A VITÓRIA DE ANA

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A VITÓRIA DE ANA - Teatro Cristão Ana, estéril sofre zombaria por não ter filhos.
Tem o apoio do marido, mas ainda assim sofre.
Um dia passou por bêbada, de tanto que chorava diante de Deus, pedindo um filho.
Foi atendida, teve Samuel
História real que consta em I Samuel

Baseada em I Samuel Cap. 1

NARRADOR:   Havia um homem da região montanhosa de Efraim, cujo nome era Elcana, filho de Jeroão, efraimita.
Elcana tinha duas mulheres: Ana e Penina.
Enquanto Penina possuía filhos, Ana não tinha nenhum. Penina vivia provocando Ana para a irritar, por ser esta estéril.

CENA 1: NA CASA

PENINA:  Ana, por favor, você pode preparar o banho de meu filho mais novo?

ANA:   Sim, claro! Mas onde estão todos os materiais necessários para que eu o possa fazer?

PENINA:  Está tudo guardado em casa. (Neste momento Penina se faz de esquecida para jogar na cara de Ana a sua esterilidade)
Ah! Pode deixar... Tinha esquecido que você não pode fazer isso, já que nunca teve filhos... e alguém que não possui filhos, não sabe cuidar de um... (risos)
ANA:  (Faz silêncio e baixa a cabeça)
PENINA: Pedirei a uma serva que saiba... (sai)
NARRADOR:  Anualmente, Elcana subia até Silo, para adorar e sacrificar ao SENHOR dos EXÉRCITOS.
Em seus sacrifícios, oferecia porções a Penina, sua mulher, e a todos os seus filhos e filhas.
Porém, dava a Ana porção dupla, porque a amava muito, mesmo sendo estéril.
As provocações de Penina se tornavam algo cada vez mais freqüente na vida de Ana, a medida que o tempo ia passando e a quantidade dos filhos de Penina também aumentava.
Ana já não suportava mais conviver em tal situação, por isso passou a subir também à Casa do SENHOR.

CENA 2: NA CASA

PENINA: Ana, o Senhor já te respondeu?
ANA:  (cabeça baixa chorando)
PENINA:  Não gaste seu tempo indo até Siló, aprenda a viver assim.
Não vê que não há mais jeito?
Você nasceu estéril e morrerá também estéril.
ANA:  (calada enxugando as lágrimas)
PENINA:  Vês? A única coisa que você tem feito é prantear e não comer! [...]
Desista! Se você não dá filhos a Elcana, eu dou. (sai)
(Ana cai em prantos. Passa um tempo e Elcana entra)
ELCANA: Ana, por que choras? E por que não comes? E por que estás de coração triste?
ANA:   Sei que me amas meu marido, mas como posso eu te servir por mulher se não te dou filhos?
ELCANA:  Não te sou eu melhor do que dez filhos?
ANA:  És um esposo atencioso e carinhoso. Não tenho motivos para duvidar do teu amor por mim.
Mas saiba meu esposo, que para uma mulher casada, não ter filhos, é uma vergonha.
ELCANA:  Confia no SENHOR.
NARRADOR:  Estando Eli, o sacerdote, assentado numa cadeira, após terem comido e bebido, levantou-se Ana, e, com amargura de alma, orou, chorou abundantemente, e fez um voto ao SENHOR.

CENA 3: NO TEMPLO
ANA:  SENHOR dos EXÉRCITOS, se atentares para a aflição da Tua serva, e lembrares de mim, e me deres um filho varão, a Ti SENHOR o darei por todos os dias da sua vida.
(Ana continua orando, sem falar palavra alguma, só mexendo os lábios. Eli começa a observá-la e acaba tendo-a por embriagada)
ELI:  Deve estar embriagada... 
(Eli vai ao encontro de Ana)
ELI:  Até quando estarás tu embriagada? Afasta de ti esse vinho!
ANA:  Não senhor meu! Não bebi nem vinho nem bebida forte.
Sou mulher atribulada de espírito.
Venho derramando minha alma perante o SENHOR.
E pelo excesso da minha ansiedade e da minha aflição é que tenho falado até agora.
ELI:  Vai-te em paz, e o Deus de Israel te conceda a petição que lhe fizeste.
 
NARRADOR:  Ana seguiu em seu caminho e comeu, e o seu semblante já não era triste.
Depois de adorar ao SENHOR, voltaram para casa.
Elcana coabitou com Ana, então o SENHOR se lembrou dela e ela concebeu a um filho, a que chamou Samuel.
Depois de o desmamar, Ana o levou consigo e o apresentou à Casa do SENHOR, mesmo sendo ainda de pouca idade. Chegando a Siló, sacrificou ao SENHOR e entregou o menino a Eli, o sacerdote, e ali adorou Ana dizendo...

CENA 4: NO TEMPLO
 
ANA:  O meu coração regozija-se no SENHOR, a minha força está exaltada no SENHOR; a minha boca se ri dos meus inimigos, porquanto me alegro na tua salvação. [...]
Os que antes eram fartos hoje se alugam por pão, mas os que andavam famintos não sofrem mais fome;
Até a estéril tem filhos, e a que tinha muitos filhos perde o vigor...

FIM

Autoria: Grupo Teatral A Ponte

Peça recuperada, estava no site em 2005

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