O ALDEÃO CHINÊS E A SUA BÍBLIA DE DEZ PÁGINAS

Simbolo proibido, sobre uma Bíblia aberta que está spbre a bandeira da China

A peça reflete a situação de cristãos secretos no interior da China.

Por tais grupos só possuírem poucos exemplares da Bíblia, muitas vezes apenas um por igreja, ela é rasgada em blocos ou em cada livro, e as partes são distribuídas entre os irmãos, para que todos possam ler e decorar os versículos.

Nosso personagem, que vive numa província onde a circulação de Bíblias tinha sido proibida, fica com o Livro de Romanos, e, tendo sido interceptado por soldados em patrulha, precisa pregar para esses homens, utilizando apenas o fragmento que possui.
Ele vale-se da chamada “Estrada Romana”, que é um roteiro de evangelização baseado unicamente em versículos do livro de Romanos. (Essa explicação ou uma adaptação dela pode ser dada pelo apresentador da peça, a título de introdução).

A peça se presta tanto a representações com foco ou em momento missionário (culto de Missões etc.), quanto referentes ao Dia da Bíblia, e também a propósitos de cunho evangelístico.


Personagens: CRISTÃO (Chaosheng), TENENTE (Win Lu), SOLDADO 1 (Quon), SOLDADO 2 (Kun Lao) e SOLDADO 3 (Meng).

 

(Cena inicia com personagem CRISTÃO caminhando pelo cenário. Ele veste roupas humildes, como de camponês, e leva às costas uma pequena e surrada bolsa ou trouxa de pano. Aproximando-se de outra direção, vem um grupo de quatro soldados uniformizados e armados.)
SOLDADO 1:  (apontando a arma) Ei! Você aí! Pare aí!

(Parando assustado, CRISTÃO levanta as mãos, rendido, e depois as abaixa.
Os soldados o cercam, o revistam e abrem sua bolsa.
Encontram pequenas peças de roupa, uma garrafa d’água e um pedaço de algum sanduíche embrulhado num papel.
Um dos soldados bebe a água, e outro come o sanduíche.
Um deles puxa um pequeno bloco de papel impresso, bastante surrado, de umas dez páginas, representando o livro de Romanos. Começa a ler, e diz:)

SOLDADO 1:  Hum... Veja, tenente. Que livrinho estranho... Este parece ser aquele livro dos cristãos!

TENENTE:   Não pode ser, soldado.
O livro cristão possui muitas páginas.
Deixe-me ver (apanhando com truculência o livrete, e lendo).
Realmente me parece suspeito... Sim, é ele mesmo.
Você, aldeão, de onde está vindo?

CRISTÃO:   Senhor tenente, eu estava em casa de amigos, onde fui levar algumas abóboras de minha plantação, que me haviam sido encomendadas.

TENENTE:   E este livro cristão?
Não sabe que é proibido portar tal livro nesta província?
Qual o seu nome?

CRISTÃO:   Senhor militar, é apenas um pequenino trecho, veja você; e apenas para minha leitura particular.
Veja como está desgastado e sujo.
Quanto a mim, sou o menor dos chineses, e meu nome é insignificante; sou o seu servo, Chaosheng.

TENENTE:   Não importa.
O que um humilde agricultor como você faz com esse livro ocidental?
Que benefícios ele pode lhe trazer?
Que sabe sobre esse engano contrarrevolucionário?

CRISTÃO:   Venerável oficial, nada intento contra a revolução ou nossa mãe, a república chinesa; este pedaço do livro cristão é apenas para minha reflexão.
Na verdade, é um livro oriental, vindo do país chamado Israel; e este livro santo é tesouro de sabedoria e saúde para todos os homens, podendo ajudar com boas coisas e conselhos a qualquer um que o ler.

SOLDADO 3:  “Livro oriental”... Ora veja! Temos Confúcio que nos aconselha em todo bom procedimento.
Não lhe basta, aldeão?
CRISTÃO:   Camarada soldado, muito aprecio a doutrina moral de nosso antepassado Confúcio; e foi ele mesmo quem disse: “Os homens de mentalidade superior se empenham primeiro em penetrar na raiz das coisas; conseguido isto, abre-se lhes o rumo certo”.
Assim, busco estudar tudo que minhas humildes mãos alcançam; e tenho obtido sabedoria ao aprofundar-me no estudo deste livro.
Confúcio nos instrui para esta vida; no entanto, este livro fala desta e da vida vindoura, a vida eterna.

