TEATRO DE JOQUEBEDE

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TEATRO DE JOQUEBEDE - Teatro Cristão A história do povo hebreu, quando era escravo no Egito, e Deus estava preparando o libertador Moisés.
O faraó com medo dos hebreus ordena a morte das crianças...
Deus escolhe um dos condenados a morte para esta missão.

Base bíblica: Êxodo cap. 1.6-22 e 2.1-10.

Primeira cena:
Faraó se encontra em seu palácio real assentado em seu trono real. Entra um auxiliar do Faraó.
AUXILIAR: (entrando na sala do rei e fazendo uma mesura diante dele) Saúde e vida longa ao rei!
FARAÓ:  Diga-me como está a administração de todo meu reino?
AUXILIAR:  Tudo vai muito bem, meu senhor. Fique tranqüilo e confie em minha administração!
FARAÓ:  Não posso confiar em sua administração. Quero saber detalhe por detalhe de tudo de meu reino! (Faraó continua pensativo caminhando de um lado para o outro da sala real) li nos livros antigos de como houve um faraó antes de mim que achou graça diante de Deus de encontrar um servo que lhe administrasse o reino de modo confiável!
AUXILIAR:  Senhor, tenho feito o meu melhor!
FARAÓ:  Sei que tendes feito o seu melhor, mas não és como a história conta de José.
AUXILIAR:  Quem foi José, meu senhor, conte-me sobre ele.
(Faraó se assenta em seu trono novamente:)
FARAÓ: Venha cá, meu filho e vou ler nos livros antigos sobre José. (Faraó prossegue). Houve um faraó bem antes de mim. Este rei tinha um auxiliar assim como você que se chamava Potifar. Potifar comprou um rapazinho hebreu como escravo e este se tornou administrador da casa dele. Tempos depois, diante de uma grande fome que assolou as terras do Egito José mostrou que tinha sabedoria de Deus ao conseguir dar comida para todo mundo. Que coisa impressionante!
AUXILIAR: (num muxoxo de desprezo) Nunca ouvi falar deste tal aí.
FARAÓ:   Conhece os hebreus?
AUXILIAR:   Claro! O povo a quem temos feito escravos nossos? Vai me dizer que foram trazidos por este Josezinho aí! É só o que falta! (com certo desprezo na voz).
FARAÓ: (se irritando)- mais respeito com a memória de José! E olha como fala comigo!
AUXILIAR: (bajulando) Desculpe, ó grandessíssimo Rei, Faraó do Egito!
FARAÓ:  Na verdade todo este povo que hoje nos serve como escravos são descendentes de José.
AUXILIAR:  Que decadência, não?! De segundo no reino a filhos escravos!
FARAÓ:  Preste atenção, rapaz! Como ia dizendo todo este povo é descendente de José. Temo que qualquer dia destes a sabedoria do Deus deles também se manifeste neles como se manifestou em José e venham a se unir com nossos inimigos e nos dominem e saiam de nosso meio, nos deixando sem quem nos faça seu trabalho.
AUXILIAR:  Imagine meu rei, são gatos pingados. Como poderiam nos dominar?
FARAÓ: (irritado) Viu como você não está administrando meu reino bem? Não sabe nem mesmo o número de hebreus que vivem aqui. Será que você poderia me dizer quantos eles são?
AUXILIAR:  (envergonhado e gaguejando)  Hum... acho que.. quer dizer...
FARAÓ: (interrompendo irritado) Leia logo em suas anotações!
AUXILIAR: (cabisbaixo e procurando em sua prancheta) Deixe-me ver... total de Egípcios... terra de Gosém... Aqui está (exclama)... a soma dos homens adultos hebreus é de 600.000 homens! Caramba! Quanta gente! Não imaginava tantos!
FARAÓ:  Muito bem. Este povo é uma verdadeira ameaça para nosso reino e para meu trono. Escolha agora homens de meu reino para que sejam gerentes do trabalho dos hebreus. Que estes gerentes obriguem aos hebreus plantarem e cobre de cada gerente que dê conta da produção de tijolos pelo povo hebreu. Com estes tijolos construirei duas cidades...
AUXILIAR: (fazendo reverência) Farei tudo como o rei disse!
(O auxiliar sai da presença do rei e o rei se recolhe)

