ESPÍRITOS EM AÇÃO

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Reunião no inferno, 4 demônios reunidos, conversam sobre as estrategias para destruir as vidas.
Relatório das vitórias demoníacas e as dificuldades enfrentadas para destruir vidas.

 
PERSONAGENS: CAPETA-CHEFE, CAPETA I, CAPETA II, CAPETA-DEVORADOR
CENÁRIO: Inferno. Um lugar sombrio, de pouca luminosidade. Se possível, o ambiente é iluminado apenas por tochas. A queima do combustível poderá produzir um cheiro desagradável, mas o objetivo é esse mesmo: o público deverá até mesmo sentir o cheiro do inferno.
(Em cena Capeta-Chefe, Capeta I e Capeta II. O Capeta-Chefe é único que se encontra sentado.)
CAPETA-CHEFE: (Para o Capeta I) Capeta, relatório.
CAPETA I: (Aproximando-se) Bom, estou conseguindo êxito em nosso intento. Bianca e Pedro já estão a beira da separação.
CAPETA-CHEFE: É? Teu trabalho já está avançado?
CAPETA I: (Dando uma piscada maliciosa) Eu tenho meus truques.
CAPETA II: Eles pareciam ter uma relação tão sólida.
CAPETA-CHEFE: (Para Capeta II) Enfia isso na tua cabeça: não existe relação sólida quando esses miseráveis humanos estão em nossas mãos. (Para Capeta I) Bom trabalho, Capeta.
CAPETA I: Chefe, eu não durmo em serviço.
CAPETA II: E como você fez?
CAPETA I: (Estufando o peito) Aprenda com o mestre. (Sem jeito, dá uma olhada para o Capeta Chefe) Desculpa chefe. O senhor é o grande mestre. (Para o Capeta II) Aprenda com quem já está a milênios nessa estrada. Primeiro preparei o coração de Bianca. Induzi ela a ficar a tarde inteirinha assistindo novela. Como todos sabemos que vários autores são inspirados por nossos colegas.
CAPETA-CHEFE: Há ocasião em que o roteiro quase completo é ditado por um capeta. (Sarcástico) E quem leva a fama...
CAPETA I: É. Realmente nós temos colegas muito criativos. Se eles fossem humanos já teriam um ofício garantido.
CAPETA-CHEFE: Cada capeta tem o seu papel. Todos com um só objetivo: Destruir a raça humana. (Para o Capeta I) Mas Capeta, continue.
CAPETA I: Pois bem. (Fazendo mímica de estar colocando aspas na primeira palavra) Coincidentemente, todas as novelas daquela tarde giravam em torno da traição. Todas as vítimas eram mulheres.
CAPETA II: (Interrompe) Todas foram traídas durante anos. Todos sabem disso, menos a vítima.
CAPETA I: Colega Capeta, você está certo.
CAPETA II: É sempre a mesma ladainha, mesmo.
CAPETA-CHEFE: O que importa é que conseguimos prender nossos “clientes” mesmo assim.
CAPETA I: Coitada, numa das novelas mais uma vez o elemento “coincidência”, uma das vítimas se chamava Bianca.
CAPETA II: Tadinha!
CAPETA-CHEFE: (Censurando) Hei! Estou sentindo um ar de compaixão. Misericórdia é do outro lado. Afinal, essa é a tarefa de vocês. Caso contrário seriam deportados.
CAPETA II: Chefe, não fala uma coisa dessas. Nós sempre trabalhamos com afinco.
CAPETA-CHEFE: Assim espero. Caso vocês falhem, vocês sabem que o Chefe-Supremo caíra em cima de mim. Aí eu é que serei deportado. E perderei minha patente. Chega de conversa. (Para Capeta I) Continue Capeta.
CAPETA I: Depois de preparado o solo, era só jogar uma sementinha de desconfiança.
CAPETA II: Como você fez isso?