SOLDADO 2:   Esse já teve a mente corrompida pelo livro estrangeiro!
Win Lu, vamos espancá-lo ou coisa pior...
Esse porco não vale nem a ração que comerá no presídio.
TENENTE:   Quieto, Kun Lao!
Eu dou as ordens aqui.

TENENTE:   (para Cristão) Sabe, cristão... Minha avó tinha uma Bíblia.
Eu nunca a li, pois sempre soube que era um livro contrarrevolucionário.
Mas me lembro de que era um livro bem grande...
E você aí, com essas dez folhinhas, dizendo que seu livro é santo e bom e que pode nos ajudar!
Como, cão?
Diga: Como essa reles e incompreensível migalha pode conter algo de bom?

CRISTÃO:  Senhor tenente, com sua licença lhe afirmo que este livro não é contrarrevolucionário, mas ele próprio é uma revolução.
Não política, não terrena, mas nos corações dos homens.
Esse livro fez uma mudança em meu coração sombrio, e pode fazer da mesma forma no coração de todos aqui.

SOLDADO 3:    Não ouviu o tenente, traidorzinho?
Que livro, se tudo o que você tem são dez páginas amareladas?

CRISTÃO:    Pois acreditem em mim: Apenas este humilde pedaço é suficiente para comunicar os melhores conselhos que um homem poderá obter em sua vida.

SOLDADO 3:    Bah! Veja o que este traidorzinho do campo diz!
Teu livro então é maior do que o Tao Te King, o Livro das Virtudes de nosso antepassado Lao Tsé?

SOLDADO 2:   É um puxador de carroças, e amargará alguns bons anos de cadeia e fome!
Onde já se viu, um livro “revolucionário”!
Se o fosse não seria usado por norte-americanos...

CRISTÃO:   Nobre soldado, este não é um livro norte-americano, e sequer ocidental;
Conforme disse, todo ele foi redigido em Israel, no Médio Oriente, muito antes de existirem os Estados Unidos...
Nosso antepassado, o sábio Lao Tsé, falava-nos do Tao, o estado de pacificação mental e reunião na unidade.
Uma doutrina dura e fria, confusa para os humildes.
No entanto, este livro traz revelações que até uma criança pode compreender, e uma estrada segura para a salvação de nossa triste condição humana!

TENENTE:   Oh, o caipira tem conhecimentos!
Agora nos dá aulas de Geografia e de História das Religiões?
Que seja, caipira.
Pois lhe faço um desafio:
Se este livro é mesmo revolucionário “para os corações dos homens”, se este livro é sagrado, se este livro é mesmo a forma do tal Deus verdadeiro se comunicar com os homens e ajudá-los, leia-o.
Leia estas poucas folhas esfarrapadas e prove que apenas nelas há tanta sabedoria, superior mesmo a Confúcio e Lao Tsé!
Sua vida depende disso, “plantador de abóboras”.

SOLDADO 1:   Sim, camarada tenente!
Se o tal Deus existe e o livro é inspirado desde os céus, essas poucas páginas bastarão para nos convencer.
Quem sabe não larguemos até mesmo a bebida e as jogatinas (gargalha).

CRISTÃO:    Nobres senhores, com prazer lhes apresentarei, humildemente, o pouco conteúdo que possuo aqui, da Palavra de Deus.
No entanto, rogo que me permitam fazer uma breve oração, para pedir a Deus que me ilumine.

SOLDADO 2:    Hahaha! Pois faça, velhaco!
Mas faça sua reza em voz baixa.
Melhor, reze em silêncio!

(O Cristão abaixa a cabeça, chega as folhas da Bíblia ao peito e ora em silêncio por alguns segundos. Antes que ele acabe, um dos guardas [SOLDADO 1] lhe dá um pontapé no traseiro, dizendo):

SOLDADO 1:   Como é, cristão? Já basta.
CRISTÃO:   Veneráveis amigos, antes de iniciar, lhes recordo que possuo apenas uma muito pequena parte do Livro Santo.
No entanto, já a li bastante e com grande proveito, e creio que, pela graça de Deus, posso compartilhar seu maravilhoso plano para socorro dos homens a partir destas humildes páginas.
A Bíblia foi escrita ao longo de milênios, por mais de trinta autores diferentes, muitos dos quais sequer sabiam uns dos outros.
Seu conjunto é composto por 66 livros que, uma vez reunidos, formaram um todo harmonioso e coeso.
Este fragmento que possuo é o livro de Romanos.
Trata-se de um tipo de carta que um grande autor cristão enviou para o povo da antiga Roma imperial.
Comecemos por este trecho, em Romanos 1.20,21.
Tais numerações referem-se às divisões inseridas no texto, sendo a primeira referente ao capítulo e a segunda ao versículo, para que se possa melhor memorizar e estudar as escrituras (sendo bruscamente interrompido)
SOLDADO 2:    Pare de nos enfadar com explicações e leia o maldito livro!
CRISTÃO:    Mil perdões, honorável soldado. Lerei e lhes mostrarei: (Lê o trecho):

“Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder como a sua divindade, se entendem e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu.” Amigos, aqui a Bíblia diz que o Deus criador de todas as coisas pode ser percebido nas maravilhas da sua criação; no entanto, muitos homens e povos endurecem seus corações contra este conhecimento, e voltam as costas ao Deus verdadeiro.
Perdem-se em vãs especulações!
Antes de tudo, precisamos reconhecer que Deus é o Criador de tudo e aceitar nossa posição humilde na ordem e propósito criados por Ele.

SOLDADO 3: - Realmente o Universo é maravilhoso, e talvez tenha sido criado por algum ser superior...

SOLDADO 1: - Veja o que o soldado Meng diz, tenente!
TENENTE: - Quieto, Quon! Deixemos o aldeão expor sua doutrina; isso nunca lhe intrigou?
Quem sabe realmente não tenhamos sido criados por alguma inteligência maior, assim como foram criados os objetos como nossos casacos e nossos fuzis, e tudo o que fazem os homens?
De mais a mais, comporte-se à altura de um investigador.
Lembre-se do que nos diz o Livro Vermelho de Mao Tsé-Tung: “As conclusões extraem-se do fim da investigação e não no seu começo. Apenas os tolos se lançam, sós ou em grupo, na tortura mental de encontrar uma solução, de descobrir uma ideia, sem proceder a investigações.”

CRISTÃO: - Sábias palavras pronunciaste, honorável tenente. Continuarei, com vossa licença, senhores. Lerei agora o trecho de Romanos 3.23: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.” Amigos, isto muito importante:
Nossos primeiros pais pecaram contra Deus, causando a separação entre nossa espécie e o Criador.
Somos herdeiros de uma condenação.
Situação terrível em que fomos lançados!
Sabemos que há um Deus pelo que vemos na natureza, mas nós mesmos o afastamos, e temos por isso vivido num mundo de dores e trabalhos, sem poder jamais vê-lo realmente!
Mas como nos achegaremos novamente a Ele, como sermos perdoados?

Leiamos este trecho, um pouco adiante, aqui em Romanos 5.8:
“Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.”
Queridos camaradas militares, não podíamos pagar a dívida feita ou contraída; e não podendo fugir de diante do Deus de todas as coisas, aguardávamos tristemente nosso castigo final.
Mas este mesmo Deus, vendo nossa impossibilidade de pagar a dívida, movido de grande amor enviou seu próprio Filho, Jesus, para pagar essa dívida em nosso lugar.
Coisa fabulosa foi isto, camaradas!
Um homem sem pecado algum foi morto para que nós, grandes pecadores, pudéssemos ser aceitos por Deus.

SOLDADO 3:   Ora, então é isso que o tal Jesus dos cristãos fez, morreu por todos nós?
Um deus que morre pelos fiéis... Não deveria ser o contrário?
E de mais a mais, como isso é possível: Sendo ele um só, pagar por todos?

CRISTÃO:  Amigos, lembram que lhes falei que, pelo pecado de nosso pai, o primeiro homem, fomos separados de Deus, pois o erro dele passou em herança para todos nós?
Pois se o pecado entrou no mundo por um único homem, da mesma forma o preço do pecado foi pago por um único homem!
O que não tinha pecados quebrou a cadeia de causa e efeito dos pecados, a roda a que estávamos presos.

TENENTE:   A roda, você diz... Como samsara, a roda das reencarnações a que os budistas dizem estarmos todos aprisionados?

CRISTÃO:   Honrado tenente, não se trata da mesma coisa, embora o mecanismo possa ser algo parecido.
No entanto, Buda diz, assim como o fazem todas as demais religiões dos homens, que podemos nos libertar por nosso próprio esforço; no entanto, o amigo percebe como, ao invés disso, mais e mais pessoas nascem neste mundo miserável, e tornam-se reféns da pobreza, da opressão, e da falta de sentido?
Se Buda estivesse certo, deveríamos ver se multiplicar o número de iluminados – mas miseravelmente é o contrário o que ocorre!
E tudo isso, camaradas, está bem diante de nossos olhos!

TENENTE:  Especulações interessantes, senhor aldeão, mas muito difíceis de acreditar.
No entanto, continue o seu relato...

CRISTÃO:  Lerei agora o trecho de Romanos, 6.3: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor."
Vejam, amigos, esta ao mesmo tempo terrível e maravilhosa notícia!
É dela que este livro, tanto essa humilde porção como o exemplar completo, trata!
Se estávamos condenados à morte pelo pecado, o prêmio que recebemos pelo sacrifício do melhor dos homens, Jesus o filho de Deus, nos traz a cura contra a morte, e nos oferece uma vida eterna de paz e amizade com Deus.
E tudo isso, vejam vocês, é dom de Deus, ou seja, um presente que nada nos custa!
Isso é salvação!

SOLDADO 2:  (Gargalhando) Ora vejam! Então é fácil assim?!
Pois onde está essa tal salvação?
Vamos, me dê um pouco.
Quero ver o tal Deus e quero descansar de minha dura rotina militar.
Minhas botas me matam! (sapateia, enquanto aponta para os pés)

CRISTÃO:  A resposta a esta questão, venerável soldado, está neste trecho do livro, em Romanos 10.9,10:
“Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para justiça, e com a boca se confessa a respeito da salvação.”
Amigos, a salvação é oferecida para todos aqueles que nela crerem, ou melhor, crerem naquele que a proporcionou, Jesus Cristo, a ponte que nos religa ao Deus que tudo fez.

TENENTE:  Explique melhor sua doutrina, cidadão.
Então é simples assim?
E os rituais, e as penitências, e os sacrifícios a que é preciso submeter-se para alcançarmos tal beatitude?
E os ancestrais, não é preciso lhes tributar oferendas e sacrifícios?
Que pede este Deus de nós, para nos dar esta tal salvação?

SOLDADO 3:   Sim, camarada tenente; na instrução militar, quando estudamos o venerável Sun Tzu e sua Arte da Guerra, nos é ensinado que “a vitória está reservada para aqueles que estão dispostos a pagar o preço”.
Que preço paga você em honra a esse teu grande Deus salvador, aldeão?

CRISTÃO:   Honorável camarada tenente, honorável companheiro soldado, aí é que está a maravilha!
Basta apenas crer nesse mesmo Jesus, pois o preço já foi pago, como lhes disse.
Trata-se de um presente.
Os senhores jamais terão recebido presentes?
Os outros deuses exigem que nos sacrifiquemos, e mesmo sacrifiquemos a outros, por eles; outros elaboram rituais de purificação severos e falam até em reencarnações quase infinitas até nos livrarmos deste mundo de dores; mas este, o Deus verdadeiro, Ele mesmo se sacrifica por amor a nós!
Em Romanos 10.13 lemos palavras que são como ouro: “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.”
Deus nada requer do homem, senão fé e obediência.
Mas, se tropeçarmos em nosso esforço para obedecê-lo, não somos massacrados: Arrependendo-nos do erro, Ele é misericordioso para nos perdoar e renovar nossas forças.

SOLDADO 1:   Se esse Jesus morreu por nós, para nos salvar, ele mesmo se perdeu?

CRISTÃO:  De maneira nenhuma, venerável camarada.
Esse mesmo Jesus, o campeão do amor que se ofereceu por nós, foi morto pregado numa cruz, mas dentro de três dias ressuscitou, vencendo a morte!
E ao ressurgir subiu aos céus, onde reina e aguarda o fim e a consumação de todas as coisas, quando Ele se reunirá com os que nele creram, para uma vida eterna de gozo e alegria.
Gozo e alegria que então serão perfeitas, quando teremos novos céus e nova terra, onde a dor e a lágrima não mais existirão.
Infelizmente, aqueles que não crerem em tão gracioso presente, em tão favorável dádiva, continuarão reféns da morte aqui e no além, e serão por fim lançados em castigos eternos...
Sim, pois somos seres eternos; após nossa morte física, haverá um juízo, pois “o salário do pecado é a morte”.

SOLDADO 1:  Ora! Então serei lançado em castigos por não crer em Jesus?
Pois lançaremos a você, seu tolo, na cadeia, e veremos se esse Jesus vem lhe resgatar!

CRISTÃO:   Amigos, vejam que não desejo o mal de nenhum de vocês, e rogo que não me prendam sem que eu nada de grave tenha feito; apenas lhes comunico a verdade como a aprendi, e a ofereço a vocês, que a solicitaram.
Ofereço como a amigos, a informação que pode mudar suas vidas aqui e na eternidade.

TENENTE:  Ancião, confesso que até aqui não vejo em quê sua doutrina seja ofensiva ou contrarrevolucionária.
No entanto, fico cada vez mais curioso com este livro “proibido”... Continue a leitura.

CRISTÃO:   Venerável tenente, realmente este livro, a Bíblia, é o livro dos livros, e a maior fonte de sabedoria universal!
Não em vão é o livro mais impresso e vendido em todo o mundo, mais até que o Livro Vermelho de Mao.
No entanto, eu tenho apenas este humilde trecho, e não há muito mais que lhes explicar aqui.
Convido os amigos militares a buscarem aprender mais dessa boa doutrina, e se achegarem a este Deus de amor, como não há nenhum outro, em nenhuma das religiões dos homens.
Em Romanos 11.36, temos que:
“Porque dele e por meio dele e para ele são todas as cousas. A ele, pois, a glória eternamente.”

TENENTE:  Não pensei jamais que esse livro falasse sobre coisas tais; sempre acreditei que era um livro maligno, criado no Ocidente com o objetivo perverter os povos.
No entanto, nesses poucos trechos que nos leste e nos explicaste, vejo apenas uma mensagem de esperança.
Tal mensagem está mesmo presente nas outras partes faltantes deste livro?

CRISTÃO:  Sim, honorável amigo; infelizmente sou um humilde camponês e a muito custo obtive este trecho; mas já tive a oportunidade de ler ou ouvir boa parte da Bíblia, e é um livro magnífico, como nenhum outro.
Recomendo que o venerável tenente, se não lhe for ofensivo, busque adquirir um desses livros, para sua leitura e reflexão.
Sua mensagem jamais se esgota; a cada dia, o próprio Deus revela novas verdades àquele que se entrega com fé e humildade à leitura de seu livro.

SOLDADO 1:  Veja, tenente, além de portar tal livro, ele ainda recomenda que o adquiramos!
Vamos prendê-lo afinal ou não, senhor?

TENENTE:  Soldado, por acaso você ouviu alguma coisa que lhe ofendeu?
Algo que lhe inspirou a praticar o mal, ou a insurgir-se contra o Partido?
Não foi somente uma mensagem de vida e esperança o que ouvimos aqui?
SOLDADO 2:  Senhor, realmente. Eu temia dizer, mas agora que vejo que o senhor pensa assim, afirmo que também conhecia um pouco deste livro, mas agora a sua mensagem me pareceu bem mais clara...
Também gostei muito do que ouvi; peço humildemente perdão ao senhor agricultor pelas ofensas e maus tratos (faz a mesura tradicional chinesa – juntando as mãos e abaixando o tronco)

SOLDADO 3:  Camaradas, confesso também que tais palavras me pareceram claras e de boa saúde.
Vejo humildemente que tal sabedoria não nos trouxe ofensa, mas ao contrário, deixou-me também com vontade de aprender mais...
Quem sabe possamos convidar este aldeão num outro dia para nos expor melhor a sabedoria deste livro?

TENENTE:  Sim, nobre camarada Meng. Mas a hora é avançada e precisamos retornar ao posto de controle.
Deixemos ir a este humilde camponês.
(Dirigindo-se ao CRISTÃO:) Senhor, sabe que não deve portar tal livro em público, pois em nossa província ele é proibido de circular, e somos aqui os guardiões da lei.
Portanto, doravante tenha cuidado ao andar com seu livro; embora seja dito em sua defesa que o que você possui é apenas um pequeno fragmento.
Sua palavra nos foi agradável; como um mestre ancião, humildemente nos expôs palavras de vida, superiores talvez às de Confúcio e Lao Tsé.
Vá em paz, e que esse Deus de que fala possa lhe proteger e abençoar, e também a nós.
Confesso que espero algum dia poder ler esse misterioso mas desejável livro, e saber mais desse fascinante herói chamado Jesus, “o campeão do amor” que, se morreu para a salvação de todos os homens, me parece ser o maior herói que já viveu, e realmente o filho de Deus.

Caem os panos.

NARRADOR EM OFF:  E você, espectador: É capaz de pregar a palavra a um descrente a partir de um pequeno trecho das Escrituras?
Porventura você já maneja bem a palavra da verdade?

E quando vier a verdadeira perseguição, estará pronto para não silenciar, mas sofrer a ofensa enquanto fala daquilo em que crê?

E se você, espectador, não é ainda um dos discípulos de Jesus: O que está esperando?
Somente Ele, que morreu por você, tem as palavras de vida eterna, vida eterna que Ele deseja lhe dar como presente. Pois o preço já foi pago.
Você aceita?

FIM

 

Site do autor - Veredas Missionárias – www.veredasmissionarias.blogspot.com

Autores: 
Estilos: 
nº de personagens: