HISTÓRIA DE NATAL

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Presépio

A história de natal começa antes...

O povo era muito explorado como sempre, precisavam trabalhar muito para pagar os altos impostos.

Precisavam obedecer aos reis e governadores, aos fariseus e aos escribas que governavam junto com os romanos, mas este povo humilhado e trabalhador tinha esperança.

(PS. Temos outra peça com o mesmo nome, História de Natal)

 
PERSONAGENS: Narrador, anjo Gabriel, Maria e José, três pastores, três viajantes, Herodes, soldados.
NARRADOR: A história de natal não começa com o nascimento de Jesus, mas muitos anos antes. Começa com a história do povo pobre em Israel. Muitos anos antes de Jesus nascer os romanos, um povo estrangeiro forte e rico, invadira a terra do povo de Israel. Parecia haver um grande progresso. Os reis mantinham a ordem e faziam grandes festas. Os publicanos cobravam os impostos que mantinha esse reinado conivente e a opressão estrangeira. Os sacerdotes falavam palavras bonitas no templo. Tudo parecia estar em ordem.
Mas por baixo de tudo isso o povo era muito explorado. Como sempre, precisavam trabalhar muito para pagar os altos impostos. Precisavam obedecer aos reis e governadores, aos fariseus e aos escribas que governavam junto com os romanos.
Mas este povo humilhado e trabalhador tinha esperança. Eles sabiam que viria alguém que lhes daria vez. Que lhes tiraria dessa opressão. E assim, um dia, uma moça de nome Maria, que era noiva do carpinteiro José num lugarzinho chamado Nazaré, recebeu uma visita muito importante.
 
