O Último Ato – Os Frutos

O Último Ato – Os Frutos 

Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba a chuva temporã e serôdia. (Tg 5:7) 

Chegou a parte boa, os resultados! 

Pensando no âmbito material, os frutos do teatro seriam elogios, parabenizações, aplausos... mas, como estamos falando de um trabalho espiritual, os frutos também são espirituais. 

Os frutos espirituais não se resumem a um acontecimento ou a algo específico, mas em duas esperas: 

Pessoal: O que o trabalho modificou, edificou ou acrescentou na sua vida? Primeiro a mensagem alcança você, depois alcança as outras pessoas. 

Público: O público recebeu a mensagem? Foi edificante, consolador ou exortivo? O público prestou atenção e acompanhou realmente a história? Ás vezes vemos que o público recebeu a mensagem, mas não vemos mudanças imediatas, mas fique tranqüilo, a Palavra de Deus não volta vazia, com certeza o fruto surge, ainda que não seja aparente. 

Fechando as Cortinas 

Temos, porém, esse tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós. (1 Co 4:7)

 Talvez ao ler esse material você pode esteja pensando que há inúmeros motivos para não fazer teatro, afinal, existem meios menos trabalhosos para pregar o Evangelho. 

Augusto Boal disse que o “Teatro é uma arma poderosa”, porque então, vamos negligenciar essa “arma” só pelo trabalho que ela nos causa? 

Ademais, nossa capacidade vem de Deus, é dEle que vem toda a boa dádiva, todo o tom perfeito. A nós, cabe usar os talentos que Deus nos tem dado. 

Somos fracos, somos limitados, somos dependentes de Deus e somos movidos por Sua Graça, trazendo no coração a vontade de fazer mais e melhor para Deus. 

Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes.

E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são para confundir as que são;

Para que nenhuma carne se glorie na presença dele. (1 Co 1:27-29)

 
Ana Caroline Rodrigues de Olinda
Depto. de Teatro – CAAD