CONFUSÕES EM TRIPLO - Deus Nunca Erra

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Com uma proposta de teatro infanto-juvenil interativo onde o público acompanha as personagens no tempo e no espaço, esta esquete trata de um tema que perpassa muito da infância: a insegurança diante do desconhecido, do inesperado.

Temos diversas necessidades; mas uma das mais essenciais é a necessidade de segurança, de se sentir acolhido e protegido. Os protagonistas perseguem deliberadamente a desestabilização da rotina, partindo para uma aventura em meio a uma floresta assombrosa, levando consigo os medos, mas também “amuletos” que lhes trazem alguma segurança – no mapa pouco confiável de Zeca; no GPS, no walkie-talkie e nos primeiros socorros de Gildo; e na imensa “mochila / casa” de Dôra. Sendo crianças ou adultos, desejamos encontrar no mundo afora estabilidade e familiaridade em objetos ou pessoas concretos, mas podemos encontrar uma segurança plena e infindável Naquele que criou todas as coisas e nos acompanha por onde quer que andemos, pois Ele pode nos surpreender com atos ou soluções inesperadas.

Trilha Sonora - Abertura
 
LOCUÇÃO: Confusões em Triplo
 
LOCUÇÃO: Episódio de Hoje - Deus nunca Erra
 
SALA 01
 
Com as crianças, Zeca, Dôra e Gildo estão simulando um ônibus. Zeca e Gildo (jogando videogame) sentam juntos, Dôra conversa com eles da cadeira da frente.
 
Trilha Sonora 01 – Ônibus Rodando
 
DÔRA: Vai, Zeca. Fala logo que eu tenho que já já a gente desce!
 
GILDO: Tá ficando nervosinha já?
 
DÔRA: Quando me enrolam na hora de dizer as coisas, sim, seu Gildo!
 
GILDO: Bom, cientificamente falando, você não pode ser enrolada como um...(vibrando) Uhuu! Passei do mestre! Fase 5, aqui vou eu!
 
ZECA: E o anormal sou eu...
 
GILDO: O quê? Faz três semanas que eu to preso na Fortaleza de Cromus!
 
DÔRA: Bom, bem vindo ao mundo real, Gildo! (ri, volta para Zeca) Vai, Zeca, diz logo! Quer história é essa de acampar?
 
ZECA: Bom, nesse fim de semana, (olha para os lados para cochichar e fala sussurrando) eu tava a fim que a gente fosse pra floresta. Viver uma aventura, ta ligado?
 
DÔRA: Hmmm... Pô, Zeca, eu to a fim de ir, mas não sei se rola com a minha mãe. Tu sabe como ela é!
 
ZECA: Bom, a minha já deixou. Ta tudo certo já!
 
GILDO: A minha também! (enquanto joga, nem olha pra eles)
 
ZECA: Quer dizer que o Sr. “Não-saio-de-casa-nem-que-a-vaca-tussa” mudou de ideia?
.
GILDO: (olha pra Zeca, falando com afetação) Bom, acho que vai ser uma experiência antropológica interessante, meu caro. (sorrindo, entrega um papel que estava na sua pasta) Trouxe uma autorização assinada e autenticada no cartório.
 
Os dois silenciam e entreolham-se.
 
GILDO: Tem três vias. Ta olhando o quê?
 
ZECA: (amassando o papel) Bom, quer dizer que só falta você, né, Dôra?
 
DÔRA: (espanta-se) Ôps, nossa parada! Peraê, motô! (todos levantam com a mochila nas costas) Mais tarde a gente se liga. (saem)
 
LOCUÇÃO: No dia seguinte...
 
Trilha Sonora 02 – Tempo passando + Galo cantando
 
Zeca e Gildo entram em cena, quase cochilando.
 
ZECA: Poxa, ela ta atrasada. Eu madruguei aqui pra nada?
 
GILDO: (bocejando, olha pro relógio) Desse jeito, a gente só chega lá...
 
ZECA: Amanhã?
 
GILDO: Não. (olhando pro relógio) Daqui a três horas, quarenta e sete minutos, dezenove segundos, vinte, vinte e um...
 
ZECA: (irritado) Já entendi!
 
GILDO: Só queria ser preciso, mas tudo bem!
 
ZECA: Devia ter trazido uma bússola, então!
 