GABRIEL: Maria! Maria!
MARIA : (toma um susto muito grande) Aíii!! Quem é você? O que está fazendo no meu quarto?
GABRIEL: Acalma-te Maria! Você foi a escolhida por Deus.
MARIA : Escolhida por Deus! Mas quem é você?
GABRIEL: Eu sou o Mensageiro de Deus. Meu nome é Gabriel.
MARIA : (assustada) De Deus!? O que quer dizer isso? Fiz alguma coisa de errado?
GABRIEL: Não Maria! Acalma-te! Deus te escolheu!
MARIA : Deus me escolheu? me escolheu para o quê? Não estou entendendo nada.
GABRIEL: Já te explico. Tu vais ter um filho. E colocarás nele o nome de Jesus. Ele vai ser muito grande no meio do povo. Vai ser chamado de Filho do Altíssimo e vai governar com o povo. E o seu governo não terá fim.
MARIA : Mas isso não vai ser possível. Eu não sou casada e não tive relacionamento com nenhum homem.
GABRIEL: Já te explico: O Espírito de Deus vai descer sobre você. Por isso o filho que irá nascer não será qualquer um. Ele será chamado Filho de Deus. Porque para Deus não há nada impossível. Quando ele promete alguma coisa, ele vai cumprir. Ele prometeu salvar o povo da escuridão, da opressão. Agora Deus vai fazer isso.
MARIA: (anda de um lado para outro) Não entendo bem as tuas palavras. Mas se Deus quer isso ... que se faça comigo como Deus quer.
GABRIEL: Assim será. (sai)
NARRADOR: Maria ficou esperando o nascimento do seu filho. E durante esse tempo entendeu o que estava acontecendo contigo. Ela teria que passar por uma vergonha muito grande, deveria ser mãe solteira. Coisa que o povo daquela época não aceitava. Mas ela entendia que havia um projeto muito grande de Deus por trás de tudo isso e que alguém teria que passar por tudo isso. Por isso assumiu o sofrimento, pois desta vez o sofrimento iria trazer a salvação e a libertação. E não só para ela, mas para todo o povo esquecido e humilhado.
MARIA: Eu estou muito alegre por Deus ter se lembrado de mim. Eu que sou uma pessoa simples e pobre. Sou gente do povo. Deus fez grandes coisas em mim. Por isso sou abençoada. Ele mostra a sua bondade no meu sofrimento. Com mão poderosa destrói os planos dos orgulhosos. Derruba gente grande e forte e dá força aos pequenos e fracos. Deus está cumprindo a sua promessa de ajudar o seu povo.
JOSÉ: (entra todo alegre) Oh Maria! Oh Maria! Você sabe o que aquela nossa ovelha; aquela que estamos engordando para o nosso casamento está fazendo . . . Ei Maria! Você está me ouvindo? O que está acontecendo Maria? Você está muito esquisita. O que foi que te aconteceu?
MARIA: É José a gente precisa conversar. Senta aqui do meu lado que eu preciso te falar.
JOSÉ: (vai e se senta ao lado de Maria) O que está acontecendo contigo Maria? Alguém fez algo de mal contigo? Eu pego quem fez isso contigo (fica irritado).
MARIA: Não. Não é nada disso. Fica quieto e me escuta. Você gosta de mim?
JOSÉ: Mas claro Maria. Então é isso! Você está em dúvida a respeito do meu amor?
MARIA: Não, não é isso. Mas é muito importante para que você possa entender a minha situação.
JOSÉ: Sua situação? Mas que situação? Diga logo o que está acontecendo Maria?
MARIA: É que eu estou grávida (fala em voz baixa).
JOSÉ: Grávida!? (dá um salto). Mas que estória é essa Maria? Andou me traindo é?
MARIA: Não José. Veio um anjo me avisar de que ficaria grávida pelo Espírito Santo. E que o filho que viria a nascer seria chamado de Filho de Deus.
JOSÉ: (José caminha de um lado para outro nervosamente). Anjo do Senhor . . . Filho de Deus . . . Você acha que eu sou algum boboca. Você pensa que vou acreditar nessa história que você inventou. Quem vai acreditar nisso.
MARIA: Você também é um cabeça dura, não entende nada (sai chorando).
JOSÉ: Vai. Vai chorar no teu quarto. Mulheres! Quem entende elas . . . Anjo do Senhor . . . Depois é eu que sou o cabeça dura, que não entende nada. O que você faria no meu lugar? (apontar em direção do público). Não adianta esquentar mais ainda a minha cabeça. Amanhã cedo quero ter uma conversa muito séria com Maria. Ela vai ter que me explicar melhor essa história. Vou tentar dormir um pouco (arruma a sua cama e se deita no chão. Se coloca um fundo musical durante um tempo).
ANJO: (escondido; dando a entender que seja no sono de José). José, filho de Davi, não tenha medo de receber Maria como tua legítima esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho e você lhe dará o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos pecados.
JOSÉ: (acorda bem lentamente). Mas que sonho estranho. Mas não parecia ser um sonho. Parecia ser muito real. Mas espere, aí! Então era verdade o que Maria me disse! Como eu fui injusto com ela. Vou agora mesmo pedir desculpas para ela. (Chama por Maria). Maria! Maria!
MARIA: (responde por detrás das cortinas; dando a entender que estivesse no quarto). O que é que você quer? Me deixe dormir.
JOSÉ: Maria. Eu gostaria que você desculpasse a minha grosseria. (A Maria entra no recinto) O anjo do Senhor também veio para mim e me falou em sonho. Agora entendo o grande compromisso que tens pela frente.
MARIA: Tudo bem José. Eu te perdoo. Ainda bem que conseguiste entender.
JOSÉ: Ainda mais agora que temos que fazer uma grande viagem juntos.
MARIA: Viagem! Que viagem José?
JOSÉ: É que quando estava voltando da oficina encontrei com uns homens do governo e guardas do Templo, ameaçando-nos com cadeia se não formos a Belém nos apresentar. É que o governo quer contar todas as pessoas para saber direitinho quantas pessoas tem, para melhor poder cobrar os impostos. Precisamos ir de qualquer jeito . . . Vamos amanhã cedo logo. Vai lá e arrume as nossas coisinhas para que possamos sair bem cedinho.
MARIA: Está bem José. Já que não tem outro jeito. Melhor sairmos o quanto antes.
NARRADOR: Os dois viajaram vários dias. E chegando em Belém não havia mais lugar para eles e tiveram que passar a noite num curral. Nesta noite nasceu o menino. Maria o deitou no cocho de dar comida para os bois. Isso foi a cama do bebê.
Ninguém sabia que lá estava nascendo o Salvador, mas Deus mandou os anjos avisarem que Jesus tinha chegado no mundo. E os anjos foram primeiro aos mais pobres. Foram os pastores de ovelhas que primeiro ficaram sabendo da boa notícia do nascimento do nosso Salvador.
 
