O PERDULÁRIO

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O PERDULÁRIO - Teatro CristãoO filho (Filipe, 18 a) discutiu com o pai (Nílson) que deseja ir embora e deixar a sua “vidinha” para viver aventuras...
Pai e mãe (Ângela) mesmo contrariados se conformam.
O primeiro ponto da gastança do filipe é um Shopping Center...
É a história do Filho Pródigo que acontece nos dias de hoje, no Brasil

 

 

 

Cena I: Na sala de uma casa o filho (Filipe) discutiu com o pai (Nílson) que deseja ir embora e deixar a sua “vidinha” para viver aventuras no Rio de Janeiro, e seu pai indignado juntamente com a mãe (Ângela) se conformam, pois seu filho fez 18 anos, e dá a ele uma parte do dinheiro de sua conta bancária.
(LC 15:11) -  E disse: Um certo homem tinha dois filhos;
  (LC 15:12) -  E o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me pertence. E ele repartiu por eles a fazenda.
 
FILIPE:  Pai... Pai...! Quero falar com o senhor!
NILSON:  Fala meu filho, o que você quer?
FILIPE:  Bom, Pai eu sei que não é a hora exata pra eu estar falando com o senhor isso, mas...
NILSON:  Isso, o quê meu filho? fala logo!
FILIPE:  espera pai, deixa-me falar! Bom, sobre um assunto bem delicado...e eu....
NILSON:  e você o quê? Fala logo já estou preocupado, aconteceu alguma coisa com você me filho? Eu te magoei?
FILIPE:  Não Pai, muito pelo contrario o senhor é um ótimo pai, o que quero lhe disser é... (falando rápido) Eu vou sair de casa!
NILSON:  para de brincadeira Filipe!
FILIPE:  Não, eu estou falando sério. Já cansei de ficar aqui nessa cidade onde não tem nada pra fazer, e quero curtir a vida, experimentar o que o Rio de janeiro tem pra me oferecer, e ainda vou morar com alguns amigos, vai ser muito bom! Vim somente avisar ao senhor!
NILSON:  (quase chorando) Não meu filho, você não pode fazer isso comigo e com sua mãe, nos te amamos muito e você nem fez direito seus 20 anos e já quer sair de casa. (grita a esposa) Ângela...
ÂNGELA:  Fala Nílson! (preocupada) o que está acontecendo? Fala Nílson!
FILIPE:  Mãe sabe o que é, eu vou embora daqui de casa!
NILSON:  ( começa a tossir chorar muito)
ÂNGELA:  como meu filho? que assunto bobo é esse? Você não pode ir, não vê o seu irmão, ele está com 20 anos e trabalha junto com seu pai na fabrica e daqui a pouco vai ser gerente e o seu futuro é na fábrica com seu pai e seu irmão, pois somos uma família unida ou não? Tira isso da sua cabeça Filipe!
FILIPE:  Não mãe, esquece, já fiz as minhas malas e meus amigos estarão me esperando ás 2 horas lá na rodoviária, só vou no banco pegar a parte da minha herança, preciso que meu pai assine só este documento aqui, só isso, e já vou.
NILSON:  Ta bom ( respirando fundo), se essa é a sua escolha, que vá, eu e sua mãe vamos sofrer muito, mas se você acha que é o caminho certo, pode ir, só peço que nunca se esqueça que você tem uma família e que ela o ama muito.
ÂNGELA:  (abraça o filho chorando muito) Vá com Deus e telefona pra mãe, tá?
NILSON:  (abraça o filho conformado e triste) Nunca se esqueça que te amo e minha casa estará sempre de portas abertas pra você meu filho...
( Filipe despede com tchau,  Nílson e Ângela se abraçam chorando, ambos se consolando).
Cena II: no shopping Filipe telefona pra um amigo e depois encontra com Gustavo amigo perverso de Filipe.
  (LC 15:13) -  E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente.

FILIPE:  ( no celular caro, falando com o amigo) Alô... tudo bem cara?... eu?... eu tô aqui no shopping vou fazer umas comprar, quero gastar... você sabe né? Que meu dilema agora é esse, gastar, gastar e gastar...Sério? (alegre)... que manero, festinha hoje então?... não?....huuuu.... melhor ainda, festinha a semana inteirar... isso sim é vida, cara..., beleza, então vou comprar bebidas e umas roupas legais, aí eu apareço na sua cazona por volta das 11 e meia.. issu....fechado então... haa... você chamou as gatinhas né?... ham bem... beleza depois eu te pago...até mano... tchal...
(entra Gustavo amigo de Filipe)
GUSTAVO:  e aí cara, beleza?
FILIPE:  beleza cara...a balada foi boa?
GUSTAVO:  foi muito bom, peguei várias...
FILIPE:  já to pronto pra curtir essas noites de diversão, isso é o máximo...
GUSTAVO:  é mesmo, pode crer, tu vai delirar.
FILIPE:  Bom, tenho uma novidade pra te contar!!!
GUSTAVO:  o quê? o quê? Fala logo!
FILIPE:  bom, têm festinha hoje pra gente ir lá na cazona do Vitor, você vai?
GUSTAVO:  já é mano, mas vem cá! Vai ter gatinhas?
FILIPE:  mas é claro, tu ta pensando o quê? já dei uma grana preta pra pagar a semana inteira de diversão garantida pra gente ( sorrir comemorando)
GUSTAVO:  é isso aí, nessas horas que você mostra que é um grande amigo, por isso que gosto de você.
FILIPE:  há, legal. Então vamos?
GUSTAVO:  pra festa logo?
FILIPE:  não cara! vamos comprar as bebidas e umas roupinhas pra não pagar mico na festa temos que ir bem, hoje só compro roupa de marca.
GUSTAVO:  vamos então, conheço umas lojas que vendo roupas com preços de carros...
FILIPE:  vamos logo...
( saem juntos)
Cena III: voltando da festa, Filipe e Gustavo ambos despenteados e com marcas de batom na camisa.
(LC 15:14) -  E, havendo ele gastado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a padecer necessidades.
GUSTAVO:  a festa foi maneira né?
FILIPE:  eu estou acabadão, quero ir pro hotel e dormir, e só acordar no sábado.
GUSTAVO:  vamos!
FILIPE:  não, pera aí, já que estamos perto de um banco 24horas, vou tirar um dinheiro pra pegar um táxi pro hotel, já volto!
GUSTAVO:  ok, vai lá!
(Filipe tira o cartão do bolso e passa na máquina, e passa de novo, passa de novo e Gustavo fica preocupado com a situação, e Filipe sai do banco 24 horas desesperado em prantos)
FILIPE:  meu Deus, Gustavo me ajuda, não sei o que faço, minha conta estourou, eu ultrapassei o que tinha, agora estou falido, pelo amor de Deus, me empresta um dinheiro aí? Senão vou ter que dormir na rua...o que faço? Acabou tudo, tudo mesmo...( se abaixa e fica de joelhos chorando)
GUSTAVO:  ( cara de assustado) hiiii... você está na pior mesmo, (olha pra plateia) eu vou dar o pé daqui! ( volta a olhar pro Filipe) seu burro... ( e sai correndo)
FILIPE:  volta Gustavo, Gustavo... Gustavo..., a não ele foi embora o que vou fazer? Pensei que ele fosse meu amigo... (pensa um pouco e pega o telefone) já sei vou ligar pro Vitor, quem sabe ele me deixa dormir na casa dele? (disca e ligar pro Vitor)
VOZ DO VITOR:  Alô!
FILIPE:  oi Vitor, sou eu Filipe!
VOZ DO VITOR:  você ta chorando cara?
FILIPE:  é, sabe porque Eu... Eu...
VOZ DO VITOR:  você o quê cara? Fala logo, quero voltar pra balada, fala!
FILIPE:  bom, é que eu perdi todo meu dinheiro e agora estou na miséria!
VOZ DO VITOR:  não é possível, para de brincar com a minha cara!
FILIPE:  é sério, minha conta estourou, e não tenho nem lugar pra dormir, será que eu podia dormir...
VOZ DO VITOR:  claro que não, nossa amizade acaba aqui, eu não quero ser amigo de um pé rapado nunca... Fui...
FILIPE:  e agora o que é de mim? Quem eu sou? Não tenho destino... Sabe vou ficar nessa calçada aqui mesmo, amanhã é um outro dia, quero dormir pra esquecer esse pesadelo. (dormi)
