A FOFOCA SÓ CRESCE

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CONTEXTO: É SOBRE UMA VIZINHA QUE OUVE UMA “SUPOSTA” BRIGA;
NÃO SE CONTENDO, VAI E CONTA PARA OUTRA VIZINHA, ESTA SEGUNDA REPASSA PARA OUTRA…
E ASSIM VAI, POUCO A POUCO A HISTÓRIA CRESCENDO E SE DISTANCIANDO DA REALIDADE.
E ASSIM NASCE UMA “VERDADEIRA FOFOCA”.

 Personagens

MARIDO:_____________
ESPOSA:_____________
Vizinha 1: ___________ (nome ou apelido)
Vizinha 2: ___________ (nome ou apelido)
Vizinha 3: ___________ (nome ou apelido)

CENA 1

MARIDO:    O que você acha se ensaiarmos a peça para a reunião especial da igreja agora.
ESPOSA:    Acho uma boa! Tá, mas vamos tentar fazer da maneira mais real possível. MARIDO:    OK. Vamos começar pela parte dos conflitos familiares.
ESPOSA:    Certo. Então sou eu que começo.
Luzes, câmera… ação!
(Neste momento, uma vizinha que estava passando, para na janela e vê a cena)
ESPOSA:    De novo, chegando tarde?!?
MARIDO:    E daí? Tá achando que eu tenho que pedir permissão para sair.
ESPOSA:    Pelo menos me avisa…
Para algo que possa surgir…
E, também seria sinal de que você me considera…
MARIDO:    Olha, melhor calar a boca e vamos logo para a cama.
ESPOSA:    Quer que eu vá pra cama com você nessas condições?
Você tá maluco!
Olha pra você!
Está sujo, fedendo, bafão de álcool e talvez até outras coisas na cabeça.
MARIDO:    Então quer destacar as qualidades?
Muito bem, talvez você não tenha se visto no espelho, ficou gorda, feia, velha e acima de tudo burra.
ESPOSA:    Lave essa boca com sabão, antes de falar assim sobre sua santa esposa.
MARIDO:    Eu lavo, mas vou deixar um pouquinho para você aproveitar para lavar os pés.
ESPOSA:    Você é um rude, insolente.
MARIDO:    E você uma velha.
ESPOSA:    Fedorento.
MARIDO:    Feia.
ESPOSA:    Preguiçoso.
MARIDO:    Barriguda.
ESPOSA:    Covarde.
MARIDO:    Histérica.
ESPOSA:    Velho inútil.
MARIDO:    Peluda.
ESPOSA:    Sabe, eu não aguento mais você, vou morar com a minha mãe!
MARIDO:    Vai! Volta pro morro se quiser, mas já vou te avisando uma coisa;
Se você sair daqui, você não volta mais.
ESPOSA:    E quem te disse que eu vou sair?
Eu vou é trazer minha mãe para morar aqui.
MARIDO:    Daí sim!
Está difícil de aguentar uma aqui, e ainda quer trazer a tua mãe pra cá?
ESPOSA:    Vou ligar para ela amanhã.
MARIDO:    Eu não dou a mínima.
ESPOSA:    Olha, é melhor você calar a boca, tomar banho e deitar.
MARIDO:    Não me diga o que fazer.
ESPOSA:    (sai e faz cara feia)
MARIDO:     (espera um pouco e fala …) Vou tomar banho e ir para a cama.
(Quando a sala fica vazia, a vizinha fez cara de surpresa e feliz com as “novidades” e sai)
(O casal voltando pra sala)
MARIDO:    Show, te superou!
Ficou super bom.
ESPOSA:    Você também… (orando)Deus, use este trabalho, que ele seja uma bênção.
MARIDO:    Espero que os irmãos entendam que é exatamente assim que um casamento não deve ser tratado.
ESPOSA:    Espero, em Deus, que eles entendam.
MARIDO:    Ei, falando sobre a sogra, por que não vamos ver sua mãe.
ESPOSA:    Bem, ela realmente vai gostar de nos ver.
MARIDO:    Vamos, no caminho compramos uma coisa para levar.
ESPOSA:    Bem, vamos, meu amor.
(Saem)
(Casa da primeira vizinha… entra rapidamente e depois os respectivos cumprimentos)
VIZINHA 1:    Olá vizinha, tudo bem?
VIZINHA 2:    Tudo bem… Mas… Eu tinha combinado alguma coisa contigo  pra fazer agora???.
VIZINHA 1:    Não, nada combinado… Eu que vim te pedir uma xícara de açúcar emprestada
VIZINHA 2:    Ahhh! Sem problema… Só um instante que eu vou buscar
VIZINHA 1:    Muito obrigada.
Mas antes de ir pegar o açúcar, deixe eu te contar uma coisa…
Não é fazer fofoca.
Mas eu vi o casal evangélico da esquina ali, brigando.
VIZINHA 2:    Quem diria!? Parecem formar  uma família muito feliz.
Sempre achei muito unidos..
VIZINHA 1:    Olha, eu até já tinha escutado que ultimamente eles andavam brigando muito.
Ouvi também que ele anda se atrasando pra chegar em casa e ela tem andado muito zangada.
VIZINHA 2:    É típico do homem.
VIZINHA 1:    Estavam se ofendendo. Ele a tratava como feia, gorda, idiota, velha e ainda disse que  ela é chamava de peluda.
VIZINHA 2:    Mas também, não custava nada aquela mulher se depilar, de vez em quando.
VIZINHA 1:    Não sei… É, e tem mais, ela retrucou; O chamou de bêbado, infeliz e fracote..
VIZINHA 2:    Sei como é!  Conheço homens assim.
VIZINHA 1:    Se você tivesse visto, era uma coisa horrível.
Eu nem queria ouvir nada, mas meu cadarço escapou bem na sua janela e eu ouvi tudo, tudo.
VIZINHA 2:    Quem diria?! Tudo isso os pombinhos escondiam.
VIZINHA 1:    Vizinha não conta a ninguém,  segredo nosso…
VIZINHA 2:    Não se preocupe, minha boca é um túmulo.
VIZINHA 1:    Muito obrigada pelo açúcar.
VIZINHA 2:    Fica de boas…
Tchau vizinha…

