Oração de Mãe

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ORAÇÃO DE MÃE História da vida de uma mãe e seu único filho, que cresce sendo educado e instruído nas coisas de Deus, mas com o decorrer do tempo e com a influência de más companhias, vai se perdendo pelo caminho e colhendo os frutos dos seus erros.

Tem também a peça A ORAÇÃO DE UMA MÃE II

A ORAÇÃO DE UMA MÃE

ATO I

Dois rapazes entram em cena conversando.

- Pedro - André, eu estou ferrado, preciso de ajuda!

- André - Porque? O que tá pegando?

- Pedro - Meu, estou devendo uma grana nervosa pro Matias.

- André - Matias??? Você se envolveu com esses caras??? Putz, Pedro… cê tá ferrado.

- Pedro - Preciso de grana urgente pra pagar os bagulhos, e não tem mais nada pra pegar lá em casa.

- André - De quanto você precisa?

- Pedro - Olha eu preciso de…

Pedro é interrompido por 3 pessoas que entram em cena (Matias e 2 capangas).

- Matias - Olha só quem eu encontrei! - ele fala com um sorriso malicioso - Pedro, Pedro, precisamos conversar…

André sai correndo os dois que acompanham Matias vão atrás dele, mas Matias faz sinal pra não irem e diz:

- Matias - Meu assunto é só com esse aqui… cadê meu dinheiro palhaço, acha que sou trouxa? Quero minha grana agora, tá pensando que os esquemas nascem em árvores? Elas custam caro, e de um jeito ou de outro você vai pagar por elas.

- Pedro - Olha, me dá mais uma semana que eu arranjo, juro!!!

- Matias - Você não tem mais nem 1 minuto, sua hora chegou!!!

Matias saca um revolver, as luzes se apagam e ouve-se um barulho de tiro.

 

ATO II

 

Uma mulher (Mara), entra em cena com um bebê no colo e ergue-o ao céu.

- Mara - Senhor, tu me deu esse filho que tanto lhe pedi, nesse dia eu o entrego aos teus cuidados, eu cuidarei dele e ensinarei a sua palavra, estarei sempre ao seu lado, obrigado Senhor por esse grande presente que ganhei. Essa criança a quem tanto amo.

Mara sai de cena. Um menino ( Pedro ) de mais ou menos 9 anos entra gritando:

- Pedro - Mãe, Mãe.

- MaraO que foi filho? - Mara entra em cena correndo, uma pessoa vestida de branco (anjo) vem acompanhando-a e fica a meia distância acompanhando a cena com o olhar - Nossa menino oq aconteceu???

- Pedro - Mãe os meninos lá da escola falaram que a gente era pobre e eu bati neles. - Ele fala todo cheio de si.

- Mara - Meu filho… você não deveria ter feito isso.

- Pedro - Porque não mãe?

- Mara - Qual foi a lição que você aprendeu ontem na escola dominical?

- PedroAcho que era amar ao próximo. Porque?

- Mara - Meu filho, desde de que seu pai foi para o céu, nossas condições não são das melhores, mas nós temos algo que seus amigos não tem.

- Pedro - O que é mãe? - ele vira pra platéia e diz em tom irônico - acho que ela comprou um videogame pra mim.

- Mara - Nós temos a Jesus, Ele nos ama muito e até morreu por nós, é Ele quem nos trás felicidade ao coração no meio de tanta dificuldade, sei que seus amiguinhos zombaram de você, mas bata neles por isso, sei que é difícil, mas da próxima vez que eles implicarem com você, diga que Jesus os ama, que não importa o que façam ou digam, Jesus ama eles e quer ajudá-los.

 

- Pedro - Nossa mãe, Jesus morreu mesmo???

 

- Mara - Morreu sim, pra você ver como Ele nos ama muito, mas Ele ressucitou, e hoje nos guarda de todo mal, e é desse amor tão grande que você deve falar para as pessoas, não tentar convencê-las a força, mas falar Dele com amor e carinho verdadeiro no coração.

 

- Pedro - Mãe, posso te falar uma coisa?

 

- Mara - Claro.

 

- Pedro - Eu te amo, não sei se como Jesus ama a gente, mas também morreria pela senhora, te amo mamãe.

 

Mara abraça forte Pedro e diz com voz chorosa:

 

- Mara - Eu também te amo muito meu filho.

 

 

ATO III

Um adolescente ( Pedro ) entra em cena:

- Pedro - Mãe, tô saindo.

Mara entra em cena acompanhada do anjo.

- Mara - Pra onde você vai filho?

- Pedro - Lá na rua de cima.

- Mara - A filho, não gosto dessa sua amizade com essa gente.

- Pedro - Deixa de ser boba mãe, eles são legais, e além do mais tem a Esterzinha, ela é mô gracinha.

- Mara - Querido, eles até podem ser legais com você, mas eles não fazem coisas boas.

- Pedro - Relaxa mãe, você está ficando velha, tchau. - Pedro sai de cena.

- Mara - Senhor cuida dele.

Mara sai de cena, o anjo ainda fica no palco, olha para onde Pedro foi, depois para onde Mara foi, olha para os céus, e segue Pedro.

Alguns adolescentes (meninos e meninas) entram em cena, sentam-se no chão e começam a conversar. Um Deles pega um cigarro e começa a fumar passando para os outros, nisso, uma pessoa vestida de preto (demônio) vai entrando em cena e se aproxima do grupo.

Pedro entra em cena acompanhado pelo anjo, ele comprimenta o os outros senta-se na roda.

O anjo e o demônio, um de cada lado se encaram.

- Paulo - Aí Pedro, experimenta um pouco.

- Pedro - Não Paulo valeu, nem curto, e também minha mãe não iria gostar.

- Ana - Ai que meigo, como vc é filho de mamãe hein? Mamãe não quer, papai não deixa - Diz com vóz de deboche.

- Pedro - Eu não sou filhinho de mamãe Ana e tem outra, Deus não gosta disso também, não da maconha em sí, mas do mau que ela pode trazer pra vida da gente.

- Ester - Ai Pedro como você é fresco viu, nunca pensei que você fosse tão bobo.

- Pedro - Eu não sou fresco, me dá isso aqui.

Ele pega o cigarro da mão de Paulo e começa a fumar, tosse mas continua. O anjo se afasta um pouco da cena.

Os garotos saem de cena e Pedro fica lá fumando. O Demônio se aproxima dele, ele levanta e sai de cena com o demônio do lado dele.

O anjo baixa a cabeça triste, olha para o céu e segue Pedro.

 

 

ATO IV

Mara entra em cena acompanhada do anjo.

 

Mara - Ai Senhor, o Pedro anda tão estranho, o que está avendo com ele?

Um jovem entra em cena ( Pedro ) entra em cena acompanhado de 2 demônios, passa direto por Mara e vai saindo de cena.

 

Mara - Filho onde você vai?

 

Pedro - Tô saindo mãe, não enche o saco.

 

Mara - Mas filho só me diz pra onde vc vai, por favor, eu fico preocupada.

 

Pedro - Ah. - Sai de cena batendo a porta.

 

Mara - Senhor guarda esse menino. - Mara sai de cena e o anjo segue a Pedro.

 

ATO V

Repete-se o primeiro ato

( Dois rapazes entram em cena conversando, um deles (Pedro) tem 2 pessoas vestidas de preto acompanhando ele (demônios).

- Pedro - André, eu estou ferrado, preciso de ajuda!

- André - Porque? Oque está pegando?

- Pedro - Meu, estou devendo uma grana nervosa para o Matias.

- André - Matias??? Você se envolveu com esses caras??? Putz, Pedro… cê tá ferrado.

- Pedro - Preciso de grana urgente pra pagar os bagulhos, e não tem mais nada pra pegar lá em casa.

- André - De quanto você precisa?

- Pedro - Olha eu preciso de…

Pedro é interrompido por 3 pessoas que entram em cena, acompanhadas de mais 2 demônios

- Matias - Olha só quem eu encontrei! - ele fala com um sorriso malicioso - Pedro, Pedro, precisamos conversar…

André sai correndo de cena, os outros 2 que acompanham Matias vão atrás dele, mas Matias faz sinal pra ficarem ali e diz:

- Matias - Meu assunto é só com esse aqui. Cadê meu dinheiro palhaço, acha que sou trouxa? As primeiras foram só pra você experimentar, agora tem que pagar, está pensando que essas drogas nascem em árvores? Elas custam caro, e de um jeito ou de outro você vai pagar por elas.

- Pedro - Olha, me dá mais uma semana que eu arranjo, juro!!!

- Matias - Você não tem mais nem 1 minuto, sua hora chegou!!!

- Não por favor. - Pedro grita desesperado - Meu Deus socorro me ajuda, preciso do Senhor não me abandona!

Matias saca um revolver, as luzes se apagam e ouve-se um barulho de tiro.

 

 

ATO VI

Luzes apagadas

Ouvesse a vóz de Mara quase ou até chorando:

 

- Mara - Senhor Deus de misericórdia, cuida do meu filho, quando ele ainda era bebê eu o entreguei a ti, não sei em que errei mas hoje ele está completamente fora do seu caminho, não o abandona meu Deus, ouve a voz dessa mãe que te suplica, salva meu filho Senhor.

 

As luzes se acendem.

A cena volta congelada, Matias apontando a arma para Pedro que está em um canto da cena com as mãos levantadas se protegendo, os capangas atrás de Matias e atrás deles os dois demônios e entre Matias e Pedro (na trajetória da bala) o anjo.

Os demônios começam a ir devagar em direção do anjo cercando-o ( o resto da cena continua congelada ).

Somente a voz de Mara já chorando diz: Senhor não sei o que é esse aperto no meu coração, algo de ruim está acontecendo com meu filho, sei que ele não tem andado em seus caminhos já faz algum tempo, mas ele tem um bom coração, por favor traga-o de volta para os meus braços e para o seu caminho novamente.

Durante a oração de Mara, outros anjos começam a aparecer por todos os lados, intimidando os demônios que saem recuando de cena.

Os anjos saem de cena e somente o que estava na trajetória dab ala permanence.

Ouve-se outro barulho de tiro e a cena descongela.

- Capanga1Que droga é essa???? – diz assutado.

- MatiasNão sei, ATIRA ATIRA!!! – ouve-se muitos tiros

O anjo começa a ir lentamente na direção dos atiradores

- MatiasSAI DA FRENTE, CORRE CORRE!!! – os três saem de cena aterrorizados

O anjo olha para Pedro que está aterrorizado e tremendo, vai até ele e ergue-o, Pedro olha para o anjo e uma voz diz:

 

Filho amado, tu regressaste ao teu lar, hoje há festa no céu por sua causa, vá e não peques mais, vai para os braços daquela que intercede por você nesse momento.

 

Nesse momento Pedro cai de joelhos chorando e ergue as mãos para os céus. O anjo toca dele e ele se levanta, o anjo faz com a cabeça um sinal de aprovação e aponta o caminho para Pedro. Ele sorri e sai correndo de cena.

O anjo olha novamente para os cues, glorifica a Deus e sai de cena.

 

Sexto ato

Mara está ajoelhada orando, Pedro entra em cena chorando e abraça-a, e ela diz chorando também:

- Mara - Obrigada meu Senhor, obrigada.

Logo em seguida entra o anjo e para no meio dos dois ainda abraçados sem notar sua presença, erguendo suas mãos e abençoando-os.

O primeiro menino de 9 anos entra em cena e se posiciona no centro dizendo:

Mamãezinha, você me ensinou como o amor de Deus é grande, me ensinou como falar desse amor aos outros, cuidou de mim, me deu carinho e atenção, me levou na escola debaixo de chuva, não importava o quanto era difícil, você passava noites em claro ouvindo meu choro, e ainda assim sorria quando me via dormindo ou brincando.

O adolescente entra em cena falando e se posiciona ao lado do menino.

Mesmo quando, eu não ligava muito para oque você falava, as vezes até me irritava, você orava por mim e me olhava com o maior amor do mundo. Procurava saber com quem eu andava, porque não queria me ver sofrendo. E seu coração se enchia de alegria quando me via bem e feliz.

 

O Jovem abraçado com a mãe, se levanta e anda ficando do lado do adolescente e continua o texto sem interrupção, a mãe se levanta e o anjo coloca uma mão em seu ombro e ergue a outra ao céu.

Quando eu brigava com você por motivos bobos, dizendo que já sabia cuidar de mim e não dava mais ouvido aos seus conselhos, você se ajoelhava e pedia para Deus me guardar, passava noites em claro, agora não mais por causa do meu choro, mas porque eu demorava para chegar em casa e mesmo assim quando chegava nem dava importância para você. Mas ainda assim seu coração e sua disposição se renovavam quando me via. Mãe, eu devo muito a você, tudo que sou e serei é graças ao seu amor, não pare de orar por mim, mesmo se eu estiver perdido por ai, quase sem esperanças, não pare de orar por mim.

 

Todos os integrantes entram em cena e de mãos dadas dizem: MÃE NÓS TE AMAMOS. FELIZ DIA DAS MÃES!

FIM

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