SEM JESUS NÃO HÁ OUTRA SAÍDA

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Sem JESUS não há Outra Saída! Teatro CristãoSem JESUS não há Outra Saída!
A família que tenta manter-se unida, pai desempregado, pai e mãe pedem ao filho que evite envolvimentos negativos...
Filho revoltado, explosões de violência gratuitas com os pais, causadas pelas drogas.
Envolvimento com traficante, paga o preço, os pais perderam.

(Qualquer semelhança com a vida real NÃO é mera coincidência)

Esta peça foi escrita a partir da Musica Naquela Sala, do grupo Ao Cubo

Dividimos as cenas no palco, com ajuda de luzes ficou muito legal...
Vários irmãos se emocionaram muito, principalmente as mães, pois essa peça mostra uma realidade absurda no mundo atual...

 (Mãe está em cena, sozinha, arrumando a casa. Entra o pai desanimado).
MÃE (Pergunta): Iaê, conseguiu emprego?
PAI: Mais uma vez, não... Já não sei mais o que fazer. (Abraça-a).
MÃE: Mas não desanima amor, temos que continuar procurando... Já não temos quase nada pra comer... E nosso filho quando chegar pedindo comida? O que vamos dar pra ele?
PAI: Não sei... Falando nisso, onde ele está?
MÃE: Ah, tá na rua com os amigos, como sempre.
PAI: Isso não é bom! Você deixa esse garoto muito solto por aí, sabe-se lá o que ele anda fazendo. Aliás, não gosto quando ele sai com esses mulekes... Eles gostam muito de aprontar...
MÃE: Não posso mais fazer nada. Se eu for falar alguma coisa ele vêm com 4 pedras na mão...
(Entra o filho).
FILHO: E aê... Mãe, tem o quê aí pra comer, hein?
MÃE: Onde você tava menino? Já falei pra você ter cuidado com quem você anda e por onde anda, num já?
FILHO: (com raiva) Ah mãe já vai começar é? Eu sei muito bem com quem eu ando. Já falei pra não se intrometer na minha vida, num disse?... Tem o que pra comer aí?
MÃE: Ainda tem um pouco de feijão com farinha que sobrou da janta.
FILHO: Só isso? Num tem nem um pedacinho de carne?
PAI: Menino, coma o que tem, e não reclame. Você sabe que estou desempregado, e não tenho dinheiro pra mistura...
(A mãe olha para o rosto do filho e percebe algo estranho em seus olhos)
MÃE: (brava) O que é isso nos seus olhos?
FILHO: Isso o quê? Or... (olha para outro lado)
MÃE: Seus olhos estão vermelhos... Você vai me dizer agora o que era que você estava fazendo?
FILHO: (com raiva) Num me enche mãe, tô de saco cheio dessas besteiras de vocês... Me protegendo sempre... Ah, me deixa...
PAI: Meu filho, ouça os conselhos de sua mãe...
MÃE: Éh meu filho, quando uma mãe dá um conselho é pra o bem. Jamais eu vou querer seu mal, meu filho. (Abraça-o)
FILHO: Me solta. (sai de perto dela)
PAI: Olhe aqui meu filho, ultimamente você tem agido de um modo muito estranho conosco. O que é que tá acontecendo, hein?
FILHO: Éh, já vi que aqui num vai dar pra mim ficar naum. Fui!!! Vô dar um role por aí... (Sai)
PAI: Volta aqui garoto... Tá vendo, esse muleke num respeita mais nem a gente...
(O pai e a mãe saem também)
(Aparece o filho na rua; do lado está o bandido; ele ouve o garoto falando)
FILHO: Que droga, cansei dessa vida de num ter nada bom pra comer, nem dinheiro pra gastar...
(bandido chega perto dele e diz)
BANDIDO: Iae carinha, reclamando porque tá sem dinheiro é? Éh o seguinte, eu posso te ajudar a ganhar uma graninha bem fácil!
FILHO: Verdade? Demorô então. Mas vai me dar trabalho? O que é que eu tenho que fazer?
BANDIDO: Vai com calma aê carinha... Éh moleza! Você só tem que fazer uma entrega pra mim. Te dou 100 Pau, topa?
FILHO: Claro que topo, manda aê. Por 100 reais faço muito mais que isso.
BANDIDO: Olha, você tem que entregar isso aqui (entrega um pacote de droga) pro  Fumaça, ele fica sempre lá na praça, perto dos banheiros. Ele deve ta por lá essas horas. Entrega isso a ele, mas tem cuidado visse.!?
FILHO: Dexa comigo pow. Isso é moleza...
(Saem os dois, cada um por um lado)
(Aparece a mãe e o pai; O pai congela e a mãe fala pro publico)
