FORTE COMO A MORTE

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FORTE COMO A MORTE Este texto faz um paralelo com o romance de Salomão e Sulamita, um novo casal inserido na história e o amor de Deus pela sua igreja. Um texto suave, de linguagem clássica e poética, cheio de amor e romance.

Cenário: Os dois romances ocorrem ao mesmo tempo, dentro de um mesmo cenário, que pode der criado de diversas formas

Figurino: Salomão e Sulamita poderão estar vestido de panos como na época em que viveram, Trófimo e Damaris poderão usar vestes da idade média.

Música: Romeu e Julieta

Iluminação: Ampla quando for a fala de Salomão e Sulamita, e iluminação mas fechada durante as falas de Trófimo e Damaris. Podem ser usadas velas e tochas.

Sugestão: Salomão e Sulamita ficam mais atrás , um em cada lado do palco fando sempre virados para o público. Trófimo e Damaris ficam mais a frente e no centro do palco e dialogam entre si.

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Salomão: 1: 14 Aminha amada é um ramo de flores nos jardin de Em-Gedi

2:15 seus olhos são suaves e meigos

4: 2 O seu sorriso é branco e brilhante

4: 3 Os seus lábios são ... sua boca é bem feita. Suas faces são bonitas e brilhantes

5:1 (Suspira) Meu amor, já comi o meu favo de mel, já bebi meu vinho com leite

4: 12 Minha noiva querida é como um jardim particular, como uma fonte que é só minha e de mais ninguém.

5: 2 Abra a porta meu amor.

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Trófimo: Damaris, isto é para ti, (oferecendo-lhe uma flor e com um dos joelhos apoiado no chão) com carinho, eu mesmo tenho cuidado, regado, zelado, a protegido do frio, para que flor seja bela e especial.

Damaris: Oh! Obrigada! (cheira) hum... Que aroma maravilhoso! Dos perfumes que eu conheço (cheira novamente) e o mais precioso!

Trófimo: O perfume havia sido escolhido desde o princípio, sempre pensando na oportunidade de entrega-la a ti.

Damaris: É muito linda! Pode-se até notar te cuidado desde o plantio pois a cor é maravilhosa, o tamanho ... é uma belíssima rosa!

Trófimo: Sim a rosa é linda mas não pode ser comparada a tua beleza, tu és um encanto! Damaris, minha princesa, o que tenho visto de ti é muito bom. O teu olhar mostra toda a pureza que os teus atos confirmam. Tamanha dignidade de tuas ações muito me alegra.

Damáris: Eu fico grata com estas tuas palavras de apreço, fico imensamente grata.

Trófimo: É bom te ver feliz. Gostaria de vê-la assim sempre.

Damáris: É bem verdade que estou feliz. Conseguiste mexer comigo com estas declarações tão belas e que muito me agradam. Tão profundas. Também pude perceber que sabes bastante sobre mim. Mas não sei como.

Trófimo: Damaris, quero que saibas que não foram apenas palavras bonitas, acima de tudo são sinceras e expressam toda verdade. Para que saibas como sei que és digna de todo esse apresso posso dizer-te que andei te observando, mas além de observar-te também tomei algumas atitudes. Durante todo este tempo os meus atos confirmam o zelo que tenho por ti, mas Damaris, nunca percebeste?

Damáris: É? ... E quais são estas atitudes que dizes ter tomado em meu favor?

Trófimo: Quando necessitas de ajuda estou sempre próximo de ti, antes mesmo de tu pensares em uma carência encontro formas de providenciar algo para que ela possa ser suprida logo.

Damáris: Continuo sem entender. Não foste claro, quero saber de que forma fazes isso.

Trófimo: Lembras quando estavas triste quando o teu tetraz-lira foi embora e não mais voltou? E como choravas por falta de sua companhia? Fui eu quem regou a açucena para te alegrar, e levei a patativa para cantar em tua janela.

Damáris: Isso é lindo! (Damaris curte por um momento o prazer de ser amada e protegida) Ei! .. Mas me incomoda ter alguém cuidando e influenciando minha vida.

Trófimo: Tenho te observado já algum tempo e tudo que tenho visto de ti é muito bom!

Damáris: Tu falaste que tens me observado, como assim? Diga-me aonde?

Trófimo: Em qualquer lugar, em todo lugar tenho te acompanhado.

Damáris: Com que direito fazes isso? Ficas cuidando minha vida e eu nem mesmo sei o teu nome.

Trófimo: Trófimo.

Damáris: Trófimo! É um belo nome, mas mesmo assim é constrangedor saber que tem alguém que me espiona, cuidando todos os meus movimentos. Por que ficas oculto bisbilhotando atitudes que dizem respeito somente a mim?

Trófimo: Foi o amor que me moveu, eu tentava mostrar-te todo esse amor com o meu zelo, e por este amor ser tão grandioso qualquer força é insuficiente para mata-lo, era isso que me levava apreciar-te incessantemente.

Damáris: Eu não havia percebido a tua presença, mas agora que sei que sabes tanto de mim sinto-me acabrunhada. Sabes tudo de mim e eu apenas sei que se chamas Trófimo. É como se eu estivesse nua diante de alguém desconhecido.

Trófimo: Certamente tua liberdade será preservada, o que ofereço é apenas amor, zelo e carinho... Damaris, eu só pretendo proporcionar coisas boas a ti.

Damaris: Inviável.

Trófimo: Mas Damaris...

Damaris: Não Trófimo, Não tem de “mas Damaris”, já te proferi que estou extenuada de ser cuidada eu quero fazer o que eu quiser sem a presença de um espião. (sai)

Trófimo: Eu apenas estou oferecendo... (Trófimo fica triste em cena, ele escreve, no fundo do palco “te amo”)

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SALOMÃO E SULAMITA

Ele: 5:2 minha querida abra a porta para mim (tempo) Abra a porta para mim, meu amor

Ela: 5:4 O meu amado tentou destrancar a porta, 5:6 meu coração quase parou.

2:3 e 4 O meu amado mostra a todos o quanto me ama

1:12 Ele está encantado com o meu delicioso perfume

3:3 Você viram o meu amado por aí?

2:3 O meu amado mostra a todos o quanto me ama.

1:7 meu querido, diga-me aonde você vai? (...) eu quero ficar junto de você em vez de ficar andar a esmo.

1:4 leva-me com você, venha, vamos correndo.

4:16 Venha vento sul, sopre o meu jardim e leve este delicioso perfume para o meu amado.

Ele: 4:13 e 14 – minha amada é como é como um pomar cheirando os perfumes

mais raros: nardo e açafrão, cálamo e canela, mirra e aloés e muitos outros

perfumes deliciosos.

Ela: 2:5 – Ah, mate minha fome com seu amor... porque estou quase morrendo de

tanto amar .

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Damaris: Trófimo! Ei Trófimo! Podes me desculpar?

Trófimo: Sim ?!?!

Damaris: Eu preciso que tu me desculpes, agora percebo o quanto se importavas comigo, reconheço que errei ao fugir de ti. Confesso que tentei ser feliz de outras formas, busquei em outras pessoas, mas vejo que tu realmente me amavas e te importavas comigo.

Trófimo: Eu sei, eu vi tudo o que fazias ... e continuei a zelar por ti mesmo sem dares atenção a mim.

Damaris: Tu viste tudo o que fiz mesmo depois de fugir de ti?

Trófimo: Sei tudo o que fizeste, embora muitas vezes eu tenha ficado triste que quase não podia te olhar, pois me magoavas muito. Mas de tanto te amar continuei cuidando de ti.

Damaris: Trófimo, fico realmente envergonhada. Estou arrependida do que fiz contra ti e contra mim também. O que preciso fazer para que me aceites novamente? Trófimo, farei qualquer coisa para ser tua.

Trófimo: Já fizeste.

Damáris: O que? Já fiz? Mas o que eu fiz?

Trófimo: Voltaste. Olhaste para mim, vieste de volta em minha direção. Aceitaste o meu amor. Era isso que eu queria.

Damáris: Não sei como agradecer Trófimo. Quero estar sempre contigo.

Trófimo: É isso que eu também desejo, agora nada poderá afasta-la de mim.

Abraçam-se e dançam

Música La traviatta

Diversos: