PONTE DA ALEGRIA

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Um programa de auditório, gospel.

GLENDA MARVIM: apresentadora do programa
CÉZAR: Diretor
VERA: Assistente de Palco
Dois “seguranças” (que podem ser os dois paramédicos)
Cinco dançarinos (de ambos os sexos)
Câmera Man
FREDIATRIZ: atriz interpretando uma mulher comum do auditório
REXMAN: Um homem fantasiado de cachorro com coleira.

Objetos Cênicos
Moldura de papelão
Bola
Bicicleta
Estetoscópio
Pompons
Câmera
2 Microfones
Música animada ao fundo. Dançarinos no palco entram em cena, animados e com pompons. O apresentador Glenda Marvim pede para o público se levante e, com palmas, acompanhe a música.
VOZ EM OFF: E com vocês, Glenda Marvim!
GLENDA MARVIM: Oi gente! É muito abençoador estar com vocês aqui diante do Trono! Não, diante do trono não, pois esse slogan já está registrado! É bom estar com vocês perante o altar! Vamos levantar! Levantar e se animar, pois está começando mais um programa...
Os dançarinos se posicionam na frente do Glenda Marvim e gritam:
DANÇARINOS: Ponte da Alegria!
GLENDA MARVIM: E por ela é que vamos passar para chegar ao alvejado lugar. E durante esse trajeto, teremos várias TRIBULAÇÕES (...) EMOÇÕES (...) e PROVAÇÕES (...)! Mas vamos nos manter firmes, porque do outro lado da Ponte da Alegria tem algo especial para você! E para começar o programa, traremos a nossa atração musical ou, porque não dizer, atração principal! Vocês não sabem o custo que tivemos para trazer esse artista, ou melhor, esse homem consagrado à causa do Senhor para o nosso programa Pont...
DANÇARINOS: Ponte da Alegria!
Entra o diretor do programa
DIRETOR: Gente, já falei que só é pra falar o nome do programa no início, na abertura! Não é toda hora que o Glenda falar a palavra “programa” que vocês têm que gritar “Ponte da Alegria” e ficar na frente dele! E só no início!
GLENDA MARVIM: É por isso que eu não gosto de trabalhar com amador! Vera, retoca minha maquiagem aqui, pois quando eu me estresso, e fico com a maquiagem toda borrada! Aiii!.
Vera (assistente de Produção) – Tá legal. (grita) Cláudia! (esbraveja) Trás a base e o rímel!
Vera vai até lá fora pegar o suco.
GLENDA MARVIM: (ao diretor) E você ainda queria fazer o programa ao vivo.
Vera maquia Glenda, que se sacode e se mostra preparada para mais um take.
DIRETOR: Tudo pronto, gente! Vamos gravar! Tudo certo aí, Glenda?
GLENDA MARVIM: Comigo ta tudo sempre certo, né, Cezar.
DIRETOR: Então vamos gravar. Vai lá, gravando!
GLENDA MARVIM: E para começar o programa, traremos a nossa atração musical ou, porque não dizer, atração principal! Vocês não sabem o custo que tivemos para trazer esse artista, ou melhor, esse homem consagrado à causa do Senhor para o nosso programa...
Os dançarinos fazer uma força descomunal para evitar que gritem de novo o nome do programa.
GLENDA MARVIM: ...Ponte da Alegria! E é com imensa satisfação que eu chamo, para que seja nossa companhia de hoje à tarde, o jovem talento Moisés Richard!
Patrik Richard entra em cena, já cantando a música. Na metade da música, Glenda interrompe a performance do artista.
GLENDA MARVIM: Para tudo! Para tudo!
MOISÉS RICHARD: Mas Glenda, eu vim aqui no seu programa pra divulgar meu trabalho.
GLENDA MARVIM: Moisés Richard, mas do que seu trabalho será divulgado hoje, pois está começando o quadro mais que surpreendente do nosso programa. O quadro...O quadro...O quadro...
Um dançarino cutuca o outro, para que todos falem...
DANÇARINOS: Assim foi a sua vida!!!
GLENDA MARVIM: (olhando insatisfeito para os dançarinos) É isso mesmo...Assim foi a sua vida, Moisés Richard!
MOISÉS RICHARD: Mas...assim como?
GLENDA MARVIM: Assim, ó!
Algumas meninas pertencentes ao grupo de dançarinos trazem uma “moldura de tela” na mão, simulando um data show. Elas mesmo ligam o aparelho e, na moldura, haverá depoimentos de parentes de Richard Moisés(depoimentos cênicos, só para satirizar, pois não se trata de imagens gravadas, mas dos próprios atores interpretando o depoimento ao vivo atrás das “moldura da tela”).
PAI DE MOISÉS RICHARD: Ah, o Moisés Richard sempre foi um bom garoto!
MOISÉS RICHARD: Papai?!
PAI DE MOISÉS RICHARD: Sempre foi um garoto educado, disciplinado!
MOISÉS RICHARD: Ai, meu pai! Quanto tempo que eu não o vejo! E agora, bem na hora do meu sucesso, ele aparece assim! Ai, que emoção!
MOISÉS RICHARD: O único defeito dele é querer cantar o tempo todo! Já falei pra ele! Homem que é homem tem que jogar bola! Cantar não é coisa de homem!
MOISÉS RICHARD: Que isso, gente! Ô Glenda, vocês gravaram essa loucura do meu pai?!
Pai de Richard – É isso mesmo! Vai jogar bola! Homem que é homem tem que jogar bola!
MOISÉS RICHARD: Mas eu gosto de cantar!
O pai sai de dentro da moldura, pega o microfone e joga longe, trazendo uma bola para que o filho a pegue.
PAI DE MOISÉS RICHARD: Vai jogar bola! Homem que é homem joga bola! Larga esse microfone! Toma aqui a bola!
GLENDA: Seguranças! Seguranças!
Os seguranças pegam o pai de Moisés Richard, colocam dentro do “monitor” e expulsam-no de cena. O “pai de Moisés Richard” sai por trás.
MOISÉS RICHARD: Posso continuar a cantar, Glenda?
GLENDA MARVIM: Não, nós vamos mostrar mais depoimentos de gente que te ama! Olha só!
No “monitor”(moldura), o melhor amigo de Moisés Richard.
TICO: E aí, tá gravando? E aí, Moisés Richard! Como é que tá rapaz! Quanto tempo!
MOISÉS RICHARD: Hã, olha! È o Tico, meu amigo de infância!
TICO: Ta vendo aí?! Ficou famoso, esqueceu dos amigos. Mas eu sabia que um dia, iam saber que eu fui seu melhor amigo e iam me procurar! Pois é, estou aqui agora! Mas pode deixar que eu não estou magoado por você ter sumido e nem ajudado a sua comunidade carente, por você nem ter dardo uma ajuda à minha mãe que sempre te deu almoço por você ser muito pobre, por você nem ter se despedido do pessoal quando se mudou do nosso bairro para morar numa casa grande com piscina e tudo, nem chamado a gente... Pode deixar que eu não vou me vingar não!
MOISÉS RICHARD: Ufa!
TICO: Só vou falar o seu apelido de infância.
MOISÉS RICHARD: Não, meu apelido de infância não!
AMIGO: Né, Paçoquinha Mole?
GLENDA MARVIM: (rindo) Paçoquinha Mole. Porque Paçoquinha Mole?
TICO: Gente, o Moisés Richard, quando era pobre vendia paçoca no sinal gritando assim: Olha a Paçoquinha Mole! Olha a Paçoquinha Mole!
Glenda Marvim gargalha. Moisés Richard corre raivosamente atrás da “imagem” do “monitor”, mas é interpelado por Glenda Marvim. “Tico” sai por trás.
GLENDA MARVIM: Calma, calma Moisés Richard. Não vai embora não que ainda falta mais um depoimento emocionante.
Aparece no monitor Jaqueline, a primeira namorada do Moisés Richard.
MOISÉS RICHARD: Não! Não acredito que vocês encontraram a Jaqueline!
JAQUELINE: Oi, Moisés Richard! Lembra de mim, não é! Mas parece que não lembra! Pois a pensão está atrasada há mais de três meses.
GLENDA MARVIM: Ué? Por que você tem que pagar pensão para a primeira namorada?
JAQUELINE: Porque ele tem um filho comigo, Alípio. Só por isso!
A “imagem” sai do monitor e vai embora.
MOISÉS RICHARD: Ai, meu Senhor. Agora que meus CD´s vão cair de vendagem! Mesmo que a minha esposa tenha me perdoado, o público evangélico não costuma perdoar essas coisas.
Moises Richard chora.
GLENDA MARVIM: Olha como o Moisés Richard chora de emoção, gente!
MOISÉS RICHARD: Olha aqui, Glenda. Se você colocar isso no ar, eu te processo, hein?! Eu te processo.
Moisés Richard sai de cena.
GLENDA MARVIM: Processa nada! Isso que o público não perdoa, não é, gente? Pois “a vingança...
TODOS: ...pertence ao Senhor”.
GLENDA MARVIM: E vamos continuar na mesma alegria, pois a vida é uma festa!
Os dançarinos e os ajudantes de palco pedem palmas para o público, no compasso da música.
GLENDA MARVIM: E é nessa animação que vou chamar três pessoas do meu simpático auditório para mais um quadro do nosso programa, chamado:
Os dançarinos se posicionam rapidamente à frente de Glenda Marvim e gritam:
DANÇARINOS: Louvai com Adufes e Danças!!!
As ajudantes de palco vão até a plateia e trazem três senhoras e uma atriz do pessoal do Teatro.
GLENDA MARVIM: Como você se chama?
As duas primeiras respondem o próprio nome. Somente a atriz dá um nome fictício.
ATRIZ: Frediatriz!
GLENDA: O quê?!
ATRIZ: Frediatriz. É a mistura de Frederico, que é o meu pai (oi pai! [olhando para a “câmera”]) com a Beatriz que é a minha mãe! (oi mãe! [olhando par “câmera”]).
GLENDA MARVIM: Ah, sei! Bom, posso te chamar de Fred!
ATRIZ: Não! Pode me chamar de atriz! Ou melhor, futura atriz!
GLENDA MARVIM: É, mas o negócio hoje é dançar! Dançar pra Deus! O DJ Levita vai soltar o louvor e vocês terão que se soltar, porque a vida é uma festa! Solta aí, Levita,
Frediatriz dança bem espalhafatosa. As demais, presumidamente, estarão tímidas. Quando acabar a performance, Glenda pede palmas para que, supostamente, eleja a vencedora por aclamação do público.
GLENDA MARVIM: Palmas para a primeira! Palmas para a segunda! Palmas para a terceira! (Glenda Marvim se comunica através do ponto com Cezar, o diretor) E aí Cezar. Claro. Acho Justo! Mais do que Justo, assim como o nosso Senhor! Bom, já escolhemos a vencedora!
Dona Fulana! E a segunda colocada, dona Sicrana!
ATRIZ: Mas... e eu?!
GLENDA MARVIM: Não é só porque o povo te aplaudiu que você vai ganhar, minha filha! Toda unanimidade é burra! E a voz do povo não é a voz de Deus, porque um dia ela gritou “crucifica-o! crucifica-o!”
ATRIZ: Isso é uma injustiça! Uma injustiça e uma deturpação!
GLENDA MARVIM: Assistentes robustos de palco, por favor, que eu odeio usar a força física nessas horas, até porque eu sou uma apresentadora renomada, e estudei nos melhores colégios.... Vai, vi, tira logo o baixo nível do meu programa! Meu programa é DE NÍVEL! DE NÍVEL!
Entram os dois seguranças.
ATRIZ: Assistentes robustos?! Eles mais parecem leões de chácara do que assistentes.
GLENDA MARVIM: Minha filha, o show tem que continuar! Lembre-se que a Bíblia fala que seja tudo feito com ordem e decência. Isso aqui é programa de auditório, porém evangélico! E dá licença para eu continuar meu programa. Saiba perder.
Os seguranças retiram Frediatriz de cena.
ATRIZ: Me solta! Me solta!
GLENDA MARVIM: Obrigado Fulana! Obrigado Sicrana! E vamos continuar o programa Ponte da Alegria, a única ponte que só cai se não tiver ninguém para passar por ela! Anotou aí, Cezar?! Dá para a gente usar isso como jargão do programa!
DIRETOR: (da cabine) Anotei, Glenda! Anotei!
GLENDA MARVIM: E não percam, que no final do programa... (desce do palco e vai a uma senhora qualquer que esteja sentada no “auditório”) Estão vendo essa senhora aqui?!
O “câmera man” “focaliza” a senhora.
GLENDA MARVIM: Esta senhora vai trazer aqui no programa um homem que foi criado como cachorro, se alimenta como cachorro e até...até... foi batizado com nome de cachorro. O nome dele é ... REXMAN! Não percam no final do programa! Mas antes dessa atração, vamos para o quadro bem divertido chamado:
DANÇARINOS: SE VIRA NOS SESSENTA!
GLENDA MARVIM: É isso aí, vamos chamar o Juvenal Joaquim. Uma salva de palmas para o Juvenal Joaquim!
Juvenal entra em cena com uma bicicleta e uma bola.
Glenda JUVENAL: E aí, Juvenal, vai conseguir comer mesmo uma dúzia de banana em sessenta segundos?
JUVENAL: Não, dona Glenda, eu vim aqui fazer embaixadinha com a bola andando de skate ao mesmo tempo.
GLENDA MARVIM: Olha só, meu filho, você sabe ler?
JUVENAL: Um pouco.
GLENDA MARVIM: Então lê o que está escrito aqui.
Glenda Marvim mostra a ficha para Juvenal.
JUVENAL: Que a pró-xi-ma a-tra-ção é um co-me-dor de ba-na-nas. Bananas.
GLENDA MARVIM: Então você vai comer bananas.
JUVENAL: Mas não sou eu...
GLENDA MARVIM: (interrompe-o)Meu filho, a minha produção nunca errou. Nós nunca erramos! Nosso programa é de muita credibilidade!
Vera traz um cacho de Bananas para Glenda Marvim.
GLENDA MARVIM: E hoje não será o dia do nosso primeiro erro.
Glenda Marvim entrega o cacho para Juvenal.
GLENDA MARVIM: Aí, Levita! Solta a música de comedor instantâneo de bananas.
Juvenal Joaquim começa a comer as bananas. Ao deglutir umas quatro bananas, começa a passar mal e botar para fora o que tinha na boca.
GLENDA MARVIM: Olha, eu queria avisar que é de total responsabilidade dos participantes qualquer coisa que aconteça no palco. Qualquer coisa! O programa não se responsabiliza por nada que venha a ocorrer no palco. Nada! Gente, gente, cadê os paramédicos.
Os paramédicos entram em cena. Examinam Juvenal com um estetoscópio e fazem sinal de negativo.
GLENDA MARVIM: Isso é que é, meus amados! Isso é que é! Tem gente que dá vida pela arte. E em homenagem a esse tipo de gente, que se vira num minuto, eu peço um minuto de silêncio.
Glenda Marvim fica de cabeça baixa durante uns míseros segundos, depois volta à animação. Os paramédicos carregam Juvenal para fora de cena.
GLENDA MARVIM: É isso aí, meus simpático auditório! O show tem que continuar. Talentos não são para serem enterrados, mas expostos ao grande público. E conforme o prometido...
Sonoplastia de suspense.
GLENDA MARVIM: ...eu vou chamar aqui o homem que vive como cachorro, se alimenta como cachorro e além disso tem nome de cachorro. O sensacional ...REXMAN!
Ninguém entra em cena. Isso faz com que Glenda Marvim fique alguns segundos esperando. Depois, ele vai àquela senhora e cobra algumas atitudes por parte dela para que o programa tenha continuidade.
GLENDA MARVIM: E aí, minha senhora. Cadê ele?
SENHORA: (...)
GLENDA: Ora, cadê o homem que se comporta como cachorro, que a senhora disse que ia trazer. Como é o nome da senhora?
SENHORA: (...)
GLENDA MARVIM: Pois é, Dona Ciclana Cadê o REXMAN?
Entra em cena um ator do pessoal do Teatro como um cachorro, com uma coleira no pescoço, andando como tal, e se posiciona ao lado da senhora, fazendo festa para ela.
GLENDA MARVIM: Ah, que gracinha. Olha ele aí! Que bonitinho.
REXMAN se põe sentado como um cão adestrado.
GLENDA: Oh, que lindo. Ainda por cima é adestrado. E eu creio que ele sabe fazer mais truques do que esses, não é dona Ciclana? Por isso eu chamo a Dona Ciclana e o Seu simpático REXMAN para virem aqui no palco para mais demonstrações de habilidade canina! Uma salva de palmas para Dona Ciclana e REXMAN!
REXMAN exagera na performance, pulando no colo de algumas pessoas do palco, abraçado o apresentador e o jogando no chão etc.
GLENDA MARVIM: Calma, REXMAN! Calma! E aí, Dona Ciclana? Há quanto tempo a senhora está com o REXMAN?
SENHORA: (...)
GLENDA MARVIM: E a senhora dá banho nele com sabonete normal ou sabão anti-pulga?
SENHORA: (...)
GLENDA MARVIM: (olha com desdém para REXMAN)Como é que pode, meus amados? Como é que pode? O que essa gentinha está fazendo hoje para ter moleza, para ter uma casa para morar, para ter comida de graça.
REXMAN se sente um pouco humilhado.
GLENDA MARVIM: Estão vendo, meus amados. É o cúmulo! É o cúmulo! Trocar aquele vaso sanitário tão confortável por postes tão feios e desconfortáveis para urinar! Trocar aquela comidinha tão gostosa por ossos duros, meus amados! Duros de roer! Aceitar tapinha na cabeça como carinho! Aceitar ser levado para passear numa...
REXMAN rosna e ataca Glenda Marvim, mordendo sua.
GLENDA MARVIM: Rex, calma! Calma Rex! Calma! Socorro! Cadê os seguranças! Eu pago vocês para me darem segurança para qualquer tipo de ataque! Seguranças! Calma Rex! Minha senhora, segura ele! Calma! Calma Rex. Meu Deus, eu vou ficar despida na frente do meu público! Socorro! Já sei! Já sei o que eu vou fazer! (ao público)É isso aí, meus amados! Até semana que vem com mais um programa... com mais um programa...
Glenda Marvim olha para os dançarinos, que permanecem parados.
GLENDA MARVIM: Ô, seus dançarinos de araque, não escutaram eu falar ‘programa” não?! É para vocês se posicionarem aqui na minha frente e gritar o nome do programa quando eu falar a palavra “programa”, lembram?!
UM DANÇARINO: É, mais o diretor disse que era só pra gente fazer isso no início do programa.
GLENDA MARVIM: Mas agora eu tô mandando, sua anta! (disfarça, com um sorriso amarelo, ainda sendo atacada por REXMAN) Até semana que vem, meus amados, com mais um programa...
Os dançarinos, agora se posicionam
DANÇARINOS: Ponte da Alegria!
Só que retornam às suas posições, atrás de Glenda Marvim. Esta fica repetindo o tempo todo a expressão “com mais um programa” para que os dançarinos permaneçam por algum tempo à sua frente e o público não veja sua degradante imagem ao ser atacada por REXMAN, que não para de atacá-la ao morder sua roupa.
Fim
Glória a Deus

 

TEXTO REGISTRADO no Escritório de Direito Autoral

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