RESTAURAÇÃO DIVINA

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Um pai alcoólatra. O filho vai pelo mesmo caminho, envolvendo-se com drogas também. As esperanças de uma família feliz esvaíram-se. O lar de sua vizinha, tem Deus, e serve de inspiração. Após a entrega da vida ao Senhor, e uma oração, as coisas começam a mudar.

Um pai alcoólatra.
O filho vai pelo mesmo caminho, envolvendo-se com drogas também.
As esperanças de uma família feliz esvaíram-se.
O lar de sua vizinha, tem Deus, e serve de inspiração.
Após a entrega da vida ao Senhor, e uma oração, as coisas começam a mudar.

JÉSSICA:  Bom dia mãe.
ANA:  Bom dia Jéssica.
JÉSSICA:  Cadê o papai?
ANA:  Ainda não voltou.
JÉSSICA:  Voltou? Onde ele está?
ANA:  Na rua, no bar, deve estar jogado em alguma calçada agora.
JÉSSICA:  A senhora está com raiva dele?
ANA:  Com raiva não, com ódio, não sei se vou suportar olhar a cara daquele individuo.
JÉSSICA:  Mas ele é o papai.
ANA:  Só geneticamente, ele nunca deu atenção a vocês.
JÉSSICA:  Vocês vão brigar quando ele chegar?
ANA:  Não interessa. Entre e vai fazer seu dever de casa.
(entra em cena Anderson)
ANA:  onde você vai?
ANDERSON:  Não interessa.
ANA:  Se não interessasse eu não estava perguntando.
ANDERSON:  Vou dar uma volta.
ANA:  Mas quem vai comprar o almoço?
ANDERSON:  Se você quiser eu posso roubar.
ANA:  Não, nem pense nisso.
ANDERSON:  Então se vira que é assim que eu aprendi a conseguir as coisas, e se não for do meu jeito, não vai dar certo. E vocês vão ficar sem almoço.
ANA:  Por que vocês? Nós todos.
ANDERSON:  Nós todos, não. Eu tenho amigos ta?
ANA:  Tu preferes pagar para os seus amigos que para nós?
ANDERSON:  O papai é que tem que te sustentar. Os meus amigos me dão alegria, aqui é só tristeza. Fui.
( Na rua ele encontra com os amigos)
ANDERSON:  E ai pessoal.
ALEX:  E ai mano.
RENATO:  Fala irmão.
GÍLSON:  Anderson, tu perdeu uma noitada ontem ó cara.
ANDERSON:  Por quê?
GÍLSON:  Cara, até agora, estou meio tonto, zerado, foram muitas bebidas, misturas, e o Renato trouxe uma coisinha muito doida.
ANDERSON:  Coisa doida, o quê?
GÍLSON:  Fala aí Renato.
RENATO:  (desconfiado, olhando para os lados) Olha aqui... das boas!
ANDERSON:  Isso é droga cara?
RENATO:  É. Quer experimentar?
ANDERSON:  Quero. Mas tu conseguiu onde?
RENATO:  Tem uma boca nova ali no canto.
(vão para o canto)
André entra em cena bêbado.
ANDRÉ:  Ô mulher, cadê tu ô coisa ruim.
ANA:  Isso são horas de se chegar em casa.
ANDRÉ:  Bem, se o relógio não parou.
ANA:  E o teu trabalho, tua família, não lembra mais não é?
ANDRÉ:  Escuta aqui Ana, é esse o teu nome né?
ANA:  Claro André.
ANDRÉ:  Não vem com essa de família, eu tenho direito de me divertir.
ANA:  Chama isso de diversão?
ANDRÉ:  Claro, eu fico feliz quando tomo umas. (dá umas risadas)
ANA: Mas tu sabe que é errado.
ANDRÉ:  Cala a boca mulher? Cadê o almoço?
ANA:  Não vai ter almoço hoje;
ANDRÉ:  Por quê?
ANA:  Porque o homem da casa não trás dinheiro pra casa.
ANDRÉ:  Mas cadê esse homem então, que eu quero dar umas boas nele.
ANA:  O home da casa é você!
ANDRÉ:  Mas olha essa! E cadê o dinheiro que te dei?
ANA:  André, você me deu R$ 10,00 antes de ontem.
ANDRÉ:  E daí, tu ta é gastando o dinheiro com besteira. O que foi dessa vez? Maquiagem é?
ANA:  Eu, gastando com besteira? Quem é que saiu ontem e está chegando em casa 9 horas da manhã?
ANDRÉ:  Eu sei, não precisa elogiar!
ANA:  Escuta André, estou a um passo de sair daqui. Eu não estou suportando mais.
ANDRÉ:  Por quê? Arranjou outro foi? Cadê ele? Onde está escondido?
ANA:  Deixe de besteira André.
ANDRÉ:  Eu já desconfiava que você estava me traindo. E cadê os meus filhos?
ANA: A Jéssica está estudando e o Anderson está te seguindo.
(olha para trás)
ANA:  Estou falando que ele está seguindo o mesmo rumo.
ANDRÉ:  Esse é o meu filho!
ANA:  E você ainda se orgulha?
ANDRÉ:  O mulher, é o sonho de todo o pai que seu filho seja igual a ele.
ANA:  Mas eu não quero minha família assim.
