VOCÊ SE IMPORTA?

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Você se importa?VOCÊ SE IMPORTA com o que acontece a sua volta?

VOCÊ SE IMPORTA com as pessoas, colocadas por DEUS para serem os teus “próximos”?

Tens visto as dores e necessidades de quem está aí ao teu lado?

UMA GAROTA envolvida com drogas prostituição e ódio. É alcançada pela esperança do evangelho, mas dos IRMÃOS irmãos também recebe desprezo e abandono.

A GAROTA está em seu leito de morte e...

A peça se inicia com a garota entrando assustada e chorando,enquanto o narrador fala.
NARRADOR: Drogas. Prostituição. Ódio. Amor. O que você espera dela? Criada por seu irmão, já que sua mãe jamais quisera saber se viva ela estava, mal coração nela habitava.
Sua vida exalava cheiro de morte, sua vida não existia.
Cada dia que passava satanás roubava um pedaço de sua alma. A cada dia que passava, acordar era mais doloroso. A cada dia que passava, sua vida estava mais perto da morte.
Morte? Ela mesma se jogou nos braços de tal. Os motivos são fúteis, apenas prazeres momentâneos. Nada há a fazer pois estava brotando um fim trágico em sua vida, como cactos. Semente esta, que a carne enlouquecida deixou no beco de cada esquina por dinheiro ou cocaína. No lugar onde o corpo vendia para pagar uma dívida. Nem plácidas visões restam aos seus olhos, apenas o passado surge se a dor surge.
Nas ruas noturnas sua alma vagueia, desolada e cercada por demônios, solitária, mas cercada de urubus ao seu redor esperando apenas a primeira oportunidade para arrancar-lhe as carnes e os olhos. Para arrancar-lhe seu ultimo suspiro.
Andava em busca de Deus. Muito andou em vão, rios enganosos conduziram seu corpo a todas as idades, a todas as cores, a todos os cheiros. Nesta terra incircuncisa, rodeada por trevas ninguém conhecia o Senhor das bem-venturanças. De nada vale essa fútil compreensão de todas as coisas, se ela tem algemas em seu corpo inteiro, que a impedem de levantar os braços para o alto. De nada vale ao homem bons sentimentos, se quando ele encosta sua cabeça no travesseiro os sentimentos maus o inundam até tarde da noite.
Dentro dela tudo está imóvel, em silencio, sem música, sem carinho, sem amor, mas ela estava viva, e ela sabia que estava viva, porque sofria cada vez que seu coração pulsava. Porém, uma luz pairava sobre ela. Esperança todavia havia para ela? É o que parece. Corra menina, menina corra. Seus pés então a levaram para casa de conhecedores da palavra. Que, por tal herança do nome Filho do Homem, acreditou que misericórdia haveria de ter para ela ali. Tola! Era melhor que estivesse como uma marionete do lado de fora, do que malcriada do lado de dentro.
(EM OFF, vozes diferentes)
1 -PORCA!
2 -VAI LOGO, VOCÊ NÃO FAZ NADA MESMO!
3 -LAVA ESSE PRATO, OU VOCE SÓ ESTA ACOSTUMADA A COMER EM DESCARTAVEL?
4 -BURRA!
5 -QUER QUE EU TE ENSINE A TOMAR BANHO, FEDIDA?
6 -FICA SENTADA AI, E NÃO SAI!
7 -VAI LOGO PRA IGREJA!
(Ela sai com a bíblia cabisbaixa, aparecem alguns jovens crentes que nem ligam para ela)
NARRADOR: Ela foi para a igreja, carregando debaixo de seus braços uma esperança que ela não conhecia, levando debaixo de seus braços um nome que lhe oferecia ajuda.
Levando debaixo de seus braços sua vida.
Como saber se é tarde, se haverá manhã e crepúsculo para que ela veja, se quem deveria mostrar-lhe tudo isso, toda essa misericórdia, todo esse amor por sua alma, toda cura para suas feridas que ainda estavam tão abertas, cortavam-lhe o coração a cada vez que abriam sua boca para profetizar criticas? Se na igreja, os tais jovens não se importavam em falar de Jesus para ela, apenas pelo simples fato de ela estar lá, pensavam que esta já conhecida todas as profecias para sua vida?
E cadê aqueles sábios amadurecidos, será que foram endurecidos em seus corações e perderam a visão?
Ser um JOVEM CRENTE não é ser quadrado ou careta, ser crente é fazer a diferença, andar em liberdade, saber entrar e sair de qualquer lugar, é estar preparado para as adversidades, é estar no caminho certo.
Ser crente não é ser quadrado, é ter algo a mais que os outros: a presença e a sabedoria de Deus.
Por que não usaram isso?
Jovens tolos, que lutam por almas, mas as perdem dentro da igreja! E assim, se sentindo tão suja tão indigna ela dizia:
GAROTA: -Eu sou aquela menina, eu cresci sem referencial de mãe, ah! Como me fez falta um ombro amigo, alguém importante que pudesse me ensinar aonde ir, o que fazer. Alguém que estivesse ali por mim, me senti abandonada, rejeitada, sem chão, sem valor. Nem em sua casa Senhor, há amor por minha alma.
NARRADOR: Satanás a enlaçara novamente. Ela estava tão perto de ser salva, tão perto quanto um copo d’água e a boca em um dia quente. Porém ela escorregou por entre os dedos dos que não cuidaram dela.  Seu coração sente um calafrio, seu corpo parece sentir uma facada. Na verdade, qual o melhor caminho depois de um erro? Se isolar de tudo e todos, esperando o dia, em que enfim, resolva colocar a cabeça para fora? Ainda não sei certas respostas, porque é tão difícil imaginar alguém te amando, muito menos entregando Sua vida por ti. Retirando-te do sentimento de lixo, para ser uma princesa do seu Reino.
Como uma igreja em seus subsolos na Romênia, assim se sentia, precisando se esconder, guardar seu coração, não deixar suas cicatrizes aparecerem. Mesmo assim, ele ainda a vê.
E os “irmãos”? Agora a veem? Saindo desses caminhos que lhe proporcionaria vida diferente, uma nova chance, pois a cada dia que ela acordava, o Senhor lhe dizia: Eis que lhe dou uma nova chance hoje.
Ela fugiu, fugiu com aquele que fizera o pacto, que lhe sussurrava juras de amor. (Ela foge com o rapaz, e eles encenam as seguintes falas do narrador)
Ele então a levou para o quarto. A olhava com olhos fulminantes estava dominado por sentimentos pecaminosos. Tentava disfarçar essa fúria em seu olhar, para esconder suas reais intenções.
O coração dela então bate na velocidade de cavalos, que partem pra uma guerra sabendo que não voltarão.
Então ele a puxa, derrubando-a no chão.
Percebendo assim suas reais intenções, ela se desespera.
Como fugir agora? Para onde ir? Com que forças? Ninguém naquele lugar ouviria seus gritos.
Ele se revela, ela está sozinha, seu irmão não pode ajudá-la.
Ela foi longe demais, chegou até ali guiada pelos seus próprios pés, cada atitude tomada a levou para aquele momento, ninguém a obrigou. Ela se enganou.
GAROTA: -PARE!
NARRADOR: Ali estava, o que tinha de mais precioso, ouvia sua vida sendo lhe tirada. Agora ela percebia a diferença das mãos quentes de seu irmão, que lhe dava banho e lhe repousava vestes para dormir, das mãos que a levavam para morte e violavam o carinho e a santidade que ela esperava dele. A decepção dói mais que os socos em sua face. A dor de saber que poderia ter escolhido outro caminho. Que ao invés de questionar tanto, deveria ao menos uma vez ter tentado acreditar. Mas é impossível alguém que conheça a palavra do Senhor, não clamar por ele enquanto seu corpo desfalece. A tristeza pousou em seus olhos, não era mais aquela garota.
GAROTA: -TALVEZ EU TIVESSE MERECIDO ISSO . TÃO TOLA!
NARRADOR: O soco a trouxe de volta a seus pensamentos, ela tentou agredi-lo, tentou mordê-lo, tentou gritar com ele, mas ela estava esgotada, sem forças,o que tornara o trabalho dele mais fácil.
Ele estava indomável.
Outro soco, ela não resiste.
A morte beija-lhe a face.
Será que mais um minuto faria diferença? Seus olhos estavam sem brilho, sem a graça e sem o carinho que lhe pousavam a uma hora atrás.
Ele bate mais forte por sentir ódio dela, ele quer desesperadamente matá-la.
GAROTA: -MATE-ME, É MELHOR DO QUE VIVER COM LEMBRANÇAS DESTE DIA. ARRANQUE A VIDA DE MEUS OLHOS.
(Ele a joga contra a porta, onde esta permanece deitada.)
NARRADOR: Com migalhas do que sempre sentiu por ele, a dor palpitando sobre cada parte vivente de seu ser. O cheiro do lugar, sua face, seu corpo, tudo exalava morte.
Sentindo-se vomitada, mastigada, neste filtro mágico de lagrimas ela implora que transforme em orvalho, porque queima-lhe a face. Ela está sozinha, não tem força para gritar, nem para pedir ajuda, mas alguém realmente a ouviria? Onde estão aqueles jovens? Onde estão os crentes daquela casa? Ah, porque vocês não a visitaram?
GAROTA:-Como eu pude chegar tão baixo? Por que não me ofereceram suas mãos? Por que não perguntaram se eu precisava de Jesus?
NARRADOR: Enquanto ela chora sua ultima cota de lágrimas, alguém que pelo menos uma vez se importara com ela, a enlaça em seus braços e olha em seus olhos chorando com ela. Como se curam feridas? Quando o coração já em pedaços encontra a desilusão e quebra seu mundo inteiro.
AMIGA: - Você já errou tanto minha garotinha, mas eu nunca imaginei que fosse chorar o teu engano. Eu fiquei um pouco longe, perdão se fiz parecer que não me importava.
NARRADOR: As pessoas não choram porque o amor acaba. Elas choram porque ele continua, mesmo quando as pessoas se vão.
AMIGA: - Eu sempre, sempre me lembrarei de você. Por mais breve que seja o momento ao teu lado, ele se tornará eterno, pelo simples fato de um dia ele ter existido.
NARRADOR: No meio dessa dor, a força dela foi orar por sua vida. Enquanto clamava, o Senhor que a ouvia, a levou para seus caminhos, porém ninguém cuidara dela.
Então ela vê a oração atendida, e a hipocrisia de crentes que vivem em sua “bolha gospel”.
Ela chora desoladamente enquanto abraça fortemente aquela por quem orou para sair daquela vida, ela abraça aquela por quem chorou toda noite, porém restam-lhe apenas as pétalas das rosas cor de sangue, vivas e reluzentes como a lembrança, que pairava sobre sua mente.
Ficou o vento que soprou sua face e o pouco de terra que segurou em suas mãos.
Sua ultima palavra com um suspirou soltou.
GAROTA: -Aqui sofro frio que o corpo humano jamais sentiu.
Eu tenho o desvio e a benção, mas sofro como uma desesperada e nada posso.
Imaginei que ele me amava, porém fui apenas mais uma em sua vida, como uma nuvem de fumaça passageira. Nas madrugadas me afogo em solidão, conhecedora da palavra me aquiete o coração, suma unção que acalente o que está frio e preenchas meu vazio. Me leve então. Espírito Santo, perdão.
Toca a música " Eu quero amar"  Fernandinho
A música é esta aqui
Encerra-se com uma ministração sobre crentes que levam pessoas a igreja, mas não cuidam de tal. Crentes que não se importam com o irmão ao lado, que não investem em vidas, que olham para seu próprio umbigo e se esquecem do mandamento de Jesus: "Amai-vos uns aos outros, como a si mesmo."
Quem quiser contato com a autora Cindy Monrow 
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