Segunda cena:
Faraó se encontra em seu palácio. Entra o auxiliar para despachar com o rei.
AUXILIAR:  Viva o rei! Longa vida e tenha sempre saúde. Porque está o rei com a cara de preocupado?
FARAÓ:  (sério) Tenho observados os hebreus descendentes de José e vejo que apesar dos trabalhos forcados eles se multiplicam a cada dia.
AUXILIAR:  (olhando os dados em sua prancheta): -É verdade, ó rei.
FARAÓ:  Chame as mulheres que ajudam no nascimento das crianças. Quero falar com elas.
(O rei caminha preocupado de um lado para outro enquanto as parteiras entram)
PARTEIRAS:  (em coro) O senhor nos chama, ó rei?
FARAÓ:  (ríspido) Não dei ordens a vocês que quando fossem ajudar no nascimento de crianças e os fossem hebreus que vocês prestassem atenção às crianças? E não falei que se fossem meninos vocês matassem imediatamente? Porque me desobedeceram, pois sei que os hebreus se multiplicam a cada dia.
SIFRÁ:  Sabe, meu senhor, eu e minha amiga Puá temos muito tempo de experiência em nosso trabalho e nunca vimos mulheres mais fortes que as do povo hebreu. Quando somos chamadas as crianças já nasceram, fala Puá, não é assim?
PUÁ:  Meu senhor, é exatamente como Puá diz.
FARAÓ:  Está bem. Estão dispensadas.
AUXILIAR:  Mulheres, podem ir agora.
Sifrá e Puá saem.
FARAÓ:  Meu valoroso auxiliar, preste atenção. Fale ao povo que saiam de casa em casa e encontrando meninos hebreus os joguem ao Rio Nilo. Assim morrerão os meninos e este povo deixará de crescer e ser uma ameaça para meu reino.
AUXILIAR:  Sim, senhor.

Terceira cena:
(Em teatro mudo mulheres e casais aparecem com seus filhinhos meninos e meninas (bonecas). Tomam os meninos e os jogam no rio. As pessoas se desesperam, choram...)
Enquanto esta cena tem lugar a Aninha toma a palavra.

Quarta cena:
A cena é a da casa de Anrão e Joquebede. Entram o pai e a mãe correndo com um bebê no colo para escondê-lo.
ANRÃO:  Precisamos esconder este menino.
Som de choro de criança enquanto batem à porta deles e eles gesticulam que não há criança em casa.
MÃE:  (Com um cesto nas mãos) Míriam, me ajude. Vamos arrumar este cesto e colocar seu irmão nele e vamos soltá-lo no rio. Pelo menos assim não vou vê-lo morrer. Vamos, minha filha, vamos até o Rio Nilo.
MÃE:  Míriam, fique aqui e observe o menino. Não deixe que ninguém veja você.
(Aproximam a princesa filha de Faraó e suas empregadas...)
PRINCESA:  Quero me banhar neste rio, está muito quente o dia hoje.
EMPREGADA:    Venha, minha senhora, vou ajudá-la.
PRINCESA:  (Ao se aproximar do rio a princesa exclama)  Vejam! O que é aquilo? Um cesto flutuando? Vão pegá-lo quero vê-lo!
As empregadas buscam o cesto. ao abrir o cesto ouve-se choro de criança.
PRINCESA:  Uma criança! Que lindo! Coitadinho, abandonado aqui no rio. É uma hebreuzinho!
MÍRIAM:  (se aproximando) Senhora, quer que eu encontre alguém que cuide deste menino?
PRINCESA:  Vá e me traga alguém que possa cuidar dele...
Míriam sai correndo. Ouve –se: -Mãe, a senhora não acredita... (fala fora de cena).
Fala da Aninha.
Surgem Míriam e sua mãe.
JOQUEBEDE:   (fazendo uma reverência diante da princesa) Minha senhora, quer que eu cuide de um bebê?
PRINCESA:  Leve este menino e amamente-o para mim, e eu lhe pagarei por isso.
JOQUEBEDE:  Sim, senhora, cuidarei dele.
PRINCESA:  Quando for grande traga-o e ficará comigo no palácio de Faraó.
Joquebede leva Moisés para casa e cuida dele. Princesa e suas empregadas saem de cena.

Quinta cena:
Casa de Anrão e Joquebede.
ANRÃO: (para Moisés já mocinho) Meu filho, já te contamos como de modo maravilhoso o Senhor te livrou da morte e de como a própria casa de faraó nos tem pago seu sustento. Agora você vai para a casa de faraó morar no palácio como filho da princesa. Lembre-se sempre de que povo você é e de nos sua família e principalmente de nosso Grande Deus. Nunca deixe de o servir, nem se incline diante dos deuses da casa de faraó. Deus te abençoe, meu filho!
JOQUEBEDE:  Moisés, sinto em meu coração que Deus tem grande obra para sua vida. Quem sabe através de você perto de faraó Deus não nos salve desta terrível escravidão! Deus ter abençoe!
(Moisés sai com sua mãe e a Princesa o recebe.)
PRINCESA:  (abraçando Moisés) Seja bem vindo ao palácio, meu filho. De agora em, diante seu nome será Moisés, porque das águas eu tirei você.

Fonte: Blog do autor SER PENSANTE

 

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