não fosse necessário, você compreende isso?
(O médico se aproxima a toda pressa)
MÉDICO: Sinto muito, precisamos começar, pessoas em todo o mundo estão morrendo…
NARRADOR: Você poderia ir embora e virar as costas para o seu filho, deixando-o lá, enquanto ele grita para você: “Papai… por que me abandonaste?”
E nas semanas seguintes, quando fazem cerimônias para honrar o menino, algumas pessoas ficam dormindo em casa.
Outras não vêm porque preferem ir passear ou assistir uma partida de futebol.
Tem também quem vem à cerimônia com um sorriso falso fingindo que se importam.
O pai de família gostaria de se levantar e gritar:
“Meu filho morreu por vocês, vocês não se importam?”
Talvez seja isso que Deus queira nos dizer:
“Meu filho morreu por vocês, e ainda não entendem o quanto eu os amo?”
É curioso as pessoas descartarem a Deus e depois se perguntarem por que o mundo vai de mal a pior.
É curioso como acreditamos em tudo o que lemos no jornal, mas questionamos o que a Bíblia diz.
É curioso como nos esforçamos diariamente para acumular bens terrenos e não dedicamos alguns minutos para acumular os bens celestiais.
É curioso como alguém diz “Eu creio em Deus”, mas com suas ações mostra que não está disposto a segui-lo.
É curioso, não é?
Mais curioso é como alguém pode estar tão inflamado por Cristo no domingo, mas ser um cristão invisível no resto da semana.
É curioso como nos preocupamos mais com o que as pessoas pensam de nós do que com o que Deus vê em nós.