CENA DOS PASTORES
2º PASTOR: (entra junto com os outros dois). Mas que dia. Como estou cansado hoje.
1º PASTOR: Eu também estou muito cansado. Vou acender o fogo para que a janta possa sair logo, e, assim, possamos dormir mais cedo.
3º PASTOR: A gente trabalha tanto. Até altas horas da noite. E o patrão não nos quer pagar quase nada. Que vida esta nossa!
2º PASTOR: É amigo, mas eu tenho muita esperança de logo conseguirmos melhorar de vida.
1º PASTOR: Vamos parar com esse papo e vamos tentar dormir um pouco, pois amanhã vai ser outro dia muito duro.
2º e 3º PASTOR: Vamos. (Se deitam e logo se põe uma música de fundo dando a entender que já estão dormindo).
ANJO: Oi pastores (eles se assustam; indo parar no outro canto). Não tenham medo. Estou aqui para trazer uma boa notícia para vocês e ela será motivo de muita alegria, também para todo o povo. Hoje na cidade de Davi nasceu o Salvador de vocês -- o Messias, o Senhor. Esta será a prova: Vocês encontrarão uma criancinha enrolada em panos e deitada num cocho de um curral ( o anjo sai de cena).
1º PASTOR: Quase não dá para acreditar. Nós, os mais pobres, os mais esquecidos entre os homens, fomos avisados por um anjo de Deus que Jesus nasceu aqui pertinho de nós.
2º PASTOR: E logo onde ele foi nascer. Em Belém num curral. Só vendo para poder acreditar.
3º PASTOR: É . . . Acho que isso quer dizer que agora as coisas vão mudar. Vão mudar para melhor. Acho até que o mundo não vai mais ser o mesmo depois desta noite.
1º PASTOR: Vamos deixar de conversa e vamos ver este menino. Vamos levar também alguns presentes. Não muito, pois quase não temos nada para nós mesmos. Se a gente levar muito o patrão é capaz de desconfiar.
 
CENA DOS VIAJANTES DO ORIENTE
NARRADOR: Muito interessante foi também o que aconteceu com os três viajantes estrangeiros, que vinham com seus camelos por aquelas bandas. Eles disseram que vinham atrás de uma grande estrela que lhes mostrava o caminho. E sabiam que esta estrela só aparecia quando nascia um grande rei. Como queriam conhecer o novo rei e não sabiam onde encontrá-lo foram até Herodes para se informar.
1º VIAJANTE: Rei Herodes! Ficamos sabendo que nasceu em seu País um grande rei. Queremos adorá-lo. Vossa Majestade sabe nos dizer onde podemos encontrar este rei? Não foi, por uma acaso aqui em sua casa que ele nasceu?
2º VIAJANTE: Uma grande estrela nos guiou até aqui, mas não sabemos o lugar exato onde a criança se encontra. Queremos cumprimentá-la pelo seu nascimento.
HERODES: Outro rei! Que estória é essa? Eu sou o único rei daqui. E na minha casa não nasceu nenhuma criança! Eu não sei de nenhum outro rei e, além do mais, eu sou o único rei daqui.
3º VIAJANTE: Já que Vossa Majestade não sabe, nós vamos continuar procurando. Até logo e com licença.
HERODES: Esperem! Ouvi falar que os judeus esperam o nascimento de um rei. E os profetas deles dizem que vai nascer em Belém. Será que nasce alguém por lá? E os loucos acham que é o rei deles! Vão lá. Vejam se é lá mesmo e me digam, pois também quero visitar e conhecer o novo rei. Podem ir e não esqueçam de me avisar.
 
CENA DA ENTRADA DOS PASTORES E VIAJANTES
(No palco: Maria e José com a criança na manjedoura. No corredor vem vindo os três pastores).
 
2º PASTOR: Será que é naquele curral que nasceu o nosso Salvador?
1º PASTOR: Vamos lá ver.
JOSÉ: Sim.
3º PASTOR: (Bate palmas. José vai atender). Nasceu aqui a criança que vai ser o nosso Salvador?
JOSÉ: Mas claro! Entrem. ( Os pastores entram, se ajoelham, ficando assim por um tempo. Ter um fundo musical neste tempo. Depois cada pastor entrega o seu presente, podendo falar algumas palavras em cada momento).
NARRADOR: Assim os mais humildes prestaram a sua homenagem ao menino Jesus, nosso Senhor e Salvador. Mas também os Sábios, os Viajantes do Oriente, que já haviam procurado em todos os lugares estão se aproximando. (Enquanto o narrador fala os pastores se colocam na parte do fundo da estrebaria e de frente para o público. Os viajantes vão entrando e conversando entre si).
 