GILDO: Ta aqui meu GPS! (abre a mochila e começa a olhar) Deve ta aqui em algum lugar...
 
ZECA: (sarcástico) Gildo, uma pergunta. Tu num tem saudade do teu planeta, não? Vai fazer uma visita, pô!
 
GILDO: (sem graça) Era pra rir? Haha!
 
ZECA: Deixa essas traquitanas pra lá, Gildo. Ta comigo (mostra o mapa) e com esse mapa, tá com Deus. (ri)
 
GILDO: Bom, pra mim, ta com GPS, walkie talkie e primeiros socorros, ta com Deus!
 
DÔRA: (entrando apressada, com uma mochila enorme nas costas) Pronto, menino, cheguei!
 
GILDO: Retiro o que disse! Quem tá com a casa nas costas, ta com Deus!
 
ZECA: Agora eu sei porque o povo manda tudo pra casa de Dôra! Desse tamanho, até eu!
 
DÔRA: (sem graça) Era pra rir? Haha! (noutro tom) Foi mal pelo atraso, mas minha mãe tava abarrotando minha mochila!
 
ZECA: (saindo) Err...vamo’ lá? Pro infinito e além!
 
GILDO: Bom, cientificamente falando, o infinito não pode ser...
 
Zeca e DÔRA: (gritando) Cala boca, Gildo! (voltam a andar)
 
Saem, cantarolando uma música.
 
ZECA: (voltando para as crianças) Sim, mas vocês vão ficar aí, é? Não querem acampar, não? S’imbora, mô povo!
 
CORREDOR 01
 
ZECA: Bom, pessoal, segundo o mapa, aqui é a travessa da Andorinha. Bora passar em silêncio e bem agachadinho... senão, os (faz um gesto) pegam a gente. (segue em frente)
 
DÔRA: Os o quê?
 
ZECA: (voltando-se para ela) Os (repete o gesto)
 
DÔRA: E isso é o quê?
 
ZECA: Os Anciões da Floresta, Dôra. Dizem que eles montam fogueiras e engolem seus ouvidos contando histórias intermináveis.
 
DÔRA: Isso é balela, Zeca! Deve ser um daqueles velhinhos fofos que adoram conversar!
 
ZECA: Bom, com a rota que eu tracei aqui (mostra o mapa) não tem como cruzar com eles.
 
DÔRA: Bom, é melhor prevenir do que remediar, né? (abre a mochila) Deve ter alguma coisa aqui dentro que sirva pra espantar ou acertar algum deles na cabeça, hihi!
 
ZECA: Falando em espanto...cadê Gildo?
 
DÔRA: Gildo, mô fio, cê ta vivo?
 
GILDO: (alcançando-os por trás) Pronto! Peguei uma amostra de Ricinus communis e outra de Fleurya aestuans. Aquele professor de Ciências vai ver! A armadilha perfeita pra ursos!
 
DÔRA: (irônica) Gildo, tu tem certeza que não é um mutante? Assim, só pra constar...
 
ZECA: Shh! (desconfiado) Hm... Estamos chegando perto da caverna do Rebintossauro.
 
DÔRA: E isso faz parte da sua caminhada segura?
 
ZECA: Só dá pra chegar na floresta passando por aqui, Dôra. (anda mais) Muito cuidado nessa hora... (dá uma cambalhota mal feita e machuca as costas) ai, ai, ai... (como se os outros tivessem feito barulho) Shhh... Venham rápido! (ficam em frente à SALA 02) Acho que é essa aqui. (abre e espiona com a porta entreaberta. Volta-se, deixando a porta meio aberta) Cuidado, minha gente. (entrando devagar) Ao menor movimento, ele pode... gklsjoçsjoçsnsonjvnjkvn.(fingindo ser atacado)
 
Dôra e GILDO: Ai, meu pai!
 
Zeca para e sorri.
 
DÔRA: Não teve a menor graça.
 
ZECA: Ah, num foi nada. (apontando para Gildo) Gildo ta bem, vê só!
 
GILDO: (checando pulsação) Bom, pressão doze por oito, normal. Nível de adrenalina, alto. Nível de Serotonina...
 
ZECA: (interrompendo) Bom, a gente já deve ta chegando! (vai pelo CORREDOR 02) Pessoal, a floresta que a gente ia devia ta aqui... (olha o mapa, confuso) Bom, vou tentar aqui... Não, aqui, não. Aqui devia ter o mastro da União dos... Não. Calma, calma, Zeca. Errr... (vira pro outro lado) Ali! Ali! Achei!
 
PÁTIO
 
GILDO: (olhando o cronômetro) Bom, foram três horas, quarenta e oito minutos e...
 
DÔRA: (arrancando o cronômetro das mãos dele) Chega de horas por hoje!
 
GILDO: (protestando) Ei!
 
ZECA: Bora sentando... (vê a fogueira e fica temeroso a respeito dos anciões, mas procura disfarçar) Errr... Parece que alguém deixou a luz acesa, hihi!
 
Dora: Mas você não disse que os Anciões é que faziam fogueiras?
 
ZECA: Shhh... Não fala pra ninguém, mas... A gente tá perdido!
 
DÔRA: Perdido?
 
ZECA: Ssshhhh! (cochichando) Minina, cê tá doida? Já já eu acho o caminho!
 
DÔRA: (falando pra cima) Ai, mamãe. Devia ter dado ouvido à senhora. (abre a bolsa) Cadê minha bombinha de asma? (para Zeca, cochicha) Olha, espero que você se ache logo, viu?
 
ZECA: ‘Podeixar’. (a todos) Pessoal, bem-vindos à Floresta Suvaco de Cobra. Poético, né?
 
GILDO: Bem, cientificamente falando, as cobras não tem...
 
DÔRA: Cala a boca, Gildo! (para Zeca) E agora, o que a gente vai fazer? Cantar uma música? Atirar pedras no lago? Voltar pra casa?
 
VELHO: (surgindo por trás deles) Que tal ouvir uma história?
 
Todos gritam de susto.
 
VELHO: Geralmente, os gritos vêm no meio da história, mas assim também serve...
 
ZECA: Quem é o senhor?
 
VELHO: O dono da fogueira. Eu saí um instantinho e tava ali na moita...
 
DÔRA: E o Sr ta fazendo o quê por aqui?
 
VELHO: Faz tempo que eu vivo aqui. Estou perdido há mais de vinte anos nessa floresta.
 
ZECA: Então, quer dizer que a gente vai ficar perdido aqui pra sempre? Ai, meu Pai!
 
GILDO: A gente ta perdido, é, Zeca?
 
DÔRA: Eu disse que num era boa idéia vir pra cá!
 
ZECA: Tu não disse nada! Eu to aqui tentando achar o caminho...
 
GILDO: (interrompe) Confiar em mapa dá nisso! (vai na bolsa) Meu GPS! Cadê?
 
ZECA: (termina frase) E ninguém me entende!
 
GILDO: Droga, ta pifado!
 
VELHO: Crianças, não se preocupem. Deus ta no controle de tudo.
 
TODOS: Como assim?
 
VELHO: Sentem um pouco e ouçam essa história.
 
Trilha Sonora 03
 
VELHO(off): Bom, num reino muito... muito distante, tinha um rei (sobe a coroa) - Efeito Sonoro - que não acreditava em Deus.
 
ZECA(off): É mesmo? (sobem Carlota, Henrique e Miguel) E as outras pessoas do castelo acreditavam?
 
VELHO(off): Não, só um súdito! (sobe mais Miguel) O nome dele? Miguel! - Efeito Sonoro
 
GILDO(off): E as outras pessoas do castelo?
 
VELHO(off): Bom, tinha Henrique – Efeito Sonoro - (pega outro objeto), que era um conselheiro do rei, e Carlota, - Efeito Sonoro -, que era a cozinheira. Miguel sempre falava do cuidado que Deus tem com a vida da gente.
 
REI: Mas será possível?! Logo hoje que íamos pra floresta caçar, resolve chover!
 
CARLOTA: Oh, Majestade, eu lamento muito! Essa chuva não veio em boa hora.
 
MIGUEL Meu rei, não fique irritado. A chuva é um presente de Deus para nós.
 
VELHO(off): Mas o rei não acreditava nisso e a maioria das pessoas do castelo também não. E Carlota reclamava de Miguel para o rei.
 
REI: Por favor, Miguel, é muito cedo pra começar com essa conversa sobre Deus.
 
HENRIQUE: Ele só sabe falar sobre isso!
 
CARLOTA: Em tudo, ele coloca Deus no meio!
 
