OS TRÊS PORQUINHOS (adaptado para comédia infantil)

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Os 3 porquinhos e o lobo mau

A fábula dos três porquinhos em forma de comédia, usada como ilustração ou introdução ao tema da construção da casa sobre a rocha, ou a parábola dos dois alicerces de Mateus 7: 24 a 27,

"Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as pratica é como um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha.
Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela não caiu, porque tinha seus alicerces na rocha.
Mas quem ouve estas minhas palavras e não as pratica é como um insensato que construiu a sua casa sobre a areia.
Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela caiu. E foi grande a sua queda
".

Há no site outra peça sobre eles OS TRÊS PORQUINHOS E AS TRÊS EDIFICAÇÕES

TRÊS PORQUINHOS: roupas bem coloridas, usando máscaras de porquinho.

LOBO: roupa preta ou marrom, usando máscara de lobo.

NARRADOR

 

NARRADOR:  Era uma vez… Três porquinhos!  Numa distante e misteriosa floresta moravam três porquinhos… Até que um dia… Não moravam mais, estavam sem casa!… Mas o que aconteceu?

(Música triste, começa alta e vai abaixando).

PEDRITO: Não acredito que isto está acontecendo! Fomos despejados! Fomos colocados na rua e não temos onde morar! Que vergonha!  PALITO, afinal, o que você fez com o dinheiro que eu te dava todos os meses pra pagar o aluguel?

PALITO: Sabe o que é PEDRITO… é… Eu estava sempre cansado e mandava o PALHAÇO pagar o aluguel pra mim…

PEDRITO: Você pediu pro PALHAÇO, este preguiçoso? PALHAÇO, e o que você fez com o dinheiro do aluguel?

PALHAÇO: Sabe o que é … é… é… Mim punhava a grana no bolso e quando mim passava em frente a padaria e via aqueles doces, aquelas tortas deliciosas piscando pra mim e me chamando… ah, eu num güentava me segurar!…

PEDRITO: Não é “mim punhava”, é “eu punha a grana no bolso”!

PALHAÇO: PEDRITO! Ocê também? Ahá… Bem que eu “disconfiava”…

PEDRITO: Não é nada disso, eu estou só te corrigindo, você fala tudo errado!… Ah, deixa pra lá…

PALITO e PALHAÇO: (começam a chorar) Buááá… E agora? Que vamos fazer? Nós vamos virar meninos de rua!

PEDRITO: Vocês querem dizer porquinhos de rua, né? Parem! Parem de chorar, eu tenho solução!

PALITO: Solução? Hiic! Quando eu tenho solução, hiiic! …eu bebo um copão de água que para…

PEDRITO: Não estou com soluço grande, eu disse que tenho uma maneira de resolver este problema, entendeu? Dãããã!…

PALITO: Captei seu pensamento! Nós vamos entrar pro Movimento dos Sem Terra!

PALITO e PALHAÇO: Queremos terra! Queremos terra! (Marcham em volta de PEDRITO de punho erguido).

PEDRITO: Parem! Não é nada disso… Aqui está a solução! (mostra um papel enrolado).

PALHAÇO: Que isto, é um talão de cheque? Oba! Vamos pra padaria!

PEDRITO: Você só pensa em comer?

PALHAÇO: Não! Em beber “tamém”!

PALITO: Já sei, é um “telescópico” pra ver a lua! (Olha dentro do rolo) Mas pra quê? Eu não vou morar na lua!

PEDRITO: Parem de falar besteira e me escutem! Quando nossos pais morreram… Ai… não posso lembrar deles que me dá vontade de chorar…

PALHAÇO: Ô Palito, me responde uma coisa: Por que a gente nunca foi no “cimitero” visitar o “túmbalo” dos nossos pais?

PALITO: Ô “seu” bobo, eles não foram pro cemitério não, eles foram levados pro açougue… se liga, irmão!

PALHAÇO: Bué… bué… Coitadinho do papai, virou bacon…

PALITO: E a mamãe, virou pururuca!… Buááá… (Se abraçam chorando).

PEDRITO: Vocês querem me escutar, por favor? Como eu estava dizendo, nossos pais deixaram uma terra para nós, mas temos que encontrá-la e isto aqui é o mapa.

PALITO: Oba! Vamos brincar de caça ao tesouro!

PEDRITO: Não é brincadeira não, é sério! Nós precisamos achar o lugar. Vamos!

(Música alegre – começa alta e vai abaixando – Dão uma volta em torno do palco, gesticulando sempre, olham o mapa, apontam para um lado, pro outro…).

PALHAÇO: Ai, que “pigriça”… Ainda tem que andá muito?

PEDRITO: É aqui! Nossa terra é aqui!

PALHAÇO e PALITO: Êêê… (Brincam de roda, festejando).

PEDRITO: Agora só precisamos construir nossa casa!

PALHAÇO e PALITO: O quê? Construir? Fala séééério!!!

PEDRITO: Até você está com preguiça, PALITO? Você pegou a preguicite do PALHAÇO?

PALHAÇO: (Sacudindo o Palito) Pegou o quê? “Pigricite”? É de “cumê”? É minha, me dá, me dá!…

PALITO: Paaara! Então vamos construir rápido nossa casa que eu quero descansar…

PALHAÇO: Eu já tô cansado só de pensar…

PALITO: Vamos construir aqui mesmo. A casa vai ser de pau, que é mais fácil…

PALHAÇO: Fácil? Fala sério! Eu vou construir é de palha, que é muito mais leve!

PEDRITO: Vocês são muito preguiçosos! A casa tem que ser forte pra aguentar qualquer coisa, tem que ser de pedra! (PALHAÇO e PALITO discordam e os três discutem).

PEDRITO: Chega! Vamos parar de brigar! Cada uma constrói a sua e pronto!

PALITO: Ótima ideia! Eu vou construir minha casa de pau aqui mesmo.

PALHAÇO: Ah, não, esta terra tá dura… Vou construir minha casa de palha é aqui… Nesta areia fofinha! Eu sou muito mais “isperto”!

PEDRITO: Vocês estão é ficando doidos! Vou procurar um lugar bem firme, o alicerce de uma casa é muito importante… Achei! Que beleeeeza! ( Os outros dois se aproximam curiosos) Este chão é de pedra! Vou fazer minha casa na rocha, com um alicerce bem firme!

PALHAÇO: Ali… ali… o quê?

PEDRITO: Alicerce! É o fundamento, aquilo que segura a casa no chão!

PALITO: Você ouviu, PALHAÇO? Ele tá achando que vai passar furacão por aqui! Que palhaço! Há! Há!

PALHAÇO: (Empurrando o Pedrito) Ocê é um palhaço mesmo!… “Péra aí”, PALHAÇO sou eu!

PALHAÇO e PALITO: Há há há! Alicerce… Que bobagem! (Saem rindo e criticando).

(Enquanto o narrador fala, os três constroem juntos, através de mímicas.

PALHAÇO: coloca palhas e amarra, termina rápido e descansa.

PALITO: finca alguns paus, põe palha no telhado e descansa . Ambos apontam e riem zombando do irmão.

PEDRITO: Cava o alicerce, enche-o de massa, põe os tijolos e o telhado. Acaba por último, bastante cansado).

NARRADOR: E assim cada um constrói sua casa. Palhaço, que é o mais preguiçoso, faz a casa de palha, é o primeiro a acabar. Palito faz sua casa de pau e também acaba rápido. Pedrito, que não é preguiçoso e é muito sábio, faz sua casa bem forte. Primeiro prepara o alicerce… Enche-o de cimento… Põe os tijolos… Põe o telhado…

PEDRITO: Puxa! Como ficou bonita e forte! Aaaaiii minhas costas… Como estou cansado… (Todos cochilam).

(Música de suspense – começa alta e vai abaixando).

LOBO: Huuuummm… Sinto cheiro de bacon! Ruá ruá ruá… Hoje terei porquinho no jantar! Que delícia! Huuum! Esta casa é bem fraquinha, é de palha! E nem tem alicerce! Ruá ruá ruá…

PALHAÇO: Xô, lobo bobo! Na minha mansão você não entra! (tremendo de medo).

LOBO: Mansão? Ruá ruá ruá… Eu derrubo esta casa com apenas um sopro! (Toma fôlego).

PALHAÇO: Duvide-o-dó! Minha mansão é muito forte!

LOBO: (Sopra, a casa e o porquinho cai). Ruá ruá ruá…

PALHAÇO: PALITO! PALITO! Abre a porta! É o lobo! É o lobo!

LOBO: Ruá ruá ruá… Hoje terei dois convidados no jantar!  Que delícia! Ruá ruá ruá…

PALITO: Calma, calma! Ele é legal, tá convidando a gente pra jantar com ele!

PALHAÇO: Ô mané, nós somos o jantar!

LOBO: Huuum! Sinto cheiro de torresmo! Esta casa também é fraquinha, é de pau! Ruá ruá rua!… Também não tem alicerce! Ruá ruá rua!…

PALITO: Cai fora, lobo bobo! Na minha casa você não entra! (Se abraçam tremendo de medo).

LOBO: Eu derrubo esta casa com dois sopros! Um! SSSSS!  Dois! SSSSSSSSS! (O LOBO sopra, a casa e os porquinhos caem). Ruá ruá rua!…

PALHAÇO e PALITO: Socorro! Abre a porta irmãozinho bonitinho! É o lobo! É o lobo!

PEDRITO: Que isso, é um furacão? (fala, abrindo a porta).

PALHAÇO e PALITO: Socorro! É o lobo! É o lobo!

LOBO: Huuuummm! Sinto cheiro de pururuca!… E hoje terei três convidados no jantar!  Vocês sabem qual é o meu prato predileto?

PALHAÇO: Não, mas o meu prato predileto é de “prástico”, porque não quebra!

LOBO: Ele é um porco ou um burro? Eu estou falando é de comiiiiiiida! O meu prato predileto é feijoada! E com bastante pimenta! Huuumm, que delícia! Ruá ruá rua!…

PALITO: Ah, não Sô Lobão, não põe pimenta, não, que arde meus olhinhos!…

LOBO: Huuummm! Minha feijoada vai ter muitas orelhas…  Huuummm! E muito focinho… Huuummm! E muito rabinho! Huuummm!  (A cada parte citada, PALHAÇO e PALITO dizem “Aaaai…” e tampam as partes).

PEDRITO: Deixem de bobagens, o lobo mau não vai pegar a gente! A minha casa é muito forte! Tem alicerce firme na rocha, esqueceram? Tá firme, ó!… (Bate o pé no chão).

LOBO: Esta casa é um pouquinho mais forte, mas eu derrubo isto com três sopros! Ruá ruá rua!…  Um! SSSS!  Dois! SSSSSSS! Três! SSSSSSSSSSSSSSSSSSSS! (O LOBO Toma fôlego a cada sopro, mas nada acontece e começa a chorar).

LOBO: Bué! Bué! Bué!  Eu sempre pago mico nesta hora! Quando é que vão mudar o final desta história? Eu é que não vou entrar em chaminé nenhuma, porque vão é queimar meu rabo! Magoei! Sniiif! Sniiif! Ai, que fome!… Auuuuuuuuuuuuuuuuuuu… (Sai chorando e uivando)

PALHAÇO, PALITO E PEDRITO: Quem tem medo do lobo mau, lobo mau, lobo mau!… (Cantando, brincam de roda e saem em trenzinho).

NARRADOR – E assim os três porquinhos moraram juntos na casa de PEDRITO, pois tinha alicerce e estava firme na rocha! E viveram felizes para sempre!

(Os personagens voltam para receber os aplausos e se inclinam. O lobo rosna para os porquinhos que saem correndo e o lobo atrás).

FAZER APLICAÇÃO COM O TEXTO:  As duas casas – MATEUS 7: 24-27.

 


Fonte WEB MEU BAÚ DE IDEIAS

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