O BEM MAIS PRECIOSO

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O BEM MAIS PRECIOSO - Teatro Cristão Homem sem dar a mínima importância, perde o coração que simboliza o amor, o tempo passa e ele descobre que perdeu um grande tesouro e tenta recuperar o coração perdido.

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PERSONAGENS:

FONZÉCA – Por problemas pessoais despreza seu coração a ponto de jogá-lo fora.
CASERINO – Bem sucedido, mas triste, acha um coração e muda seus sentimentos.
MATRACA – Anjo enviado para os ajudar.


Ministério Profissional Atores de Cristo - Brasil - Portugal

 


NARRAÇÃO – (Música) Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama
o mundo, o amor do Pai não está nele.

CENA 1 - (Música - luz - Fonzéca no meio do palco com o coração na mão, reclama da vida)

NARRAÇÃO - Fonzéca era um homem alegre, mas por problemas pessoais se sentia amargurado, procurava emprego para pagar suas dívidas e vícios, andava triste e resolveu jogar fora seu coração e assim todo seu sentimento.

FONZECA – Aqui estou no meio da rua, no meio do nada, sem emprego, cheio de dívidas, me escondendo até de meus parentes, com um casamento falido, sem paz dentro de meu próprio lar. Não sei mais por onde andar, por onde começar. A única coisa que me falta acontecer é morrer. Chega disso tudo, estou farto. (Joga o coração fora e sai – Caserino entra e se posiciona no meio do palco)

NARRAÇÃO – Caserino tinha uma vida boa, estável, mas vivia desenfreadamente sem um objetivo, duro de coração e materialista, sentia falta de um relacionamento verdadeiro.

CASERINO – Tenho tudo, dinheiro, mulheres, um bom emprego, mas as vezes sinto falta de algo, de um verdadeiro relacionamento, sei lá, nem sei o que é isso; de uma esposa e filhos, mas pra mim isso não existe, eu sou muito duro em relação as pessoas e mesmo tendo tudo, vivo sempre triste. (Música - Sai de cena)

NARRAÇÃO – Fonzéca menosprezou seu coração e assim o jogou fora, já Caserino estava a procura de sentimentos que ele não tinha.

CENA 2 – (Música – Luz – Caserino passando acha o coração)

CASERINO – Meu Deus, o que é isso jogado aqui? Um coração! Será que alguém perdeu? Está tão mal tratado, sujo, coitado, tá batendo devagar, vou levar e cuidar dele, se aparecer seu dono eu o devolverei, afinal eu já tenho o meu. (Sai de cena)

NARRAÇÃO – Caserino levou o pobre coração abandonado, desgostoso e ferido para sua casa e cuidou dele a sua maneira, passado alguns dias, Caserino começou a se alegrar e se apaixonou pelo novo coração e começou a amolecer, seus sentimentos estava mudando e com isso deixou seu verdadeiro coração de lado.

CASERINO – Sabe que eu até estou gostando de você. Agora tá mais bonitinho, bate mais rápido, antes tava mal, muito mal, acho que era fome. Dá aqui um abraço, mas ninguém pode ver. (Sai de cena)

NARRAÇÃO – Se pelo Caserino, seus sentimentos mudavam a cada dia, pelo lado do Fonzéca a coisa só piorava. Ele se entregava ao abandono, a solidão, e isso por ter desprezado o maior bem que possuía, seu coração.

FONZÉCA – (Vendo um passarinho) Que foi passarinho? vá pousar pra lá! (Enxota o passarinho e vê uma barata) Agora eu te pego barata. (Mata a barata pisando) Eu agora tô assim, olhou pra mim, morre. Não tenho mais dó de nada. Sou capaz de fazer qualquer besteira. (Entra um homem e senta-se ao seu lado) É melhor sentar longe de mim.
MATRACA – E por que?
FONZÉCA – Porque eu estou dizendo.
MATRACA – Você se acha um injustiçado, não é?
FONZÉCA – O que você sabe de justiça, quem é você pra dizer isso?
MATRACA – Um passante. Quero te prevenir a não errar mais.
FONZÉCA – E onde estou errando? Tá me tirando!
MATRACA – Olha onde está, e sei onde poderá chegar se não parar.
FONZÉCA – Minha vida acabou, perdi emprego, mulher, filhos e até os meus sentimentos se foram.
MATRACA – Seus sentimentos não podem morrer.
FONZÉCA – Eu sabia o que era amor.
MATRACA – Você se achava um homem bom?
FONZÉCA – Antes sim, hoje não.
MATRACA – O mundo acha que sabe amar, mas o verdadeiro amor, eles não conhecem.
FONZÉCA – Mas eu amava de verdade. Amava minha esposa e meus filhos.
MATRACA – Eu sei.
FONZÉCA – Eles não me compreenderam. Hoje odeio essa palavra, amor.
MATRACA – Você nunca conheceu o amor, por isso desprezou seu coração e sem ele você não tem como restituir sua vida.
FONZÉCA – Meu coração? Eu joguei fora porque não prestava pra mais nada.
MATRACA – Seu coração é a fonte de todos os sentimentos, ele pode gerar amor e ódio, depende de você.
FONZÉCA – Então, eu preciso de um coração?
MATRACA – Com toda a certeza, sem um coração, você é apenas um homem sem vida.
FONZÉCA – Você tem um nome?
MATRACA – Matraca.
FONZÉCA – (Se levanta e vai saindo de cena) Realmente você fala muito. Eu, nesse momento, tenho ódio de tudo, mas vou procurar esse coração que não me serviu pra nada até hoje.
MATRACA – Você que pensa. (B.O)

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CENA 3 – (Música – Caserino passeando com o coração do Fonzéca)

NARRAÇÃO – Caserino passeava apaixonado com o novo coração, mas começou a incomodá-lo e a se decepcionar.

CASERINO – Coração, eu não quero me entregar de corpo e alma as pessoas não, nunca fiz isso, vá devagar, meu negócio é contigo e mais ninguém. Assim você me decepciona.

NARRAÇÃO – O coração estava amolecendo o Caserino, mas ele não se sentia bem e ficava incomodado, sempre foi um cara materialista e duro com as pessoas. Mas um dia ele se encontrou com o Fonzéca e o coração quase explodiu de alegria.

CENA 4 – (Música – Caserino sentado numa praça, entra Fonzéca e senta-se ao seu lado)

CASERINO – (O coração bate acelerado) Que isso? Para com isso! Quieto!
FONZÉCA – Tá com pulga, vá pra lá.
CASERINO – Eu não, eu tava aqui primeiro.
FONZÉCA – Então pare de ximilique.
CASERINO – Não sou eu não, é esse coração.
FONZÉCA – Coração?
CASERINO – Eu achei na rua, mas tá me dando um trabalhão.
FONZÉCA – Esse coração é meu.
CASERINO – Como seu, se ele é meu.
FONZÉCA – Eu perdi meu coração e estou a procura dele.
CASERINO – Mas deve ser outro, esse aqui é meu e eu gosto dele.
FONZÉCA – Então fica com ele. (Vai saindo, o coração pára de bater)
CASERINO – Espera. Ele parou.
FONZÉCA – (Voltando) Parou?
CASERINO – Parou logo depois que você se foi.
FONZÉCA – Posso tocar nele? (Toca e o coração volta a bater – Fonzéca se alegra)
CASERINO – Esse coração é seu. (Entra Matraca)
MATRACA – Ninguém pode ter o que é do outro, o que é seu é seu e de mais ninguém.
FONZÉCA – (Abraçando o coração) Não devia ter abandonado meu coração.
MATRACA – O que está sentindo agora?
FONZÉCA – Estou alegre, feliz, mesmo sem ter nada.
MATRACA – Você tem o mundo a seus pés quando se tem um coração voltado pra Deus, foi ele quem te deu, é teu, cuide muito bem dele. (Caserino vai saindo triste)
FONZÉCA – Meu amigo, não vá.
MATRACA – Por que está triste?
CASERINO – Eu tenho tudo, menos um coração alegre.
MATRACA – Mas eu conheço uma pessoa que pode mudar seu coração triste pra um coração alegre, ele pode transformar sua vida em alegria e dar tudo o que precisa.
CASERINO – Como assim, meu coração pode ser alegre?
MATRACA – Pode. Tudo depende do tamanho da abertura do seu coração.
CASERINO – Abrir meu coração?
MATRACA – Seu coração é o mais importante porque através dele você alcança sua salvação. Jesus disse: Eis que estou a porta, e bato. Se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo. Seu coração é sua vida, seu íntimo, sua alma, seu intelecto, seu ser, quanto mais abrir sua vida pra Deus, mais você será feliz e viverá com Ele, e Ele contigo.
CASERINO – Então vamos conversar sobre essa pessoa.
FONZÉCA – Eu também quero, preciso restituir o que perdi. (Matraca conversa - Música aumenta)

NARRAÇÃO – Deus nos deu, corpo, alma, espírito e sentimentos que provêem do coração, do nosso íntimo, do profundo de nosso ser. O que sai da boca, procede do coração, e é isso que contamina o homem. Do coração procedem maus pensamentos, assassínio, adultério, prostituição, furto, falso testemunho, blasfémia. De tudo o que tem que guardar, guarda o teu coração. Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos observem os meus caminhos. (PV.23.26)
Escrito em Setúbal – Portugal por Nan Breves nos dias 11 e 12 de Janeiro de 2010
FIM
Apoio:
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NAN BREVES

 

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