ANDRÉ:  Então vai embora mulher enjoada. Eu não preciso de você mesmo.
ANA:  Quer saber de uma coisa... acho que a coisa mais errada que fiz na vida foi ter casado com você.
JÉSSICA:  MÃE. vocês já estão brigando novamente.
ANA:  Não se mete Jéssica.
ANDRÉ:  Quer saber, acho que não vale a pena ficar aqui discutindo com pouca coisa. Eu vou me deitar.
(Ana se ajoelha e chora)
JÉSSICA:  Não chora mãe. O papai vai voltar ao normal.
ANA:  Eu sei minha filha, mas é que esse vício está acabando com nossa família.
JÉSSICA:  Mas mãe não chora.
ANA:  É que sempre quis ter uma família feliz. Mas somos totalmente o contrário.
Eu vejo a família da Lúcia, eles amam uns aos outros, são gratos e generosos. São tão felizes.
JÉSSICA:  Mas mãe, a senhora quer ser igual aqueles crentes?
ANA:  E o que é que tem?
JÉSSICA:  Nada não!
(sai de cena)
LÚCIA:  Ana, o que você tem?
ANA:  É que as coisas não estão muito boas por aqui não!
LÚCIA:  Por quê?
ANA:  Minha família está em ruínas.
LÚCIA:  Como assim, em ruínas?
ANA:  O Anderson está em más companhias, o André, não larga a bebida. E quando tudo se junta, aqui em casa fica um clima insuportável. Eu daria tudo para que a minha família fosse assim como a sua.
LÚCIA:  Mas a minha família esteve tão arruinada quanto a sua, todo mundo queria ser o maior, e estavam todos errados, porque eu descobri que um só devia ser o maior.
E esse é Deus, daí eu deixei que Ele entrasse em minha vida.
Agora ele é o senhor  da minha família. E pode crer, que todos os que permitem que isso aconteça, tem hoje suas famílias felizes.
ANA:  É verdade. Nessa casa nós só falamos em coisas negativas. Nem o nome de Deus usamos, é isso que falta  mesmo.
LÚCIA:  Então eu posso te ajudar nessa?
ANA:  Por favor, Lúcia, eu não sei mais o que fazer.
LÚCIA:  Então faça o seguinte, abra o seu coração e pense em Deus, que eu vou orar pela sua família tá?
ANA:  Tá.
LÚCIA:  Senhor, eis aqui a Ana, só o Senhor sabe o que está acontecendo com ela e sua família eu peço que o Senhor venha fazer sua morada nesse lar...
(COMEÇA A MUSICA)
= entram anjos=
ANDRÉ:  Ana, tive um pesadelo terrível, sonhei que você tinha me deixado e que nossa família tinha se transformado em um verdadeiro caos. Eu sei que estava errado hoje de manhã, mas quero que você me perdoe, porque eu tinha trocado todos vocês pelo vício da bebida! Quero pedir perdão a todos! Pela primeira vez senti alguma coisa falando em meu coração agora a pouco!
ANA:  Aconteceu uma coisa muito boa comigo hoje também. Entre, vamos conversar.
(no canto)
ANDERSON:  Cara estou com fome!
GÍLSON:  ih cara, eu não sou sua mãe não!
ANDERSON:  Eu sei, mas você não tem uma graninha ai pra me arrumar, tenho que comprar alguma coisa para comer.
GÍLSON:  Anderson, tu sabe que tu só come com nós, quando roubamos alguma coisa. E ontem, não aconteceu isso. Então não temos grana, agora, se você quiser, nós podemos te ensinar umas manhas, e tu vai aprender rapidinho! Ai tu compra o teu almoço.
ANDERSON:  Mas eu nunca roubei!
GÍLSON:  Mas pra tudo tem sua primeira vez!
ANDERSON:  Não, eu acho que vou comer em casa.
GÍLSON:  Que foi, amarelou é?
ALEX:  Ih rapaz. Todos nós fazemos isso.
ANDERSON:  Eu sei, mas estou sentindo que não devo fazer isso!
RENATO:  Agora deu de sentir é?
GÍLSON:  Tá com medo é? Vamo lá mano!
ALEX:  É, olha, tem uma lojinha bem ali!
ANDERSON:  Sei lá cara, drogas, roubar, acho que não é pra mim. Fui!
(quando chega em casa)
ANA:  Anderson! Eu sabia que Deus ia te trazer de volta.
ANDERSON:  Mãe, eu quero pedir perdão a senhora. Pela minha ignorância, arrogância e desobediência; percebi que aquele mundo lá fora não é para mim.
ANA:  Eu sei filho, e eu perdoo você. Afinal eu sou sua mãe! E também não  tenho sido uma boa mãe me desculpe!
ANDERSON:  Obrigado mãe, cadê o papai?
ANA:  Está lá dentro;
ANDERSON:  Eu vou lá com ele;
ANA:  Obrigado Senhor. Sei que tu estás aqui....
 

Fonte WEB Peças Teatrais Evangélicas

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