Um mendigo com muleta, vendendo algo junto a vários transeuntes.
Uns dão moedas para se livrarem delas e não compram nada, outros passam sem notá-lo, outros o desprezam.
Dois garotos malvados o atacam enquanto ele conta as poucas moedas que conseguiu, sendo que um o derruba tirando suas muletas e o outro passa correndo pegando o que der das moedas que se espalharam.
Em seguida entra outro já conhecido dele, ajuda-lhe a levantar e a apanhar o que sobrou no chão e começo diálogo:
Personagens:
JOÃO – Amigo
MARCOS – Mendigo
Figurantes (6)
CENA I (Diálogo)
Um mendigo com muleta, vendendo algo junto a vários transeuntes.
Uns dão moedas para se livrarem delas e não compram nada, outros passam sem notá-lo, outros o desprezam.
Dois garotos malvados o atacam enquanto ele conta as poucas moedas que conseguiu, sendo que um o derruba tirando suas muletas e o outro passa correndo pegando o que der das moedas que se espalharam.
Em seguida entra outro já conhecido dele, ajuda-lhe a levantar e a apanhar o que sobrou no chão e começo diálogo:
JOÃO: Foram aqueles garotos de novo?
MARCOS: Foram
JOÃO: É eles não tem jeito mesmo, mas você não deve esquentar a cabeça com isso porque um dia eles levam a deles.
MARCOS: Quando eu não sei (Em tom de desânimo)
JOÃO: Mais dia menos dia eles vão se dar mal.
MARCOS: Quem sabe (ainda desanimado)
JOÃO: Vejo que você não está muito bem hoje, está certo que um incidente deste deixa a gente nervoso, o que esta acontecendo você esta muito estranho
MARCOS: É realmente você tem razão João, hoje eu estou mais triste do que nos outros dias (muito triste)
JOÃO: Mas o que foi que aconteceu? (com ar de interrogação)
MARCOS: Não aconteceu nada, é que já não basta todos os dias até no dia do meu aniversário, as pessoas não ligam para mim, não me dão atenção, me desprezam, e até roubam os poucos trocados que consegui como você mesmo viu, já tentei de tudo como pode? As pessoas me tratam assim como se eu fosse um indigente não me dão emprego, então eu tenho que ficar assim o pior é que todas as pessoas me olham com indiferença e como se tivessem o rei na barriga .(Revoltado)
JOÃO: Mas você não deve se preocupar com elas, pois elas não conhecem sua estória, não sabem que você era um homem trabalhador honesto, que tinha um bom emprego até que essa estranha doença o deixou desta forma e que agora você tem dificuldades em arrumar trabalho e precisa sobreviver de alguma forma.(ar de consolação).
MARCOS: Para quem não esta na minha pele é fácil falar (ironicamente)
JOÃO: Não se trata disso, é que realmente eu compreendo sua situação, e sinto não poder fazer nada para lhe ajudar, a não ser comprar algo sempre que posso você sabe tenho uma família e também sou assalariado.
MARCOS: Olha João você me desculpe pelo que disse, na verdade eu não queria lhe magoar, você sempre foi um amigo que me compreende e até perde seu tempo em conversar com um mendigo assim como eu, sei que se você pudesse você me ajudaria mas é que em outros tempos num dia como hoje meu aniversário ganharia presentes… (João interrompe)
JOÃO: Ora, o que você gostaria de ganhar fala quem sabe posso te dar?
MARCOS: Mas o que eu gostaria de ganhar você não pode me dar.(desesperançado)
JOÃO: Mas o que é?
MARCOS: Não adiante nem eu falar que você não poderá me ajudar mesmo.
JOÃO: Ora vamos lá, o que é isso, quem sabe eu consiga.
MARCOS: João não adianta que você não tem condições você vai pensar que eu sou louco(taxativo)
JOÃO: Tudo bem você me convenceu mas diga pelo menos qual é o presente
MARCOS: (música suave de fundo) OK, Muitas vezes no meu aniversário eu me importava apenas com coisas materiais presentes você entende? Mas neste meu dia eu gostaria que houvesse mais amor, mais paz, que não houvesse guerras, diferenças de classes, que não existisse pessoas assim como eu, que houvesse mais solidariedade entre os homens…(pensa pesarosamente um pouco e continua) será que o DEUS a quem eu servi um bom tempo não olha a todos com igualdade, será que ele se esqueceu de mim e não vê tudo o que está acontecendo? Não é Ele que se diz um DEUS de amor? Não é Ele que se diz amar a todos com igualdade, não sei porque estou falando isso me desculpe o desabafo João, pode parecer brincadeira mas este é o presente que eu queria ganhar.
