O FILHO

O FILHO - Quadro com o desenho de um soldado

O tempo é de guerra!
O filho recebeu a convocação para defender sua pátria, indo para o campo de batalha.
Ele partiu interrompendo uma vida de afinidade com seu pai.
Na guerra, sua última batalha custou-lhe a vida. Morreu salvando seu colega… O preço para salvar seu colega foi sua vida…
É uma ilustração sobre o preço que Jesus pagou pelas nossas vidas.

PERSONAGENS:
Pai:
Filho:
Amigo do filho/ Narrador:
Leiloeiro:
Jardineiro:
Figurante 1/ Comandante do Exército:
Figurante 2/ Soldado inimigo:
 

CENA 01:
PAI:    (Entra um senhor de idade, animado) Filho, venha ver nossa última aquisição para nossa coleção!!!
FILHO:    (Entra o filho, correndo e surpreso) Papai, não vá me dizer que o Senhor comprou aquele Picasso que há tantos anos esperávamos??!!
PAI:    (realizado) Sim, Filho, Eu comprei. Agora podemos dizer que temos uma coleção de quadros completa, com Picassos, Rafael, Tarsila do Amaral etc ….
(Filho e Pai sentam-se juntos e ficam admirando a obra e conversando sobre ela.)
(De repente, ouvem bater à porta.)
(O Filho levanta-se para abrir a porta.)
FILHO:    Quem está batendo?
COMANDANTE:    Abra, senhor. É urgente! Trago uma convocação extraordinária do General Costa Brava!
(FILHO abre a porta. COMANDANTE entrega um papel e o FILHO rasga e lê em voz baixa. Atônito, olha para o PAI.)
PAI:    O que foi, Filho? Anda, diga, o que aconteceu? Você está branco!
FILHO, triste:    Pai, fui convocado para guerra….
COMANDANTE:    O senhor deverá se apresentar na base das Forças Armadas até as 5h00 da tarde de hoje. Leve sua bagagem. Sentido!
O FILHO entra em forma e bate continência.
FILHO:    Pai, eu não irei…. Podem me unir de todas as formas, mas não deixarei o senhor sozinho, de forma alguma…..
PAI, firme:    Não aja assim, Filho. Não gostaria também que você fosse, mas você não pode deixar de cumprir seus deveres civis. Seja honrado e cumpra seu dever….
FILHO:    O senhor tem razão… Vou arrumar minha mala…
(Pai fica sozinho na sala, triste, murmurando preocupações.)
FILHO, triste, entra na sala, com uma mala em mãos:    Pai, devo partir agora…
PAI:    Eu sei, Filho. Apresse-se, pois em pouco tempo você deverá estar na base.
FILHO, emocionado, abraça o Pai:    Pai, Eu te amo. Jamais te esquecerei, Pai. Em breve, estarei em seus braços novamente…
PAI:    Filho, quero que saiba que também te amo, até mais do que você imagina. Você voltará são e salvo, em pouco tempo… Você será um herói desta guerra e vai salvar nosso país…
FILHO:    Eu prometo pensar no senhor todos os dias. Escreverei uma carta todas as semanas… Cuide de nossa coleção, Pai! Assim que eu chegar, irei atrás daquele Van Gogh que tanto o senhor queria…
(FILHO e PAI se abraçam demoradamente, emocionados.)
FILHO:    Adeus, Pai!
PAI:    Não diga ADEUS. Diga até BREVE!
(Filho sai.)
( O Pai fecha a porta, triste, e sai de cena também.)

CENA 02:

(Entram em cena o FILHO e um companheiro de guerra, combinando os planos da conquista, escondidos.)
(Um soldado inimigo entra sorrateiramente, sem que os companheiros o percebam.)
FILHO:    Olha, devemos ir pelo Norte para conquistarmos esta área que está desprotegida.
Temos que achar os outros imediatamente e partir rápido.
Falta apenas este cerco e se fizermos isso, ganharemos a guerr …. CUIDADO, amigo!!
(Soldado inimigo aponta a arma e atira no companheiro.)
(Filho empurra o companheiro e a bala o atinge. Soldado sai correndo.)
AMIGO:    Companheiro, você está bem?
Ande, abra os olhos…
Não é possível que você vá nos deixar agora, faltando tão pouco….
FILHO:    (com dificuldades) Meu amigo, você tem sido meu melhor amigo todos estes meses…
Mas, acho que eu já cumpri meu objetivo…
Você deve prosseguir…
Só te Peço algo:    Encontre meu Pai e lhe diga que Eu o amo…
Ficarei lhe devendo aquele quadro que tanto queria…
Não vou conseguir.
AMIGO:    Não, vai sim….. Venha!
Faça um esforço até a base. (O Amigo levanta o Filho, que com as mãos na ferida, vai se arrastando com a ajuda do Amigo)

CENA 03:

(Entra o AMIGO, vestido de civil e bate à porta, tristemente…)
PAI:    (animado) Será que é meu Filho???
Filho?! É você? (Abre a porta)
Olá, desculpe-me.
Por um instante, achei que fosse meu filho que estivesse retornando da guerra.
Sabe, a guerra acabou e achei que ele já estivesse retornando de lá..
AMIGO:    (cabisbaixo) Senhor, sou eu quem tenho de me desculpar…
Sou companheiro de guerra de seu Filho.
Não gostaria de estar aqui para lhe dizer isto…
PAI:    Dizer o quê, rapaz? Anda, prossiga…
AMIGO:    Infelizmente, seu filho morreu em combate.
Era eu quem devia ter morrido em seu lugar. Mas, ele me salvou e levou um tiro por mim… Perdoe-me!
PAI:    (triste) Meu filho!! Eu sabia que ele não ia retornar…
AMIGO:    Perdoe-me, Senhor.
A culpa foi toda minha.
Ele salvou muitas vidas nesse dia e quando menos esperava, uma bala lhe atravessou o peito, morrendo instantaneamente.
Ele falava muito do senhor e de seu amor pelas artes.
PAI:    Rapaz, pare de se culpar.
A culpa não é de ninguém…
AMIGO:    Eu sei que não é muito, e eu também não sou um grande artista, mas sei também que seu filho gostaria que o senhor recebesse isto.
(O pai abriu a tela. Era um retrato de seu filho, pintado pelo jovem soldado. Ele olhou com profunda admiração a maneira com que o soldado havia capturado a personalidade de seu filho na pintura. O pai estava tão atraído pela expressão dos olhos de seu filho, que seus próprios olhos encheram-se de lágrimas.)
PAI:    Muito obrigado!
É sublime!
Você conseguiu captar a personalidade de meu filho…
Faço questão de pagar-lhe…
AMIGO:    Não, senhor, eu nunca poderei pagar o que seu filho fez por mim!
Essa pintura é um presente.
(Os dois se abraçam. O amigo coloca-se à disposição para tudo e sai.)
(O pai colocou a tela à frente de suas grandes obras de arte. Sozinho, ele observava a pintura.)
PAI:    (emocionado) Esta é a obra mais preciosa que possuo…
(Sai de cena.)

CENA 04:

NARRADOR:    O homem morreu alguns meses mais tarde e se anunciou um leilão de todas as suas obras de arte.
Muita gente importante e influente chegou ao local, no dia e horário marcados, com grandes expectativas de comprar verdadeiras obras de arte.
Em exposição estava o retrato do filho.
LEILOEIRO:    Começaremos o leilão com o retrato “O FILHO”. Quem oferece o primeiro lance? Quanto oferecem por este quadro?
(Um grande silêncio…)
FIGURANTE 01:    Ei, queremos ver as pinturas famosas!!!
Esqueça-se desta!!!!
LEILOEIRO:    (insistindo) Alguém oferece algo por essa pintura?? R$100? R$200?…
FIGURANTE 02:    Não viemos por esta pintura, viemos por Van Gogh, Picasso…
Vamos às ofertas de verdade.
LEILOEIRO:   (já irritado) Quem leva O FILHO?
JARDINEIRO:   (humildemente)  Eu dou R$10 pela pintura, Senhor. É tudo que tenho…
LEILOEIRO:    Temos R$10! Quem dá R$20?
Começa um burburinho entre as pessoas….
LEILOEIRO: Dou-lhe uma, dou-lhe duas, vendido por R$10!!!
FIGURANTE 01:    Agora, vamos começar com a coleção, finalmente!
(Todos riem…)
LEILOEIRO:    Sinto muito, damas e cavalheiros, mas o leilão chegou ao seu final.
(Burburinho…)
FIGURANTE 02:    Mas, e as pinturas? Viemos aqui exclusivamente por elas…
LEILOEIRO:    Eu sinto muito.
Quando me chamaram para fazer o leilão, havia um segredo estipulado no testamento do antigo dono.
Não seria permitido revelar esse segredo até esse exato momento.
Somente a pintura O FILHO seria leiloada.
Aquele que a comprasse, herdaria absolutamente todas as suas posses, inclusive as famosas pinturas.
Por isso, caríssimos, sinto muito em anunciar-vos, mas o homem que comprou O FILHO fica com tudo!

MENSAGEM – Reflexão:
Jesus é o único caminho para alcançar o Pai.
Deus entregou seu único e amado filho, para morrer por nós numa cruz.
Assim, como o leiloeiro, a mensagem hoje é:    “Quem ama o Filho tem tudo com o Pai, e herdará suas riquezas.”
Deus não mente.
Ele é perfeito.
Sua palavra nos deixa os ensinamentos e as promessas para quem o ama.

 

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