3º VIAJANTE: O rei Herodes deve ter se enganado, pois já rodamos a cidade toda e ainda não encontramos nada.
1º VIAJANTE: É parece que ninguém sabe nada sobre o pequeno rei que nasceu.
2º VIAJANTE: Ei vejam. A estrela parou sobre aquele curral. Será que o rei nasceu num curral?
1º VIAJANTE: Bom para descobrir temos que ir lá e ver! Vamos lá?
Todos: Vamos (Chegam perto do palco. Um bate palmas. José vem atender).
JOSÉ: Sem. O que vocês querem?
2º VIAJANTE: Nasceu aqui uma criança?
JOSÉ: Sim.
3º VIAJANTE: Então foi aqui que nasceu o rei. Podemos entrar e adorá-lo?
JOSÉ: Mas claro que sim. Entrem e fiquem à vontade. (Os três viajantes entram e se ajoelham perto da manjedoura. Ficam em silêncio, como se estivessem orando. Pode-se colocar um fundo musical).
2º VIAJANTE: Nós também trouxemos alguns presentes. Eu trouxe um pouco de ouro, para que vocês tenham dinheiro para comprar o que falta para o nosso rei.
1º VIAJANTE: E eu trouxe esses perfumes para que possam deixá-lo sempre perfumado.
3º VIAJANTE: E eu trouxe essas roupas para que possas vestir bem a criancinha (José e Maria a cada momento agradecem pelos presentes recebidos).
2º VIAJANTE: Foi uma honra muito grande podermos ver e adorar o nosso Salvador. Mas agora temos que ir embora, pois temos um caminho muito grande pela frente. (Se despedem de todos, também dos pastores, e saem. Já do lado de fora; no corredor).
1º VIAJANTE: E o rei Herodes? Não vamos passar na sua casa avisando onde está a criança?
3º VIAJANTE: Acho melhor não! Eu senti muita maldade no Herodes. E ele pode querer fazer alguma maldade com a criança.
2º VIAJANTE: Vamos voltar por outro caminho então.
TODOS: Vamos (saem).
NARRADOR:
Hino(Todos os participantes no palco).
PERSONAGENS: Narrador, anjo Gabriel, Maria e José, três pastores, três viajantes, Herodes, soldados.
NARRADOR: A história de natal não começa com o nascimento de Jesus, mas muitos anos antes. Começa com a história do povo pobre em Israel. Muitos anos antes de Jesus nascer os romanos, um povo estrangeiro forte e rico, invadira a terra do povo de Israel. Parecia haver um grande progresso. Os reis mantinham a ordem e faziam grandes festas. Os publicanos cobravam os impostos que mantinha esse reinado conivente e a opressão estrangeira. Os sacerdotes falavam palavras bonitas no templo. Tudo parecia estar em ordem.
Mas por baixo de tudo isso o povo era muito explorado. Como sempre, precisavam trabalhar muito para pagar os altos impostos. Precisavam obedecer aos reis e governadores, aos fariseus e aos escribas que governavam junto com os romanos.
Mas este povo humilhado e trabalhador tinha esperança. Eles sabiam que viria alguém que lhes daria vez. Que lhes tiraria dessa opressão. E assim, um dia, uma moça de nome Maria, que era noiva do carpinteiro José num lugarzinho chamado Nazaré, recebeu uma visita muito importante.
 