JOÃO: É meu amigo, você tinha razão, este presente nem eu e nem ninguém pode lhe dar é por isso que eu sempre te dizia Deus é nos mesmo quantas vezes você perdeu tempo em ir a igreja se lembra, e agora você esta aí assim, Mas como sou seu amigo, vou continuar te ajudando. E hoje o que posso fazer é isto…(tira uma nota de R$ 50,00 e lhe dá)
Agradecimentos e despedidas e saída de João de cena
CENA II (Se possível, modificar cenário para semelhante ao céu, também pode ser através de slides)
Mendigo sozinho, sentado, pensativo, tem uma sonolência deita-se e dorme.(Apagam-se as luzes) ouve-se uma música ao fundo(Há um lugar de amor) ao mesmo tempo em que se projeta uma luz fraca.
Aumenta a intensidade da música e da luz ao mesmo tempo,, Marcos acorda com a entrada de alguns anjos (pessoas vestidas de branco) que trazem em suas mãos bandejas com frutas, outro com vestiduras brancas (pode ser lençol) para ele. Enquanto a música toca, os anjos conversam (mímica suave como se estivessem confortando-o) com ele como se estivessem consolando-o, ao mesmo tempo em que ele come as frutas. É interrompida a música inicial e ouve-se um som de trombeta triunfal. CRISTO (coberto com um pano branco sem aparecer o rosto da ator) entra, todos se ajoelham em forma de adoração , CRISTO se aproxima de Marcos o levanta e com a mão em seu ombro canta (com o grupo de anjos que estão lá na frente “Não me esqueci de ti”). (Marcos olha para Jesus e começa a chorar de alegria)Terminado o cântico CRISTO abaixa-se, toca a perna de Marcos que esta doente, pega as suas muletas deixa-as em cena porem de lado, e despede-se do mendigo agora curado. O qual cai prostrado aos seus pés em única forma de agradecê-lo e CRISTO saí de cena, tudo isto enquanto é tocada a música inicial do lugar aonde havia parado. Em seguida os anjos vão saindo vagarosamente, levando de volta tudo o que trouxeram. Enquanto a música continua tocando, apaga-se a luz que envolvia o cenário, Marcos volta a dormir e ao final da música acendem-se as luzes.
CENA III (Descoberta do Milagre)
Marcos acorda e em seguida entra João e começa o dialogo.
JOÃO: Como é Marcos, melhorou seu animo, ainda pensa naquele presente impossível?
MARCOS: (levanta apoiando em suas muletas e diz:) Você estava errado quando me disse que ninguém poderia me dar esse presente, porque eu achei novamente alguém que pode me dar (transbordando alegria)
JOÃO: Então quem é (com tom de desprezo)
(Marcos conta o sonho ressaltando a ideia de que Cristo o fez compreender que não o abandonou, e sim ele que abandonou a Cristo e termina dizendo que não se importa mais com sua enfermidade, pois é apenas passageiro.
JOÃO: Vejo que você ainda não acordou e continua sonhando. Como pode você acreditar nisto? Se fosse verdade você não estaria nesta situação (com ênfase).
(Nisso passam novamente os dois garotos malvados e derrubam sua muleta, e João sai correndo atras deles. Nisto toca “Um Milagre Senhor” Play Back, somente a parte da introdução, começando forte e diminuindo com o diálogo)
MARCOS: Espere João (gritando)
JOÃO: O que houve não quer que eu os pegue?
MARCOS: Não está vendo (chorando e com grande alegria ao notar que não necessita mais das muletas) Este não foi um sonho normal, através dele Cristo me curou, Como eu pude duvidar desse amor de CRISTO, você acredita agora?
JOÃO: (Admirado) Não é possível, acho que entrei em seu sonho.
MARCOS: Não, não isto é real JESUS me curou (Abraçando-se a João)
JOÃO: Então me conte mais desse seu CRISTO, que eu também quero conhecê-lo.
(Saem abraçados ao som do hino “Ainda que demore”)
Eu Não Me Esqueci de Ti – Prisma Brasil
Se as ondas desta vida destruírem tua fé
Fazendo que duvides de que em breve voltarei
Volve os olhos ao passado, vê na cruz o meu sofrer
Queres provas mais do que esta: Tanto amei, que a vida dei
Pensas mesmo ser tão fácil esquecer o que falei
Se na história deste mundo os meus pés já empoeirei?
Mesmo que uma mãe viesse de seu filho se esquecer
Inda assim não haveria de me esquecer de ti
Mas ainda que demore ou mesmo que pareça
Um dia prometi voltar e pronto estou a cumprir
Mas ainda que demore ou mesmo que pareça
Eu não me esqueci de ti, virei outra vez