CAPETA I: Pedro chegou em casa. Na hora do jantar, Pedro comentou algo sobre a Sabrina. Foi um elogio inocente.
CAPETA II: (Malicioso) Inocente ou indecente?
CAPETA I: (Rindo) É inocente mesmo. Dessa vez eu só consegui um inocente.
CAPETA-CHEFE: (Sério) Quem é Sabrina?
CAPETA I: Hã? Desculpa, eu havia esquecido de explicar quem é Sabrina. Ela era uma amiga de longa data de Pedro. Bonita e descompromissada. Eu dei um jeitinho para que ela trabalhasse na mesma empresa de nosso “cliente”.
CAPETA II: (Esfregando uma mão na outra) Estou vendo que a cobra vai fumar!
CAPETA I: E já fumou.
SONOPLASTIA: Celular.
CAPETA-CHEFE: Só um momentinho. (Atendendo o celular) Alô! Ah é você? Como vão as coisas?... O quê? Ele está querendo ir a igreja? Não! Não deixe! Todo teu trabalho poderá ir por água abaixo. Já sei! Fure o pneu do carro dele... Ele não tem carro. Mas que pobreza... Bem lembrado, fomos nós que tiramos o carro dele. Não só o carro, mas a casa e o emprego também. (Noutro tom) Então faça ele sentir uma canseira enorme. Que tenha preguiça de levantar do sofá. (Noutro tom) Ele ainda tem sofá, né? Tem. Você precisa bolar algo para tirar dele até o sofá. Não deixe ele sair de casa... Não, ele não pode estar decidido. Dê um jeito! Se vira! Se você perdê-lo vai sofrer as duras consequências. (Desligando o celular) Novatos! (Para os dois capetas) Deixar nossa presa ir à igreja é o fim da picada.
CAPETA II: Quê?
CAPETA-CHEFE: (Furioso) Desse jeito o inferno vai a falência.
CAPETA I: Se acalme, chefinho. Eu, pelo menos, estou tendo êxito.
CAPETA-CHEFE: Então prossiga no seu relatório, Capeta.
CAPETA I: Bom, a cada dia a Bianca montava um falso quebra-cabeça.
CAPETA II: (Malicioso) Mas era você que entregava as peças.
CAPETA I: Você pensa que eu durmo em serviço. Eu providenciei todas as peças. Dei um jeito de todas se encaixarem direitinho. Bianca ficou fria com o Pedro, mas não tinha coragem de desabafar com o marido.
CAPETA-CHEFE: Isso roubou toda paz e sossego dela. Estou vendo que aprendeu direitinho. Tenho orgulho de ter sido seu mestre.
CAPETA II: (Para o Capeta I) Ela vai pedir separação?
CAPETA I: Não.
CAPETA II: Então você não está tão bem na fita assim.
CAPETA I: Primeiro vou brincar um pouco com eles. Eu providenciei um amante para a Bianca.
CAPETA II: Um amante? Hum!
CAPETA I: Ela prontamente se deixou envolver pelos encantos do Marlon.
CAPETA-CHEFE: Acho que a ocasião pede um brinde. (Pega três taças e uma garrafa como se fosse de vinho) Que orgulho! Meu aprendiz se superou. (Serve os outros dois capetas) Um brinde a boa performance de nosso colega. (Os três brindam.)
CAPETA II: (Apreciando a bebida) Hum! Que delícia!
CAPETA-CHEFE: Gostaram? É da melhor safra. (Bebendo mais um pouco) É sangue dos mártires. Colhido nas arenas de do Império Romano.
CAPETA II: (Para Capeta I, fazendo alusão a obra de Machado de Assis) E daí? Bentinho traiu, ou não, a Capitu?
CAPETA I: Aí é que está. Pedro jamais traiu Bianca, nem em pensamentos. (Rindo) Amanhã mesmo vou dar um jeito do Pedro descobrir a pulada de cerca da esposa.
CAPETA-CHEFE: O circo vai pegar fogo. Quero assistir de camarote.