GABRIEL: Maria! Maria!
MARIA : (toma um susto muito grande) Aíii!! Quem é você? O que está fazendo no meu quarto?
GABRIEL: Acalma-te Maria! Você foi a escolhida por Deus.
MARIA : Escolhida por Deus! Mas quem é você?
GABRIEL: Eu sou o Mensageiro de Deus. Meu nome é Gabriel.
MARIA : (assustada) De Deus!? O que quer dizer isso? Fiz alguma coisa de errado?
GABRIEL: Não Maria! Acalma-te! Deus te escolheu!
MARIA : Deus me escolheu? me escolheu para o quê? Não estou entendendo nada.
GABRIEL: Já te explico. Tu vais ter um filho. E colocarás nele o nome de Jesus. Ele vai ser muito grande no meio do povo. Vai ser chamado de Filho do Altíssimo e vai governar com o povo. E o seu governo não terá fim.
MARIA : Mas isso não vai ser possível. Eu não sou casada e não tive relacionamento com nenhum homem.
GABRIEL: Já te explico: O Espírito de Deus vai descer sobre você. Por isso o filho que irá nascer não será qualquer um. Ele será chamado Filho de Deus. Porque para Deus não há nada impossível. Quando ele promete alguma coisa, ele vai cumprir. Ele prometeu salvar o povo da escuridão, da opressão. Agora Deus vai fazer isso.
MARIA: (anda de um lado para outro) Não entendo bem as tuas palavras. Mas se Deus quer isso ... que se faça comigo como Deus quer.
GABRIEL: Assim será. (sai)
NARRADOR: Maria ficou esperando o nascimento do seu filho. E durante esse tempo entendeu o que estava acontecendo contigo. Ela teria que passar por uma vergonha muito grande, deveria ser mãe solteira. Coisa que o povo daquela época não aceitava. Mas ela entendia que havia um projeto muito grande de Deus por trás de tudo isso e que alguém teria que passar por tudo isso. Por isso assumiu o sofrimento, pois desta vez o sofrimento iria trazer a salvação e a libertação. E não só para ela, mas para todo o povo esquecido e humilhado.
MARIA: Eu estou muito alegre por Deus ter se lembrado de mim. Eu que sou uma pessoa simples e pobre. Sou gente do povo. Deus fez grandes coisas em mim. Por isso sou abençoada. Ele mostra a sua bondade no meu sofrimento. Com mão poderosa destrói os planos dos orgulhosos. Derruba gente grande e forte e dá força aos pequenos e fracos. Deus está cumprindo a sua promessa de ajudar o seu povo.
JOSÉ: (entra todo alegre) Oh Maria! Oh Maria! Você sabe o que aquela nossa ovelha; aquela que estamos engordando para o nosso casamento está fazendo . . . Ei Maria! Você está me ouvindo? O que está acontecendo Maria? Você está muito esquisita. O que foi que te aconteceu?
MARIA: É José a gente precisa conversar. Senta aqui do meu lado que eu preciso te falar.
JOSÉ: (vai e se senta ao lado de Maria) O que está acontecendo contigo Maria? Alguém fez algo de mal contigo? Eu pego quem fez isso contigo (fica irritado).
MARIA: Não. Não é nada disso. Fica quieto e me escuta. Você gosta de mim?
JOSÉ: Mas claro Maria. Então é isso! Você está em dúvida a respeito do meu amor?
MARIA: Não, não é isso. Mas é muito importante para que você possa entender a minha situação.
JOSÉ: Sua situação? Mas que situação? Diga logo o que está acontecendo Maria?
MARIA: É que eu estou grávida (fala em voz baixa).
JOSÉ: Grávida!? (dá um salto). Mas que estória é essa Maria? Andou me traindo é?
MARIA: Não José. Veio um anjo me avisar de que ficaria grávida pelo Espírito Santo. E que o filho que viria a nascer seria chamado de Filho de Deus.
JOSÉ: (José caminha de um lado para outro nervosamente). Anjo do Senhor . . . Filho de Deus . . . Você acha que eu sou algum boboca. Você pensa que vou acreditar nessa história que você inventou. Quem vai acreditar nisso.
MARIA: Você também é um cabeça dura, não entende nada (sai chorando).
JOSÉ: Vai. Vai chorar no teu quarto. Mulheres! Quem entende elas . . . Anjo do Senhor . . . Depois é eu que sou o cabeça dura, que não entende nada. O que você faria no meu lugar? (apontar em direção do público). Não adianta esquentar mais ainda a minha cabeça. Amanhã cedo quero ter uma conversa muito séria com Maria. Ela vai ter que me explicar melhor essa história. Vou tentar dormir um pouco (arruma a sua cama e se deita no chão. Se coloca um fundo musical durante um tempo).
ANJO: (escondido; dando a entender que seja no sono de José). José, filho de Davi, não tenha medo de receber Maria como tua legítima esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho e você lhe dará o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos pecados.
JOSÉ: (acorda bem lentamente). Mas que sonho estranho. Mas não parecia ser um sonho. Parecia ser muito real. Mas espere, aí! Então era verdade o que Maria me disse! Como eu fui injusto com ela. Vou agora mesmo pedir desculpas para ela. (Chama por Maria). Maria! Maria!
MARIA: (responde por detrás das cortinas; dando a entender que estivesse no quarto). O que é que você quer? Me deixe dormir.
JOSÉ: Maria. Eu gostaria que você desculpasse a minha grosseria. (A Maria entra no recinto) O anjo do Senhor também veio para mim e me falou em sonho. Agora entendo o grande compromisso que tens pela frente.
MARIA: Tudo bem José. Eu te perdoo. Ainda bem que conseguiste entender.
JOSÉ: Ainda mais agora que temos que fazer uma grande viagem juntos.
MARIA: Viagem! Que viagem José?
JOSÉ: É que quando estava voltando da oficina encontrei com uns homens do governo e guardas do Templo, ameaçando-nos com cadeia se não formos a Belém nos apresentar. É que o governo quer contar todas as pessoas para saber direitinho quantas pessoas tem, para melhor poder cobrar os impostos. Precisamos ir de qualquer jeito . . . Vamos amanhã cedo logo. Vai lá e arrume as nossas coisinhas para que possamos sair bem cedinho.
MARIA: Está bem José. Já que não tem outro jeito. Melhor sairmos o quanto antes.
NARRADOR: Os dois viajaram vários dias. E chegando em Belém não havia mais lugar para eles e tiveram que passar a noite num curral. Nesta noite nasceu o menino. Maria o deitou no cocho de dar comida para os bois. Isso foi a cama do bebê.
Ninguém sabia que lá estava nascendo o Salvador, mas Deus mandou os anjos avisarem que Jesus tinha chegado no mundo. E os anjos foram primeiro aos mais pobres. Foram os pastores de ovelhas que primeiro ficaram sabendo da boa notícia do nascimento do nosso Salvador.
 
CENA DOS PASTORES
2º PASTOR: (entra junto com os outros dois). Mas que dia. Como estou cansado hoje.
1º PASTOR: Eu também estou muito cansado. Vou acender o fogo para que a janta possa sair logo, e, assim, possamos dormir mais cedo.
3º PASTOR: A gente trabalha tanto. Até altas horas da noite. E o patrão não nos quer pagar quase nada. Que vida esta nossa!
2º PASTOR: É amigo, mas eu tenho muita esperança de logo conseguirmos melhorar de vida.
1º PASTOR: Vamos parar com esse papo e vamos tentar dormir um pouco, pois amanhã vai ser outro dia muito duro.
2º e 3º PASTOR: Vamos. (Se deitam e logo se põe uma música de fundo dando a entender que já estão dormindo).
ANJO: Oi pastores (eles se assustam; indo parar no outro canto). Não tenham medo. Estou aqui para trazer uma boa notícia para vocês e ela será motivo de muita alegria, também para todo o povo. Hoje na cidade de Davi nasceu o Salvador de vocês -- o Messias, o Senhor. Esta será a prova: Vocês encontrarão uma criancinha enrolada em panos e deitada num cocho de um curral ( o anjo sai de cena).
1º PASTOR: Quase não dá para acreditar. Nós, os mais pobres, os mais esquecidos entre os homens, fomos avisados por um anjo de Deus que Jesus nasceu aqui pertinho de nós.
2º PASTOR: E logo onde ele foi nascer. Em Belém num curral. Só vendo para poder acreditar.
3º PASTOR: É . . . Acho que isso quer dizer que agora as coisas vão mudar. Vão mudar para melhor. Acho até que o mundo não vai mais ser o mesmo depois desta noite.
1º PASTOR: Vamos deixar de conversa e vamos ver este menino. Vamos levar também alguns presentes. Não muito, pois quase não temos nada para nós mesmos. Se a gente levar muito o patrão é capaz de desconfiar.
 
CENA DOS VIAJANTES DO ORIENTE
NARRADOR: Muito interessante foi também o que aconteceu com os três viajantes estrangeiros, que vinham com seus camelos por aquelas bandas. Eles disseram que vinham atrás de uma grande estrela que lhes mostrava o caminho. E sabiam que esta estrela só aparecia quando nascia um grande rei. Como queriam conhecer o novo rei e não sabiam onde encontrá-lo foram até Herodes para se informar.
1º VIAJANTE: Rei Herodes! Ficamos sabendo que nasceu em seu País um grande rei. Queremos adorá-lo. Vossa Majestade sabe nos dizer onde podemos encontrar este rei? Não foi, por uma acaso aqui em sua casa que ele nasceu?
2º VIAJANTE: Uma grande estrela nos guiou até aqui, mas não sabemos o lugar exato onde a criança se encontra. Queremos cumprimentá-la pelo seu nascimento.
HERODES: Outro rei! Que estória é essa? Eu sou o único rei daqui. E na minha casa não nasceu nenhuma criança! Eu não sei de nenhum outro rei e, além do mais, eu sou o único rei daqui.
3º VIAJANTE: Já que Vossa Majestade não sabe, nós vamos continuar procurando. Até logo e com licença.
HERODES: Esperem! Ouvi falar que os judeus esperam o nascimento de um rei. E os profetas deles dizem que vai nascer em Belém. Será que nasce alguém por lá? E os loucos acham que é o rei deles! Vão lá. Vejam se é lá mesmo e me digam, pois também quero visitar e conhecer o novo rei. Podem ir e não esqueçam de me avisar.
 
CENA DA ENTRADA DOS PASTORES E VIAJANTES
(No palco: Maria e José com a criança na manjedoura. No corredor vem vindo os três pastores).
 
2º PASTOR: Será que é naquele curral que nasceu o nosso Salvador?
1º PASTOR: Vamos lá ver.
JOSÉ: Sim.
3º PASTOR: (Bate palmas. José vai atender). Nasceu aqui a criança que vai ser o nosso Salvador?
JOSÉ: Mas claro! Entrem. ( Os pastores entram, se ajoelham, ficando assim por um tempo. Ter um fundo musical neste tempo. Depois cada pastor entrega o seu presente, podendo falar algumas palavras em cada momento).
NARRADOR: Assim os mais humildes prestaram a sua homenagem ao menino Jesus, nosso Senhor e Salvador. Mas também os Sábios, os Viajantes do Oriente, que já haviam procurado em todos os lugares estão se aproximando. (Enquanto o narrador fala os pastores se colocam na parte do fundo da estrebaria e de frente para o público. Os viajantes vão entrando e conversando entre si).
 
3º VIAJANTE: O rei Herodes deve ter se enganado, pois já rodamos a cidade toda e ainda não encontramos nada.
1º VIAJANTE: É parece que ninguém sabe nada sobre o pequeno rei que nasceu.
2º VIAJANTE: Ei vejam. A estrela parou sobre aquele curral. Será que o rei nasceu num curral?
1º VIAJANTE: Bom para descobrir temos que ir lá e ver! Vamos lá?
Todos: Vamos (Chegam perto do palco. Um bate palmas. José vem atender).
JOSÉ: Sem. O que vocês querem?
2º VIAJANTE: Nasceu aqui uma criança?
JOSÉ: Sim.
3º VIAJANTE: Então foi aqui que nasceu o rei. Podemos entrar e adorá-lo?
JOSÉ: Mas claro que sim. Entrem e fiquem à vontade. (Os três viajantes entram e se ajoelham perto da manjedoura. Ficam em silêncio, como se estivessem orando. Pode-se colocar um fundo musical).
2º VIAJANTE: Nós também trouxemos alguns presentes. Eu trouxe um pouco de ouro, para que vocês tenham dinheiro para comprar o que falta para o nosso rei.
1º VIAJANTE: E eu trouxe esses perfumes para que possam deixá-lo sempre perfumado.
3º VIAJANTE: E eu trouxe essas roupas para que possas vestir bem a criancinha (José e Maria a cada momento agradecem pelos presentes recebidos).
2º VIAJANTE: Foi uma honra muito grande podermos ver e adorar o nosso Salvador. Mas agora temos que ir embora, pois temos um caminho muito grande pela frente. (Se despedem de todos, também dos pastores, e saem. Já do lado de fora; no corredor).
1º VIAJANTE: E o rei Herodes? Não vamos passar na sua casa avisando onde está a criança?
3º VIAJANTE: Acho melhor não! Eu senti muita maldade no Herodes. E ele pode querer fazer alguma maldade com a criança.
2º VIAJANTE: Vamos voltar por outro caminho então.
Todos: Vamos (saem).
NARRADOR:
Hino(Todos os participantes no palco).


 

 

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