A CIDADE IDEAL

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A CIDADE IDEALA CIDADE IDEAL

O enredo peça mostra a busca por uma cidade ideal, desde os convívios entre povos das cavernas, até um cidade totalmente tecnológica. Nesta busca é percebida a ausência de Deus. O público é desafiado a viver de maneira que agrade ao Senhor da Vida.

NARRADOR: O homem vive à procura de si mesmo e a Palavra de Deus dá a direção mas nem sempre o ser humano para e nota... que Deus lhe deu a condição de reconhecer na sua vida... o que Deus faz de melhor... ele prepara tudo desde o amanhecer até o anoitecer... e os homens vivem a levantar cidades... algumas caem como Babel... outras são destruídas pelo próprio Senhor quando chega a Gomorra e Sodoma...
ATOR 1: Vamos conhecer quatro cidades onde o homem idealiza a sua felicidade, mas nela falta Deus!
NARRADOR: Vamos fechar os olhos a cada imagem das cidades que vamos percorrer
vários atores conversando... sem parar de falar... nenhum consegue entender o outro... são individuais... brigam entre si... e não chegam a lugar nenhum...
ATOR 1: Essa é uma cidade onde vive o tribalismo e cada um vive como quer e discute sem ouvir o outro, vamos chegar perto e entrar nessa cidade.
NARRADOR: Vamos fechar os olhos e depois abriremos...
CENA 1 - A CIDADE DAS CAVERNAS
Todo o cenário é da Pré História e todos os atores estão vestidos de pelos com armas prontos para brigar e grunhindo sem parar.
Outro lado temos pessoas vestidas nos dias de hoje e que estão empurrando e brigando, discutindo sem parar, e um cai e começam a chutar nele, e levantam facas e gritam: VIVA A VIOLÊNCIA!
ATOR 1: (Entra entre eles vestindo uma camisa branca e calça branca nos dias de hoje e começa a questionar um e outro ator e atriz)
ATOR 1: O que vocês estão fazendo?
- Estamos vivendo a violência!
ATOR 1: Por que fazem isso?
- Porque em nossa cidade só existe a lei do mais forte e só o mais firme é que vence. Quem é fraco é engolido pelo sistema!
ATOR 1: E Deus... onde está Deus?
- Deus? Quem é Deus? Onde ele está quando um destrói o outro, quando as ruas ficam violentas e as pessoas são violentadas por si mesmas e pelo sistema!
ATOR 1: E quem é o sistema?
- Não sei... mas ele cuida de tudo e não precisamos lutar por nada... só pelo que é nosso... e nossa cidade precisa de pessoas fortes... não precisamos pensar no grupo... só em cada um...
ATOR 1: E isso aqui não é um grupo?
- Não! Isso é um agrupamento com o mesmo interesse e saiba que se ficar aqui ou está conosco ou contra nós e posso propor darem uma surra em você também...
ATOR 2: (Outro de branco) Diz... homens das cavernas a cidade de vocês é uma tragédia e o preço do pecado é a morte... saiam de perto...
(os homens das cavernas se misturam com os outros atores... e fazem de conta que estão brigando... com armas e socos... )
NARRADOR: Um brilho acontece e aí todos ficam sem ver nada... fechem os olhos meus irmãos... vamos para a próxima cidade...
 
CENA 2 : CIDADE DO PODER ILIMITADO
 
Atores vestidos de romanos e escravos... os romanos chicoteiam os escravos... e outro grupo está com o senhor e o servo... outro grupo com placa de direitos humanos e outros com celulares falando de finanças e investimentos...
ATOR 1: Essa cidade é mais perigosa que a outra porque os homens além de violentos se tornaram pessoas que separam uns aos outros, aqui o que vale é quem se dá bem, as pessoas exploram e as exploradas vivem buscando melhores condições de vida mas não são ouvidas porque não pode haver diálogo onde não há Deus.
ATOR 2: Quem pode salvar uma cidade que só pensa em dinheiro e na política dos investimentos? Onde Deus pode entrar no coração que explora o próprio próximo?
NARRADOR: Vamos adentrar com cuidado para mostrar algumas pessoas que vivem nessa cidade e que fazem uma realidade triste porque não vivem Deus em suas vidas e só prezam sua cidade.
ATOR 1: Adentremos irmão na cidade mas vamos orar para que o Senhor nos proteja para que não fiquemos contaminados!
ATOR 2: Irmão eis que só trazemos a roupa do corpo e se não nos ouvirem batemos o pó dos pés para que saibam quem é o Senhor de tudo e saberão que esta cidade está condenada da base até a cúpula porque não há Deus para a vida dessa cidade.
(O ator 1 vai questionando cada um começando pelos que estão com placas segurando e pedindo Direitos Humanos:)
ATOR 1: O que pedes irmão?
- Respeito, dignidade, ser ouvido, ter justiça, não viver explorado, não ser desprezado...
ATOR 1: Quem és tu?
- Um amigo que vem de longe e que procura lugar para descansar...
ATOR 1: Eu posso levar aos meus companheiros e podemos dar pousada, não temos muito mas temos o que partilhamos...
(Ator 2 chega perto dos que estão com celulares, secretarias, investimentos, sendo fotografados e entrevistados e começa a questionar)
ATOR 2: O que pedes irmão?
- Eu não peço nada só quero manter minha vida boa e cheia de luxo,MEU PODER É ILIMITADO, temos a ira, temos a gula, temos todos os pecados capitais, por isso fizemos o capitalismo, e criamos o desconto nominal e o capital com juros encima de juros. Emprestamos desde a agiotagem até o que ninguém consegue pagar. Devoramos tudo.
ATOR 2: Quem és tu?
- Sou um peregrino que precisa de pousada.
 
- Não me fale disso a não ser que tenha dinheiro ou queira empréstimo do meu jeito, escreve no contrato de adesão e não leia as letras pequenas porque ninguém nessa cidade lê e nós temos o controle de tudo. Se não tem como pagar que durma na rua e viva no frio sem ter o que comer mas nós podemos dar o que quer se trabalhar para nós como queremos. Babilônia é aqui e não acreditamos que há outra cidade mais comercial que a nossa!
NARRADOR: Essa cidade está condenada, mas há ainda salvação para os que professem o bem para o irmão quando a placa ser vista pelos que podem mudar a situação, mas mesmo que não vejam, Deus fará a justiça. Porque o que é de Deus é de todos os seus filhos e recebem o mesmo valor porque a benção e a unção de Deus são para os que creem no Senhor e esperam seu plano de salvação.
NARRADOR: Agora fechemos os olhos para entrarmos na terceira cidade que é tão triste que podemos ver o que se passa nos corações de seus habitantes.
ATOR 1: Essa é a cidade tecnológica. Uma cidade que ninguém se comunica pessoalmente tudo é feito pelo teclado, onde a solidão impera, existe um salão de festas com nicks e chats, e-mails que ficam trazendo mensagens que ofendem o Senhor, o grande comércio firmados nos valores e leilões.
ATOR 2: É verdade que eles têm a sensação de dominar a informação mas é uma ilusão porque ela já está lá em pacotes consumistas e muitas vezes com jogos violentos, com menções ofensivas, e quebrando o dialogo com a família, alguns meios que chamam de midiáticos que não ajudam o homem. Que pena!
ATOR 1: Nossa jornada está ao fim e só em uma cidade que achamos homens que buscam Direitos mas que não sabem como atingir porque a cidade vive só da exploração, do capitalismo, do individualismo, do poder, da fama e do dinheiro, do que é meu e não nosso, mas e essa cidade? Como será?
 
CENA 3 - CIDADE TECNOLÓGICA
 
(Dois grupos de atores e os grupos das cavernas vai seguindo e fazendo a mesma briga e grunhindo...)
O ator 1 entra no meio daqueles que estão sentados frente um computador COM GRILHÕES NOS PULSOS e não se olham nem piscam nem vivem são como robôs só fazem tudo automaticamente. Eles não comem não bebem não amam não dizem nada só se comunicam pela tecnologia e quanto mais a tecnologia avança eles pagam mais para ter o luxo.
ATOR 1: Quem são vocês?
- Como assim... nós temos tudo que a tecnologia nos dá... não temos que sair de casa... tudo é feito no computador... tudo é programado... e usamos o cartão de plástico... temos plugs... tudo corre bem na nossa cidade...
TROLL: Eu sou Troll e essa é a Teka!
TEKA: O nosso mundo é perfeito não precisamos de nada só vivemos a tecnologia e isso nos proporciona tudo.
(Teka apresenta seu melhor amigo um processador lógico chamado Eniak que ajuda ela nas tarefas de cálculo e nas coisas da casa porque não sabe mais calcular nem fazer nada que gente faz só faz o que o computador dita.
)
TROLL: Hoje temos um tubo alimentar implantado que nos mantem vivos e assim não precisamos sair da cadeira de informação e estamos sempre em rede, não é Eniak?
ENIAK: Positivo... nossa cidade não tem erro... não temos over... só temos grandes jogos... cassinos virtuais... todo o prazer que o homem precisa nós trazemos... é só buscar... tem uns que ainda buscam outros caminhos...
ATOR 2: Quem são esses?
ENIAK: São uns que falam de Jesus Cristo e de uma Bíblia que tem Palavra de Salvação e são chamados evangelizadores, alguns são Pastores e usam a mídia para falar do amor mas nossa cidade vive na tecnologia mesmo assim sabemos que existem muitos que estão buscando DEUS, mas nós não sabemos o que é DEUS... aceitamos os sites porque isso também dá prazer ao homem...
TEKA: Tudo na vida tecnológica tem seus caminhos bons e ruins e isso é seletividade do que podemos ver e viver mas os homens estão tão viciados que não tem tempo para Deus nem para a família. Eu sei porque eu conheci a Palavra de Deus mas larguei por causa de uma proposta de ficar noite e dia sob cuidados da tecnologia do entretenimento que devora a vida.
ATORES 1 e 2: Saiamos dessa cidade e batamos os pés, porque mesmo tendo como buscar a Deus desde crianças, preferem viver a tecnologia que devora a vida, a que leva a violência, a pornografia, a uma vida fora de Jesus Cristo! Que triste! Essa cidade está do jeito que está por falta de oração!
Quem segue a risca as mensagens de Jesus Cristo não cai nessa armadilha!
De repente um barulho, tudo apaga, e alguém grita: BUG, PANE, MORTE!
GRUPO 2: Sem grilhões, o Pastor falando e o Povo louvando o Senhor.
 
NARRADOR: Abaixemos a cabeça diante da mensagem dos que seguem como Peregrinos de Cristo e fechemos os olhos para seguirmos para a próxima cidade. Lembremos da parábola da semente... refletir...
 
CIDADE DA ILUSÃO
 
NARRADOR: Meus irmãos algumas cidades são verdadeiras babilônias. Pena que Paulo não pode escrever cartas para as Igrejas se protegerem de tais cidades.
ATOR 1: Eu vi a criação e o Espírito que paira sob as águas repousando e vendo como é bom tudo que foi feito e quando resolvemos fazer o homem à nossa imagem e semelhança!
ATOR 2: Vim e vi para viver entre os homens mas o Mestre deixa a mensagem para ser vivida e apresenta a Nova Jerusalém mas as cidades dos homens caem e não sobram pedra sobre pedra porque a água vem e leva a areia.
Aparece o terceiro ator vestido de amarelo e luz brilhante.
ATOR 3: Irmãos eis que vamos a última cidade anunciada no sonho do Rei e revelada a Daniel para que os homens lembrassem do Reino preparado por nós, vamos ver a cidade do barro.
Todos em uma grande festa, câmeras de Televisão, bebidas, luzes, de repente tudo fica sombrio, e ouve-se vozes e risadas com pessoas com roupas de preta e vermelha, e as luzes ficam vermelhas, a música fica tenebrosa, e as pessoas continuam dançando sem perceber nada só a plateia percebe junto com os três atores.
Os atores se ajoelham e se põe a orar:
Onde estão os justos nessa cidade?
Não podemos derramar o dilúvio!
Não podemos aceitar a morte do homem, mas ele mesmo se sentencia a cada dia, quando fecha a porta para Deus!
Uma voz forte diz:
VOZ: Chega! Fim dessa tragédia! Eis que os justos de Deus serão arrebatados e os que não aproveitaram a chance são joios a serem atirados no chão!
As Igrejas foram advertidas e eis que devem buscar o avivamento e verem na obra o galardão do Senhor!
Aí toda plateia entra em louvor e o Pastor chama à oração para que encontrem a unção dos justos na única cidade que ficou: NOVA JERUSALÉM!
 
CENA FINAL
 
Todos os atores:
 
Eis que procuramos a cidade ideal e ele está aqui... no coração... entrega tua vida a Deus... sai da caverna... foge do capitalismo e da ambição... um capitalismo apenas consumista e sem sentido... não seja escravo da tecnologia... nem caia na ilusão dos prazeres do mundo... aos que ouvem a Palavra... Viva Jesus Cristo...
Diversos: