AMOR IMPRUDENTE

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Mulher desenhando um coração no espelho

Rodolfo é um gatão, sabe encantar as garotas, fazer elas se sentirem especiais, pelo menos no começo...
Maria, é cristã, sua mãe sempre atenta e zelosa percebe que Maria está desatenta das coisas...
Maria ainda sonhava com as palavras sedutoras do Rodolfo quando o vê com outra menina.

PERSONAGENS:
NARRADOR
MÃE
MARIA
RODOLFO


NARRADOR. Esta é uma história comum de uma jovem  que ignora os conselhos que havia recebido. Se deixa levar por seus sentimentos. Embora esta história seja imaginária pode ocorrer(e ocorre muito) na vida cotidiana, é uma realidade.
Tem seu lado cômico, mas pretende não apenas entreter, mas também ajudar a pensar seriamente sobre o assunto tão vital na vida dos jovens.
Amor, namoro, noivado e casamento.

A história começa quando Maria saiu para fazer várias coisas e algumas  compras que sua mãe pediu. Havia um pouco de sol e ela sentia calor. Maria ainda não tinha terminado mas já havia caminhado bastante, ela se sentia cansada e decidiu sentar em um dos bancos daquela rua movimentada. Logo que sentou nota... Rodolfo, um jovem que há algum tempo a paquerava... Mas vamos ver o que acontece.

MARIA:  Que calorão! Estou um pouco cansada e faltam alguns quarteirões a pé ainda... ah...vou me sentar nesse banco só um pouquinho.(Senta-se e fica pensativa. De repente ela fica nervosa ao ver quem está chegando, levanta-se, senta-se novamente, levanta...) Oh, minha mãe! Que susto! O Rodolfo tá vindo. Eu não sei o que vou fazer... O que vai me falar? Como eu vou responder?
Na verdade, ele é tão inteligente, tão bonito, tão bom, tão elegante... Ele é muito parecido com o ideal que eu tenho sonhado.
Mas, eu tenho que agir com seriedade e astúcia pra ele não perceber que me encanto com sua presença.

RODOLFO. Boa tarde, Maria, é uma agradável surpresa para mim encontrar você aqui. Confesso que não estava esperando por isso, estou feliz em vê-la e saber como você está.
Agora podemos conversar um pouco, não acha?

MARIA:  Ah, sim, sim, mas... não... não... não.

RODOLFO. Mas o que há de errado? Você está nervosa?

MARIA:  Este... que... não... não... Mas olha, eu não posso falar porque eu tenho que fazer algumas coisas para minha mãe e ela pediu que eu não demorasse.

RODOLFO. Mas Maria, você sabe que eu sou um cavalheiro. Se não podes agora, será noutra oportunidade, certo? Mas lembre-se que eu estou esperando por uma resposta sua. Você sabe, não é, Maria?

MARIA:  Sim, sim, eu sei, mas... será em outro momento, como você diz, agora eu tenho que ir, tchau.

RODOLFO. Até breve, bela flor do jardim dos meus sonhos.

(Eles se separam e quando estão longe olham para trás. Dão adeus com as mãos, o jovem some ao longe, enquanto Maria fala a com ela mesma.)

MARIA:  Acho que não... Como vou pensar? Eu não posso, é verdade que ele é muito bonito... muito agradável... Mas ouvi dizer que é muito namorador. Dizem que ele é como uma beija-flor que vai de flor em flor. Acho isso ruim, é verdade!
Mas posso fazer ele mudar com meu amor, meu bom comportamento, meus carinhos, eu posso atrair tanto ele, que vai esquecer todas as outras e será serio comigo.
Mas... Se continuar assim... será um desgraçado e fará muitos corações infelizes.
Estou indecisa, não sei o que fazer, eu preciso de um bom conselho.
Aprendi que a pessoa certa é a minha mãe...
Mas o que nada! Temo que ela se oponha e de fato ficarei muito triste se perder Rodolfo.
Em segundo lugar podia ver o pastor da minha igreja.
Mas... não... não... ele também não.  Ele me dirá  algumas coisas que eu não quero ouvir.
Quem, então?
Bem, deixe-me fazer as coisas da minha mãe... A propósito, eu nem me lembro de metade das coisas que ela me mandou fazer...
Depois procuro um bom conselho... (Continua caminhando até desaparecer.)

NARRADOR. Depois de fazer as tarefas para sua mãe, Maria voltou para casa um pouco preocupado, sua mãe estava esperando impacientemente.

MARIA:  (Entra e beija a mãe.) Oh, mamãe, como eu caminhei! Isso foi horrível... Mas eu resolvi tudo... Quero dizer... Menos... Bem, eu acho que... que tudo, não. (fala em dúvida)

MÃE. Filha, eu acho que você demorou mais do que deveria... Eu já estava impaciente... mas se você resolveu tudo...
Eu não sei o que está acontecendo com você ultimamente, sempre esquece das coisas, e eu não gosto, porque você não está doente, não te sente mal, né?
Às vezes, se não fizermos as coisas certas a mente não funciona bem. Tem dias que noto que você se esquece de tudo.

MARIA:  (Virando o rosto.) Tudo menos...

MÃE. O que disse, filha?

MARIA:  Não, não, não, mãe.

MÃE. Bem, finalmente vamos ver o que você trouxe... Maria, eu não vejo a linha da Sra. Márcia, para o vestido que ela deixou para fazer.

MARIA:  Oh, mamãe! Esqueci, sim, eu esqueci.

MÃE. Mas eu não vejo aqui o tecido da Sra. Ramos. Ela não estava em casa ou não foi?

MARIA:  (fazendo cara de dor.) Não sei, quando me dei conta tinha passado da casa dela.

MÃE. Filha, eu repito. Você esqueceu de tudo.

NARRADOR. A filha fica atordoado, sem saber o que fazer ou dizer, está com uma cara séria e um olhar como quem vê algo imaginário. Muitos pensamentos passaram por sua mente, agora em branco!
Lembra-se do Rodolfo, suas palavras, seu nervosismo.

MÃE. Maria, onde andas com a cabeça? Que acontece com você não é normal. Fala menina, por que você não me diz o que está de errado?

MARIA:  Nada, mamãe, não, eu estava pensando que amanhã eu posso fazer tudo o que esqueci hoje. Perdoe minha negligência, mãe.

MÃE. Tudo bem, filha.

NARRADOR. Ao chegar no dia seguinte, a menina arruma-se e sai, desta vez para fazer o que a sua mãe havia pedido. Mas automaticamente, e sem perceber, ela estava andando pela rua ontem, onde ela encontrou  seu pretendente bonitão. Agora não está cansada, não sentia calor, mas assim, mesmo deseja sentar-se por um tempo só para lembrar...

MARIA:  Deixe-me sentar aqui, mas hoje eu não vou ver Rodolfo, nem quero vê-lo ou... Se não me esqueço das coisas que a mãe me pediu.

NARRADOR. Maria estava pensativa, olha para os lados, como se esperasse alguém, mas de repente seus olhos veem alguma coisa, algo que ela não pode acreditar.

MARIA:  Não, não pode ser, eu acho que não, mas... se é verdade o que os meus olhos veem, Rodolfo... Mas... vem com uma menina de mãos dadas.

NARRADOR. Rodolfo passa muito perto de onde Maria está, finge não vê-la. Maria sente-se colada no banco de mármore, e permanece sentada.  Vê como Rodolfo vai se distanciando com sua companheira.
Agora sim, esqueceu todos os pedidos de sua mãe.
Maria, a pobre e desapontada  Maria. Sem sem saber de onde tirar forças,  começar a andar de volta pra casa.

MARIA:  (Chama.) Mãe, onde está você?

MÃE. Aqui, vem filha, mas por favor, qual é o problema, filhinha? Você parece nervosa e preocupada, qual é o problema, querida? Diga-me, fizeste o que eu mandei?

MARIA:  Não, mãe, eu não pude. Vem aqui comigo, mãe, eu tenho que falar com você.

MÃE. Vamos sentar, vejo você mal faz dias, mas ontem e hoje estás pior, diga-me, o que está errado?

NARRADOR. E Maria disse a sua mãe o que tinha acontecido, seu desejo enganoso, sua decepção e o triste fim do romance... e concluiu:

MARIA:  Te garanto mãe eu aprendi uma grande lição: A partir de hoje com a ajuda de Deus eu não vou agir tão estupidamente. Seguirei o conselho de Deus para não falhar na minha vida e acima de tudo será você, minha mãe, depois de Deus, o meu primeiro e único conselheiro em todas as coisas na vida. Percebo que você é uma mãe cristã e quer o melhor para mim. Nunca deixarei de honrar meu Deus. E você também,minha mãe querida.


MÃE. Estou tão feliz que você acabou de dizer a minha filha, e eu quero que você saiba que para uma mãe zelosa, percebe os problemas e preocupações de seus filhos. Eu estava atenta ao seu caso, porque via algo anormal. Mas agora vamos esquecer este pesadelo que passamos. E que esta lição ajude você e todos, que como você se acham sábios em suas opiniões.
Espero que de agora em diante sempre procure o conselho de pessoas sábias e que possam ajudar a ser uma verdadeira cristã.

Texto encontrado originalmente em espanhol em DRAMAS CRISTIANOS


 

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