MIGUEL Claro, porque Deus...
 
REI: Eu pedi pra parar. Já conheço essa história.
 
MIGUEL Mas é que...
 
HENRIQUE: Miguel, obedeça o Rei!
 
CARLOTA: Tu é chatinho, hein?
 
REI: Calma, não comecem a discutir.
 
CARLOTA: É, é melhor mesmo! Com licença, Majestade! (sai)
 
HENRIQUE: (vai com ele a um canto) Olha, Miguel, no fundo eu acredito em você, mas não dá pra falar isso na frente dos outros.
 
MIGUEL E por que não?
 
HENRIQUE: Olha, pro seu próprio bem, é melhor você parar.
 
MIGUEL Me desculpe, Henrique, mas não posso deixar de ver a mão de Deus em tudo.
 
HENRIQUE: Ouça, o rei gosta muito de você, mas ele pode te castigar.
 
MIGUEL (saindo) Não se preocupe, HENRIQUE: Deus está no controle de tudo!
 
HENRIQUE: É melhor deixar pra lá. Cabeça dura esse, hein?
 
VELHO(off): No dia seguinte, tudo tava perfeito: o sol brilhava, a grama estava bem verdinha, os pássaros cantavam e Miguel (Miguel entra) agradecia a Deus.
 
MIGUEL Obrigado, Senhor, por mais essa manhã que tu me dá.
 
CARLOTA: (entrando) Ah não! De novo, não! Você não sabe falar sobre outra coisa, não?
 
HENRIQUE: Pssiu! Silêncio! O Rei vem vindo aí.
 
REI: Hoje vamos caçar. Miguel e Henrique, comigo. Peguem as espingardas. Carlota, tome conta de tudo.
 
VELHO(off): Mas vocês não sabem o que aconteceu. - Efeito Sonoro (noite, selva) - Na volta pro castelo um leão – efeito sonoro (rugido) - atacou o rei
 
TODOS(off): E o que aconteceu?
 
VELHO(off): Ele arrancou o dedo do rei. E só não foi pior porque Henrique deu um tiro – efeito sonoro (tiro) - e assustou o leão. Mas, quando chegaram ao palácio...(saem)
 
CARLOTA: Majestade, o senhor tá bem?
 
REI: É claro que não, sua mula! Um leão arrancou o meu dedo.
 
CARLOTA: O Sr guenta mais um ‘cadinho que eu vou fazer um curativo!
 
MIGUEL Se acalme, majestade! Deus nos ajudou!
 
HENRIQUE: Tá maluco, Miguel? Deus não ajudou em nada!
 
MIGUEL Ele não deixou que o Rei fosse devorado!
 
HENRIQUE: Ah, claro! Grande coisa! E quem assustou o leão? Fui eu ou foi Deus?
 
CARLOTA: (entrando) E agora, Miguel, você ainda diz que Deus é bom?
 
REI: (com dores) Se Deus fosse bom mesmo, a gente não teria sido atacado, e eu não teria perdido um dedo!
 
MIGUEL Meu Rei, apesar de tudo, só posso dizer que Deus é perfeito. Perder esse dedo hoje foi pro seu bem! Deus nunca erra!
 
CARLOTA: Como você ousa dizer que Deus não errou? Tá ouvindo, Majestade? O senhor deve fazer alguma coisa, esse maluco tá alegre com o que aconteceu!
 
MIGUEL Não é verdade, só tô dizendo que...
 
CARLOTA: (interrompendo) Cale a boca! O senhor não vai castigá-lo, Majestade?
 
REI: (com dores). Miguel, retire o que você disse.
 
MIGUEL Majestade, pense um pouco! O que seria pior: perder um dedo ou ser devorado?
 
CARLOTA: Tá vendo? Ele tá satisfeito com a situação!
 
REI: É, eu não tenho alternativa: Prendam Miguel na cela mais escura e imunda do calabouço. Depois, veremos se ele ainda vai dizer que seu Deus nunca erra. (dois soldados levam Miguel e o deixam num engradado)
 
VELHO(off): Pois é, mas, mesmo preso, Miguel sabia que Deus ia ajudá-lo.
 
CARLOTA: (irônica) Coitado de Miguel! Achava que Deus tava no controle de tudo.
 
HENRIQUE: Pois é. O rei, ferido; e ele, falando aquele monte de besteira.
 
CARLOTA: Mas agora, com ele preso, tenho uma certeza: Deus nunca erra! Hahahaha!
 
ZECA(off): Ué, e a história termina assim?
 
VELHO(off): Não! Um dia, o rei resolveu sair novamente para caçar, e dessa vez foi sozinho. – Efeito sonoro (selva)
 
ZECA(off): Sozinho, por quê?
 
VELHO(off): Ele achava que não tinha nada pior do que perder o dedo. Só que...
 
DÔRA(off): Apareceu outro leão? – efeito sonoro (rugido)
 
VELHO(off): Pior! Uma tribo de canibais. – efeito sonoro (índios e tambores)
 
TODOS(off): Eita, e aí?
 
VELHO(off): Bem, eles amarraram o rei e iam oferecer em sacrifício. Mas, quando já estava tudo pronto e o Canibal Chefe foi examinar o rei...
 
CANIBAL: Laskd !
 
VOZ(off): Tradução Simultânea:‘Raios!’
 
CANIBAL: Rflksajd fhnwa jklhwlaieuwh leiuryhk!
 
VOZ(off): ‘Esse homem não pode ser sacrificado! Ele não tem todos os dedos!
 
CANIBAL: Tdjildf hlwieufhlwidjbnf klsjdnijhg lihsfdlgj!

 

VOZ(off): ‘Libertem-no agora, agora mesmo! Ele é defeituoso!’
 
CANIBAL: Hlskfjglk djfhgkld hg!
 
VOZ(off): “Droga! Ele parecia ser tão apetitoso! Com Sazon, intão!”
 
GILDO(off): Legal, o rei foi solto. E depois?
 
VELHO(off): Depois, o rei libertou Miguel e pediu que viesse à presença de todos.
 
REI: Meu servo, Deus realmente foi bom comigo! E você tinha razão: Deus fez o que era melhor! Eu só escapei da morte porque não tinha um dos dedos.
 
MIGUEL Pois é, Deus nunca erra!
 
HENRIQUE: Ehhh... Eu já tinha quase certeza disso!
 
REI: É, Mas ainda tenho em uma grande dúvida...
 
MIGUEL Hã? E qual é a sua dúvida, majestade?
 
REI: Se Deus é tão bom, por que deixou que você fosse preso?
 
CARLOTA: É verdade, isso eu também não entendi.
 
MIGUEL Se não fosse isso, EU seria o sacrifício da vez. Afinal, não me falta dedo algum!
 
HENRIQUE: Agora, já tenho coragem de admitir: DEUS É PERFEITO!
 
CARLOTA: Só você não, Henrique! Eu também estou convencida disso!
 
REI: Tudo o que Deus faz é perfeito. Deus nunca erra! (saem)
 
Velho não está mais em cena quando a história termina.
 
ZECA: (levantando-se) É verdade. Deus nunca erra mesmo!
 
DÔRA: Ao contrário da gente, né? A gente reclama tanto do que acontece e não para pra pensar na vontade de Deus.
 
GILDO: Eu confiava tanto nesse GPS e ele nem deu sinal até agora... Que coisa!
 
ZECA: E esse mapa também. Não quero mais saber de fazer as coisas do meu jeito. Deus é que nunca dá um passo em falso!
 
DÔRA: Mas a pergunta que não quer calar: Onde é que a gente ta?
 
Trilha Sonora – Ônibus chegando
 
ZECA: É o som do ônibus da escola?
 
GILDO: Não, não. Acho que não!
 
ZECA: Bora lá olhar!
 
Os três vão até o muro e sobem para espionar.
 
DÔRA: Olha lá! Tia Nice com a turma toda. Bob, Naninha...
 
ZECA: Juquinha, Hellota! Que saudade!
 
GILDO: Sim, mas o que eles tão fazendo aqui?
 
DÔRA: Era hoje o passeio pro zoológico?
 
Gildo e Dôra param e viram o rosto para Zeca, irritados.
 
ZECA: Que foi? Ta vendo? Deus nunca erra! Mandou a gente pro lugar certo! (procurando saída) Errr... Eu vou lá falar com o pessoal. Tchau, gente! Manhêêêêê!!!
 
GILDO e DÔRA: (correndo atrás dele) Volta aqui, Zecaaaaaa!!!

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