Cena IV: Filipe acorda de manhã na rua e vê várias pessoas passando, e levanta todo sujo com pedaço de papelão o tampando.
(LC 15:15) -  E foi, e chegou-se a um dos cidadãos daquela terra, o qual o mandou para os seus campos, a apascentar porcos.
  (LC 15:16) -  E desejava encher o seu estômago com as bolotas que os porcos comiam, e ninguém lhe dava nada.
  (LC 15:17) -  E, tornando em si, disse: Quantos jornaleiros de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome!
  (LC 15:18) -  Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti;
  (LC 15:19) -  Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus jornaleiros.
CIDADÃO DO MAL:  (entra rápido e sai rápido) sai daí seu pivete, não ta vendo que tenho que passar? Aí detesto pivetes!
FILIPE:  olha  em que me tornei? Eu não tô acreditando que isso é verdade? Não pode ser verdade ( apavorado olha pra um homem que vinha andando) moço, desculpa atrapalhar o senhor, mas preciso de comida, eu estou com muita fome! ( o homem se afasta e Filipe vai em cima dele de novo) moço então preciso trabalhar! Onde consigo um trabalho?
HOMEM:  bom, meu filho você me deu pena sabia! Eu sei que meu cunhado ta precisando de um rapaz pra ficar na rua entregando folhetos e se você quiser? Aqui ta o cartão dele, pode ir lá... Tenho que ir... tchau e boa sorte!
FILIPE:  eu vou agora lá! Onde é esse lugar, deixe-me ver no cartão! Hum.... é aqui do lado, vou lá.
(entrando na loja)
FILIPE:  bom dia, aqui que é Ramon´s Pet Shop?
RAMOM:  sim, é aqui sim, o que o senhor deseja?
FILIPE:  bom, o seu cunhado me indicou aqui, porque o senhor tem um serviço de entregar folhetos... Não é?
RAMOM:  ha sim, ok, você é alto, vai ficar legal, espera aí que já volto!
(Ramom sai pra pegar o jaleco de vendedor e os cartõezinhos da loja e por enquanto Filipe fica pensando)
FILIPE:  Poxa, será que esse serviço paga legal, pelo menos pra eu poder comer alguma coisa, (pensando) nunca pensei por isso na minha vida!
(chega Ramom com o material de trabalho e coloca nele)
RAMOM:  pronto, isso vai ficar ótimo, e as 6  você volta pra receber pelo serviço prestado.
FILIPE:  obrigado seu Ramom,  o senhor me ajudou muito.
(sai pra trabalhar, e quando chega na rua, fica entregando os folhetos pras pessoas, e para e pensa na sua vida)
FILIPE:  que vida injusta eu tenho hoje! Perdi tudo que tinha com bobeiras, hoje eu reconheço isso, já até me chamaram de pivete, em que ponto eu cheguei, até os empregado do meu pai são mais respeitados do que eu (ideia surge em Filipe e ele fica maravilhoso) é isso, os empregados do meu pai com certeza têm mais mordomia do que eu, já sei o que vou fazer, vou voltar pra casa, quem sabe meu pai me aceita! E eu posso trabalhar pra ele como sendo um empregado, é até melhor do que passar fome e não ter pra onde ir...isso mesmo, eu vou, tchau Rio de Janeiro
(Filipe sai do Rio, e vai pra casa encontrar com sua família)
Cena V: Filipe vem andando muito cansado caindo no caminho e encontra seu pai e um dos empregado de seu pai de longe e grita seu Pai, Nílson vê aquele filho ali e sai correndo o abraçar)
(LC 15:20) -  E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou.
  (LC 15:21) -  E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e perante ti, e já não sou digno de ser chamado teu filho.
  (LC 15:22) -  Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa; e vesti-lo, e ponde-lhe um anel na mão, e alpacas nos pés;
  (LC 15:23) -  E trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos, e alegremo-nos;
  (LC 15:24) -  Porque este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a alegrar-se.
FILIPE:  (gritando) Pai...Pai....Pai...
( Musica: do filho pródigo vai ser cantada pelo Nílson e Filipe.)
NILSON:  (apavorado correndo) Meu filho você voltou, o que aconteceu? Porque está assim todo sujo e rasgado?
FILIPE:  (sem ar pra falar) ha pai, é uma longa história, eu perdi tudo e não sou digno de ser chamado teu filho, pois pequei contra o céu e perante ti e agora vim pra servi-lo como um empregado seu na fábrica, preciso de um emprego e pensei que o senhor poderia me ajudar!
NILSON:  Josélio meu empregado, traz depressa a melhor roupa que tiver lá dentro, e dê comida a ele, e põe Filipe pra descansar. (olha pro filho) vamos de volta meu filho, pra sua casa.
JOSÉLIO:  sim senhor, vou providenciar tudo o que o senhor pediu agora, e avisarei sua esposa.
FILIPE:  Pai, muito obrigado, muito obrigado mesmo, eu te amo e nunca devia ter desobedecido ao senhor.
( os três saem de cena)
Cena VI: Olavo irmão de Filipe chegando em casa escuta sua família gritando alegremente Filipe, Filipe, Filipe, e fica indignado querendo saber porque daqueles gritos e chama Josélio empregado de seu pai para perguntar.
(LC 15:25) -  E o seu filho mais velho estava no campo; e quando veio, e chegou perto de casa, ouviu a música e as danças.
  (LC 15:26) -  E, chamando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo.
  (LC 15:27) -  E ele lhe disse: Veio teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo.
  (LC 15:28) -  Mas ele se indignou, e não queria entrar.
  (LC 15:29) -  E saindo o pai, instava com ele. Mas, respondendo ele, disse ao pai: Eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos;
  (LC 15:30) -  Vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou os teus bens com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado.
  (LC 15:31) -  E ele lhe disse: Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas;
  (LC 15:32) -  Mas era justo alegrarmo-nos e folgarmos, porque este teu irmão estava morto, e reviveu; e tinha-se perdido, e achou-se.
OLAVO:  (chamando) Josélio... Josélio....
JOSÉLIO:  Fala Olavo, alguma coisa na empresa?
OLAVO:  não, só quero saber o que está acontecendo aqui em casa, porque escuto gritando o nome do meu irmão?
JOSÉLIO:  Há, porque seu irmão chegou, e esta aqui entre nos novamente.
OLAVO:  (irado com a situação) como assim?
JOSÉLIO:  Isso mesmo, e agora está rolando maior festança lá dentro, seu pai fez a festa da chegada de seu irmão.
OLAVO:  não é possível, não quero saber mais nada, eu não entro nesta casa que agora, ela  está envenenada.
JOSÉLIO:  Envenenada? Que isso? Bom, tenho mais que fazer, pode deixar que chame teu pai pra você!
(sai Josélio pra chamar Nílson, e nisto Nílson aprece alegre)
NILSON:  Meu filho, porque você está aí for, vamos entrar e comemorar a chegada de seu irmão (Nílson pega no braço do filho e Olavo rejeita) Mas o que aconteceu Olavo? Porque você está triste?
OLAVO:  Poxa pai, o senhor sabe que trabalho há anos com senhor, sem nunca te desobedecer e nem desrespeitar suas ordens, e nunca o senhor preparou um festa pra eu e meus amigos se diverti! Mas, vem o Filipe “teu filho mais novo” que desperdiçou toda herança em besteiras, e ainda o senhor prepara uma festa pra ele! E aí?
NILSON:  (consolando todo a musica – play-back ibl5 nos braços do pai) Filho, você sempre esteve comigo, e tudo que tenho é seu também, Mas achei justo festejar a chegada do teu irmão, porque seu irmão estava morto, e reviveu; e estava perdido e agora foi achado!
(entra Filipe e Ângela, e uns abraça os outros, e após os abraços entram todo elenco que agradece a plateia)
FIM...

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Confira também Thulio Moutinho no youtube

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