VIVER OU MORRER

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VIVER OU MORRER - Teatro CristãoEsta esquete também é chamada de DIÁLOGO DA MORTE

Encontro de um ateu da cidade grande, orgulhoso e falido, com um camponês humilde, que sequer conhece a “Cidade Grande”. Mas que crê em Deus e espera a vida eterna num local maravilhoso preparado para os que nEle creem.
Passo agora a mostrar-lhes um caminho ainda mais excelente.
1 Coríntios 12:31

2 personagens + o narrador

 

 

personagens:
::Homem da cidade - bem vestido
::Camponês - roupas pobres
::Narrador.  
NARRADOR:  Certa vez em uma estrada salpicada de barro seco e muitas pedras, dois homens de aspecto distintos se encontraram.
Um homem de aparência luxuosa, usava roupas elegantes e se mostrava superior e o outro que não trazia consigo nada de importante, a não ser suas mãos calejadas, trocaram por um instante um olhar.  
HOMEM: Posso saber com quem estou falando?
CAMPONÊS:  Sou um camponês.
HOMEM: Então o senhor conhece esta terra e sabe como devo fazer para chegar à cidade mais próxima? Não estou lhe aborrecendo ao pedir essa informação não é?
CAMPONÊS:  O senhor não me incomoda, afinal eu vivo nestas terras desde que eu nasci. Aqui cresci e me criei. Se lhe falo deste lugar, é porque além de ter nascido aqui, aqui também fica a minha casa.
HOMEM: Então o senhor vive aqui desde que nasceu? Não conhece nenhum grande centro, das grandes cidades?
CAMPONÊS:  Sim, e eu perdi alguma coisa?
HOMEM: E como! O senhor por acaso, já participou de alguma festa ou algum grande conserto, onde há muita comida e pessoas elegantes desfilando para serem vistas?
CAMPONÊS:  Não
HOMEM: Então o senhor não sabe o que é viver, e nunca chegará a ter um lugar nesta vida maravilhosa que eu vivo. (o camponês abaixa a cabeça).
HOMEM: O senhor já esteve numa mesa de cassino jogando com a sorte, junto com pessoas ricas, bebendo do mais fino uísque?
CAMPONÊS:  Não
HOMEM: Então o senhor não sabe o que é viver, e nunca chegará a ter um lugar nesta vida maravilhosa que eu vivo.
(O camponês simula uma saída, mas o homem fala de novo)
HOMEM: O senhor já esteve próximo a ganhar facilmente muito dinheiro, apostando em loterias e poder gastá-lo com coisas luxuosas e extravagantes.
CAMPONÊS:  Não
HOMEM: Então o senhor não sabe o que é viver e nunca chegará a ter um lugar nesta vida maravilhosa que eu vivo.
(O camponês começa a andar, mas volta diz ao homem).
CAMPONÊS:  O senhor chegará à cidade se seguir por esta estrada, mas... porque procura novos lugares? O senhor não gosta da cidade onde morava e que considerava maravilhosa?
HOMEM: Bem, preciso mudar porque meu último negócio faliu.
CAMPONÊS:  Como? O senhor tem a sorte de poder ter muitas alegrias, mas os seus negócios não prosperam? Ora, só mesmo Deus pode ajudá-lo.
HOMEM: Deus? Quem é este? Aquele de que contam maravilhas e milagres. Ora, esse “Deus” não existe. Nada mais do que pura imaginação.
CAMPONÊS:  O quê? O senhor, apesar de todas as suas oportunidades, não crê que existe um Deus que fez todas as terras, pelas quais as pessoas se alimentam? Então o senhor não acredita que exista o Pai todo-poderoso que faz este vento se mover, as nuvens se formarem, as estrelas se formarem, as estrelas se surgirem e a cidade onde o senhor mora existirem?
HOMEM: Não
CAMPONÊS:  Então o senhor não sabe o que é morrer, e nunca chegará a ter um cantinho se quer na vida maravilhosa que eu vou viver.
(Encerra com o camponês saindo e o homem em seguida) Pode haver comentários antes e depois do teatro.
 
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