(A vizinha fofoqueira sai e fica a dona da casa, que diz …)

VIZINHA 2:    Que coisa incrível, agora também estou sem açúcar.
Vou na outra vizinha para ver se posso pegar um pouco emprestado.
(Segunda casa vizinha)
VIZINHA 2:    Olá, vizinha.
VIZINHA 3:    Olá vizinha, entre, diga-me em que posso ajudá-lo.
VIZINHA 2:    Pode me emprestar uma xícara de açúcar?
VIZINHA 3:    Sem problemas.
VIZINHA 2:    Obrigada… mas antes queria te contar uma coisa.
VIZINHA 3:    Diga-me, sou toda ouvidos.
VIZINHA 2:   Olha, não é para fazer fofocas, mas você sabe que o casal evangélico da esquina, deu o maior “quebra pau” entre eles..
VIZINHA 3:    Eu sabia que um dia alguma coisa ia acontecer com eles, nada pode ser tão perfeito.
VIZINHA 2:    Sim, olha só como se trataram; Eles trocaram insultos, ela jogou pratos nele, correu atrás dele com uma vassoura, e muitas outras coisas.
VIZINHA 3:    Veja só você… Quem diria, eles que são crentes…
VIZINHA 2:    Pois é! Ele a agrediu física, verbal e psicologicamente.
VIZINHA 3:    Não me diga.
VIZINHA 2:    Sim, estou te dizendo… ele a agarrou pelos cabelos, arrastou-a pela casa, meteu a cabeça dela no vaso sanitário e deu duas tapas nas costas dela e também a chamou de peluda.
VIZINHA 3:    Que homem perverso.
VIZINHA 2:    Muito atrevido.
VIZINHA 3:    Se fosse você me contar, eu não acreditaria.
VIZINHA 2:    É uma pena, mas é assim, eu nunca mentiria para você.
VIZINHA 3:    Eu sei e é por isso que confio tanto em você.
VIZINHA 2:    Só vou lhe pedir que não conte a ninguém.
VIZINHA 3:    Não se preocupe, estou mais quieto do que uma foto, então não se preocupe.
VIZINHA 2:    Ei, e a xícara de açúcar.
VIZINHA 3:    Certo, esqueci.
VIZINHA 2:    É isso com tanta conversa.
VIZINHA 3:    Você tem razão… aqui está.
VIZINHA 2:    Muito obrigado.
VIZINHA 3:    Não tem motivo, e quando você quiser conversar de novo, minha casa é sua casa.
VIZINHA 2:    Obrigado … tchau.
VIZINHA 3:    Tchau.

(Assim que a amiga sai, a que fica faz uma ligação)

VIZINHA 3:    Alô.
VIZINHA 3:    Olá, tudo bem? … ei, você já sabe da última?
VIZINHA 3:    Não, é sobre uma briga. Os crentes da esquina se pegaram “no pau” … Parece até que um deles foi parar no hospital.
VIZINHA 3:    Como você não sabia? Os gritos eram ouvidos por toda a vizinhança… Nem o sangue na calçada você não viu?
VIZINHA 3:    É melhor nos encontrarmos no centro de mães e lá eu conto tudo no luxo e detalhe …
VIZINHA 3:    Até … tchau.

OFF: A fofoca é semelhante a uma grande bola de neve, que à medida que avança cresce mais … então, se for assim, vamos ter cuidado onde ela cairá …
Quando colocamos freios na boca dos cavalos para que eles nos obedeçam, podemos controlar o animal todo.
Tomem também como exemplo os navios; embora sejam tão grandes e impelidos por fortes ventos, são dirigidos por um leme muito pequeno, conforme a vontade do piloto.
Semelhantemente, a língua é um pequeno órgão do corpo, mas se vangloria de grandes coisas. Vejam como um grande bosque é incendiado por uma simples fagulha.
Assim também, a língua é um fogo; é um mundo de iniqüidade. Colocada entre os membros do nosso corpo, contamina a pessoa por inteiro, incendeia todo o curso de sua vida, sendo ela mesma incendiada pelo inferno.

Tiago 3:3-6

Fonte WEB Tiempo Para Niños

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