MÃE: Já não sei mais o que faço... Viram como ele me maltrata? Tenho pena do meu filho... (baixa a cabeça) Senhor, livra meu filho desse mundo, em nome de Jesus...
(entra o filho com sacolas cheias de alimento)
PAI: O que é isso menino? Onde você arrumou isto? De onde tirou dinheiro? Você roubou em algum mercado, meu filho? Nunca te ensinamos isso aqui em casa...
FILHO: Não roubei ninguém pai, ganhei dinheiro com um serviço que eu arrumei aí...
PAI: Você não trabalha... Aliás, quem te daria serviço tão rápido assim?
(Todos paralisam e o filho fala ao publico)
FILHO: Meu Deus, eu tive que escutar essa ladainha a noite toda, mas pelo menos eu fui dormir de barriga cheia. Amanhã acordo cedinho, tenho que trabalhar. (RI)
(Apagam-se as luzes) (Filho sai) (Acendem-se as luzes; O pai, como se tivesse acordado naquele momento, pergunta a mãe)
PAI: Cadê o menino? Já acordou?
MÃE: Saiu logo cedo, nem deu satisfação.
(Apagam as luzes) (Saem os pais, Filho e bandido entram) (Acendem)
FILHO: E aí, tem serviço pra mim hoje?
BANDIDO: Tem sim maluco, ó, tu vai ter que cobrar uma divida pra mim... Se o caba num pagar.... (mostra a arma) tu apaga ele de vez.
FILHO: (assustado) Ah mano, isso num dá não, num vo conseguir véi.
BANDIDO: (sem paciência) Éh o seguinte muleke, tu tá na chuva, agora é pra se molhar. Quer coragem é? Toma isso aqui (dá droga a ele) chêra aí... Com isso aqui tu vai ter coragem pra matar mais uns vinte, a noite toda.
(Filho cheira; bandido congela; filho diz pro publico)
FILHO: Depois desse dia, fui matando sem dor e sem dó. Um dia até matei um 'caba' com 15 tiros, até tirei sarro da cara dele (RI)
(Apagam as luzes, o bandido sai, fica o filho)
(Entra o Crente; vai até o filho e diz)
CRENTE: Não se iluda jovem. Cristo quer salvar você. Ele te tira dessa vida e abre as portas pra você. Ainda tá em tempo de mudar.
FILHO: E quem disse que eu quero, hein? (Empurra-o)... Ó, vamo logo saindo daqui que esse teu papinho tá me enchendo... (Empurra novamente)
CRENTE: Essa é sua chance, meu filho. Mude de vida, Jesus te ajuda.
FILHO: Já te disse, sai daqui que eu num to mais te aguentando hein...
CRENTE: (pro publico) É uma pena que nem todos param pra ouvir da mensagem do Salvador. As consequências todos sabem, mas nem todos seguem o caminho certo. (SAI)
FILHO: HARR!! Que mudar de vida que nada, Agora que eu sou respeitado, temido, não tenho medo de ninguém... Me falaram de um tal de muçum que é barra pesada, mas nem dele eu tenho medo. Se ele aparecer aqui agora, eu apago ele!!!
(Apagam-se as luzes; Filho e bandido em cena)
BANDIDO: 'Qualé', fez o serviço que te mandei? Recebeu a grana?
FILHO: Fiz cara, você precisava ver a cara que ele fez quando apontei a arma na cabeça dele. (RI)... Tá aqui a grana (entrega). Eu tava tão doidão com a droga q você me deu que eu mataria até o tal do “Muçum” que todo mundo fala... E aê, qual vai ser a minha parte aí?
(eles começam a briga)
BANDIDO: Tá pensando o que hein? Tá pensando que tu é quem aqui pra sair ameaçando quem tu num conhece?
FILHO: Qual é mano, Muçum por acaso é da tua família é? (RI)
BANDIDO: (Empurra-o e diz) Não, ele  num é da minha família não... Eu sou o Muçum...(aponta a arma pra ele) Foi um prazer muleke... (Apagam-se as luzes, ouve-se o som do tiro)...
(O menino cai, o bandido sai)
(Pai e Mãe estão no lado, congelados)
MÃE: Você ouviu? Foram tiros. (ela sai correndo, vê seu filho caído, se ajoelha e diz) Ó Deus, eu fiz de tudo Senhor, pra ele te seguir, mas ele não me ouviu, preferiu este outro mundo.
PAI: Senhor, tu sabes o quanto lutei pra fazer ele feliz... Eduquei, ensinei... Minha parte eu sei que eu fiz Senhor.
(Entra o crente)
CRENTE: Este é o fim de mais uma vida, cremos naquele que diz: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crer em mim, ainda que esteja morto, viverá.”
FIM

 
Ministério de Teatro RESTITUIÇÃO
Primeira Igreja Batista em Sumé - Paraíba
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