CAPETA II: (Cumprimentando-o) Bom trabalho, colega.
SONOPLASTIA: Celular.
CAPETA-CHEFE: É aquele incompetente de novo. (Atendendo o celular) Você de novo... (Furioso) Você deixou ele entrar na igreja. Eu não acredito. (Andando de um lado para o outro) Não teve capacidade de bolar alguma coisa? Mas você é um fracasso mesmo... (Ouvindo o celular) Hum!... Hum!... Por que não mandou uma visita inesperada na hora da saída?... Ah mandou? E aí?... Foram todos para a igreja? Desse jeito vamos a falência. E agora onde você está?... Na igreja?
(Os outros dois capetas caem na gargalhada.)
CAPETA I: (Sarcástico) Ele virou crente agora.
CAPETA-CHEFE: Tome cuidado! Aí é um lugar perigoso. É território do inimigo... Pelo menos você deve estar com seu spray de sono, não é?... Ufa! Pelo menos isso. Use sem dó... Já utilizou, e nada?... Amigo, você está em maus lençóis. Retorne para base... Não quero saber. Você teve sua chance. (Desliga o telefone) Novatos!
CAPETA II: Falhou?
CAPETA-CHEFE: (Sentando-se) Incrível! Eu entreguei a missão mais fácil. Era mais fácil do que empurrar bêbado na ladeira. E ele vai lá e me falha. Estou começando a achar que ele está trabalhando para o inimigo. Agora até igrejas de crente ele frequenta.
CAPETA I: Coitado! Entrar na igreja talvez tenha sido sua última tacada. Ele deve imaginar o castigo que o espera por ter falhado. (Mostrando a sua pele) Só de pensar fico todo arrepiado.
(Os três caem na gargalhada.)
CAPETA II: Chefe, com sua permissão, gostaria de fazer o meu relatório. (Capeta Chefe consente com a cabeça) Eu não estou trabalhando numa vida específica. Semana passada o meu foco foi o vício do cigarro.
CAPETA-CHEFE: Boa.
CAPETA II: Estou trabalhando na cabeça de jovens e adolescentes. Eu sempre estou estipulando metas no meu trabalho. Estou baixando a faixa etária do início no caminho do vício. Sonho com o dia em que as mães troquem a mamadeira por um cigarro. (Entusiasmado) Eu quero essas vidas destruídas.
CAPETA I: Vamos com calma, Capeta.
CAPETA II: Tem crianças tão bobinhas que acham interessante a fumaça saindo pelo nariz.
CAPETA I: E os jovens?
CAPETA II: Esses também são presas fáceis. Fumam para pertencer a turma. Uma tragadinha aqui, uma tragadinha ali e acham que poderão parar quando quiserem. Pensam que vamos deixar barato. O pulmão delas nos pertence. Quiseram pertencer ao grupo, agora aguentem.
CAPETA-CHEFE: Ser aceito pelo grupo é a melhor maneira de camuflarmos nossos verdadeiros intentos. É uma forma eficaz de obter êxito. Esse princípio jamais deve ser esquecido. Sempre conseguimos qualquer coisa das pessoas que querem pertencer ao grupo.
(Entra em cena o Capeta Devorador.)
CAPETA I: Olha só quem chegou.
CAPETA-CHEFE: Chegue, Devorador.
CAPETA-DEVORADOR: (Cumprimentando a todos) Olá, chefe! Olá, colegas!
CAPETA II: (Referindo ao Capeta Devorador) Esse é “o cara”.
CAPETA-CHEFE: É. Ele é dos bons.
CAPETA-DEVORADOR: Chefe, desse jeito o senhor me deixa com vergonha.
CAPETA-CHEFE: Foi o meu melhor aluno até hoje. O Chefe Supremo me parabenizou pessoalmente pelo excelente trabalho do Devorador. Parabéns, Capeta Devorador.
CAPETA II: (Interrompendo) Mas não é só ele quem trabalha.
CAPETA-CHEFE: Pode prosseguir com seu relatório. (Para o Capeta Devorador) Devorador, fique conosco para ouvir o que seus colegas estão aprontando.
CAPETA II: Ainda com relação ao cigarro, eu providenciei o aumento no preço do produto, mas meus escravos sempre dão um jeito. (Sarcástico) Alguns deixam de comprar leite, arroz, feijão, tudo para satisfazer o vício.
CAPETA-CHEFE: E as drogas?
CAPETA II: As drogas? Bom, especialista nessa área é nosso amigo (apontando para o Capeta I) Capeta aqui.
CAPETA-CHEFE: (Censurando-o) Se você quer galgar novos cargos aqui no inferno é bom também entender do assunto.
CAPETA II: Chefe, vou aceitar o seu conselho. Vou procurar aprender mais sobre o assunto.
CAPETA I: Apresentarmos as drogas a esses desprezíveis humanos foi a nossa melhor tacada. E o que é bom é que não são só pessoas sem cultura os que se envolvem com nossos produtos. Temos cantores, atores, esportistas, advogados, muitos jovens universitários.
CAPETA-DEVORADOR: Mas eles já são otários, mesmo.
CAPETA I: Como se observa não é por falta de informação que eles se metem com esses bagulhos. Já desde a infância, prosseguindo na juventude, eles ouvem que drogas é um caminho de difícil retorno, faz mal, vicia.
CAPETA-CHEFE: Isso não adianta nada quando apresentamos os nossos produtos.
CAPETA-DEVORADOR: Só um lembrete: Precisa-se saber o momento certo de “dar o bote”.
CAPETA-CHEFE: Nós achávamos que com tanto bombardeio de propaganda difamatória contra nossos produtos perderíamos nossos fregueses. Já até tínhamos planejado um contra-ataque. Estávamos dispostos a apresentar um novo produto. Não foi preciso.
CAPETA I: (Curioso) Que produto é esse?
CAPETA-CHEFE: É confidencial. Só os oficiais do alto escalão sabem que produto é. Por enquanto ficaremos com a droga. Vida longa as drogas. Tem muita gente tentando se livrar delas, mas lutam sozinhas. Sem Deus... (faz cara de nojo) eles dificilmente se livrarão de nossas garras. Sem falar dos benefícios indiretos que as drogas nos proporcionam.
CAPETA I: O tráfico...
CAPETA II: A violência...
CAPETA-CHEFE: Os benefícios são múltiplos. Seria algo terrível para o inferno perdermos nossos drogados. Mas um alerta...
CAPETA II: Hã?
CAPETA-CHEFE: A igreja...
CAPETA-DEVORADOR: (Interrompendo) De novo ela.
CAPETA-CHEFE: É sempre ela. Ela tem sido nossa pedra no sapato. Temos que impedir, custe o que custar, que nossos escravos se aproximem delas.
CAPETA I: Temos enfrentado problemas com programas de rádio, televisão e internet desses crentes.
CAPETA-CHEFE: Mas será que esses crentes nunca vão nos dar sossego. São sempre eles. Aquelas igrejas de oração são as piores. Temos que tomar cuidado com elas. (Pequena pausa) E você, Devorador? Por que está aí calado?
CAPETA-DEVORADOR: Gosto de ouvir o grande mestre falar. Toda hora é hora de aprender.
CAPETA-CHEFE: A ideia de reservar um demônio especialmente para trabalhar na vida financeira dessas criaturinhas foi genial. Só podia ter partido de nosso Chefe Supremo.
CAPETA-DEVORADOR: Como sabem, em casa onde há sonegação de dízimos, tenho carta branca para agir. Eu entro e arraso com tudo. É detonação total. O salário que não dá até o final do mês.
CAPETA I: (Interrompendo) Chefe, com sua licença, gostaria de fazer uma colocação. (Capeta Chefe consente) Desculpa Devorador, só gostaria de falar isso antes que eu esqueça.
CAPETA-DEVORADOR: Tenha a bondade.
CAPETA I: Quanto menos dizimistas as igrejas tiverem, menor será a propagação da mensagem de nosso inimigo-mor.
CAPETA-DEVORADOR: São dois coelhos com uma cajadada só.
CAPETA I: (Irônico) Nem me fale em cajado.
CAPETA-DEVORADOR: Uma igreja sem dizimistas, mal pode se sustentar. Quem dirá enviar missionários. A igreja inteira não prospera. Muitas vezes conseguimos (vibrando) até fechá-las.
CAPETA-CHEFE: Vejam que trabalho essencial para nosso sucesso o nosso colega Devorador desenvolve. (Para o Capeta Devorador) Por isso você tem que zelar pela tarefa a qual foi incumbido. Devorador, continue a devorar como gafanhoto.
CAPETA II: Eu não entendo as pessoas. São muito ingênuas. Só pode ser isso. Ganham 100, precisam dizimar 10. Ela ainda contaria com os 90 e mais o benefício de não ter a vida financeira tocada pelo Devorador. Isso significa prosperar.
CAPETA-DEVORADOR: (Para o Capeta II) Desculpa, colega Capeta, mas quem está sendo ingênuo é você. Meu trabalho na significa nada? Sou eu quem cega as pessoas. Se depender de mim nunca se tornarão dizimistas. Muitos deles oram tentando me expulsar. Não adianta. Em muitas casas eu já faço parte da família. Participo com eles de todas as refeições; vou ao supermercado com eles; dito a lista dos remédios a serem comprados no mês. Na verdade eu administro toda a vida financeira do não-dizimista.
CAPETA-CHEFE: Isso é muito gratificante. As pessoas apanham, apanham, mas não aprendem.
CAPETA-DEVORADOR: Quando as pessoas abrem a Bíblia nunca as permito ler o livro de Malaquias.
CAPETA II: Nem se preocupe, boa parte deles nunca conheceram a Bíblia mais a fundo. Muitos deles pensam que a Bíblia só contém o livro dos Salmos, e só o 23.
CAPETA-DEVORADOR: E eu continuo agindo. Faço perder um emprego que parecia estável e fecho as portas de um novo. Quando faço um trabalho excepcional, levo essas pessoas ao suicídio.
CAPETA-CHEFE: Parabéns.
CAPETA I: Para o seu trabalho eu tiro o meu chapéu, (rindo) se eu tivesse um, é claro.
CAPETA II: (Para o Capeta Devorador) Realmente, temos muito a aprender com você.
CAPETA-CHEFE: Vamos encerrar essa reunião. Mas antes de encerrar gostaria de dar uma última palavra. Temos que tomar muito cuidado com um grupo que tem se levantado. Eles agem de forma silenciosa. Mas os estrago que eles trazem são imensos, muitas vezes irreversíveis. Eles oram.
CAPETA II: Esses são os perigosos.
CAPETA I: Na minha opinião são os piores.
CAPETA-CHEFE: Um demônio está obtendo pleno êxito na destruição de uma vida. De repente tudo começa a dar errado. O trabalho desse capeta vai por água abaixo. E a vítima livra-se de nossas garras. Por que? Porque tem um miserável intercessor anônimo orando por aquela vida. Como falei. Eles não gostam de fazer alarde. Mas a arma que utilizam, a oração, é letal contra nosso trabalho. Precisamos calar esses intercessores. (Desafiando) Preciso de um voluntário para esse trabalho. Quem se habilita?
(Ninguém se prontifica.)
CAPETA-CHEFE: Bando de covardes. Podem pintar e bordar na vida de muitos cristãos que negligenciam a oração, mas quando é para enfrentar artilharia pesada se acovardam. Como odeio a interseção e a oração feita de coração. Sem elas a nossa missão ficaria muito mais fácil.
(Cortina.)
FIM
Estilos: 
Diversos: